Blogues e empresas: que relação?
Do jornalista do DN de Lisboa, Pedro Fonseca, destaco este seu texto "Qual é a relação mais saudável entre empresas e blogues?A questão não é pacífica e estará em discussão no debate sobre "Blogosfera: um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?", que decorre a 10 de Abril no Museu da Electricidade em Lisboa. Bruno Giussani, responsável europeu das conferências TED (tecnologia, entretenimento e design, iniciadas em 1984), será acompanhado por António Granado, director do Público Online, pelo professor de gestão Eduardo Correia, da responsável dos blogues no Sapo Maria João Nogueira, do jornalista Paulo Querido e por Luís Paixão Martins, cuja agência de comunicação organiza o evento."Uma coisa é as agências de comunicação encomendarem blogues para os seus clientes ou eventos, blogues esses difundidos como tal, pois serão blogues corporativos, e desses também há muitos em todo o mundo", explica Pedro Luiz de Castro, director da Primeira Imagem - Consultores de Comunicação. "Outra coisa são elogios ou críticas encomendadas para serem difundidas em blogues, situação que não posso confirmar ou desmentir por não ter conhecimento de qualquer caso prático em Portugal." Também Luís Paixão Martins desconhece casos deste tipo em Portugal.Castro considera ser "uma falsa questão, pois essas situações podem passar-se em qualquer suporte informativo", nomeadamente nos jornais com cartas ao director "que podem muito bem ter sido forjadas ou encomendadas por alguém" ou até nos artigos de opinião.Em Portugal, a haver autores de blogues pagos por agências ou empresas "sistematicamente, sabia-se logo, é um meio muito pequeno", lembra Maria João Nogueira, cujo serviço de blogues do Sapo não paga, apesar das recentes "transferências" com elogios de blogues conhecidos para esta plataforma. "Não há qualquer remuneração ou prémio ou valor ou géneros pagos/oferecidos pelo Sapo a qualquer blogue em troca da mudança para a nossa plataforma, ou em troca de conteúdos", explica. A razão: "Se o Sapo pagasse, perderia completamente a credibilidade técnica do serviço", o que "é impensável".

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