Só seis por cento das freguesias têm presidentes a tempo inteiro
Num texto de Tolentino Nóbrega o Publico recorda que "em apenas seis por cento das 4295 freguesias portuguesas, o presidente ou um dos membros do executivo exerce o cargo a tempo inteiro, conclui um inquérito nacional da Associação Nacional das Freguesias (Anafre) a que o PÚBLICO teve acesso. O inquérito, que será hoje discutido no congresso da Anafre a decorrer no Funchal, teve por objectivo aprofundar o conhecimento da realidade física, sociológica e funcional das freguesias na sua acentuada diversidade, de modo a sustentar a intervenção desta associação junto do Governo, Assembleia, Presidência da República ou da sua congénere dos municípios. Uma das principais características das freguesias portuguesas, segundo este estudo relativo a 2007, é a sua diversidade. Verifica-se que a tipologia mais frequente (55 por cento) é a freguesia de áreas predominantemente rurais (APR); com menor incidência (11 por cento) encontram-se as predominantemente urbanas (APU), ocupando as medianamente urbanas (AMU) um lugar intermédio (19 por cento). Nos distritos de Lisboa e Setúbal a predominância da tipologia APU é claramente superior aos restantes. Destaca-se o distrito de Viseu nas de tipologia APR, logo seguido dos distritos do Porto, Braga, Guarda e Santarém. É em Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre e Vila Real que o desequilíbrio entre rurais e urbanas é mais notório. O distrito de Faro e a região da Madeira são aqueles que revelam o maior equilíbrio entre as três categorias tipológicas.Oito das 32 freguesias com menos de 200 eleitores situam-se no distrito da Guarda e oito das 18 com mais de 20 mil localizam-se no distrito de Lisboa. É igualmente neste distrito que ficam 15 das 37 freguesias com mais de 20 mil residentes, situando-se na Guarda 12 das 39 freguesias com menos de 200 habitantes. O número mais expressivo de freguesias (246) tem entre mil e dois mil residentes".

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