POLITICA, COMUNICAÇÃO & ELEIÇÕES

terça-feira, 6 de Maio de 2008

Publicidade: Os acidentes acontecem

Mais cinco milhões de desempregados em 2008

As turbulências da economia internacional, motivadas pela crise no mercado do crédito e pelo aumento do preço do petróleo, poderão aumentar em 5 milhões o número de desempregados em 2008, segundo a Organização Internacional do Trabalho. De acordo com o relatório as Tendências Mundiais do Emprego 2008 da OIT, esta quarta-feira divulgado, o impacto da crise do mercado de crédito nas economias industrializadas e na União Europeia resultará na redução de 240.000 empregos. No entanto, numa perspectiva global esta tendência será «compensada pelo resto do mundo», especialmente devido ao forte crescimento da economia e do emprego na Ásia. As projecções para 2008 contrastam com a situação verificada em 2007, quando um sólido crescimento económico superior a 5 por cento gerou uma «estabilização dos mercados laborais». Mais pessoas empregadas, um aumento líquido de 45 milhões de postos de trabalho e apenas uma ligeira subida no número de desempregados (189,9 milhões em todo o mundo) caracterizaram o mercado laboral em 2007. A Ásia Meridional liderou o aumento dos empregos no ano passado, contribuindo com 28 por cento para os 45 milhões de postos de trabalho criados em todo o mundo no ano passado.
Mas, ao mesmo tempo, a região tem a maior quantidade de emprego vulnerável, o que é revelador dos empregos de baixa qualidade. Sete em cada 10 pessoas trabalham por conta própria ou com familiares, o que implica estarem mais desprotegidos, sem protecção e sem segurança social. A nível mundial, o relatório da OIT refere que, apesar do crescimento económico e do emprego, há um «enorme» défice de trabalho digno no mundo, sendo que quatro em cada 10 pessoas tem empregos vulneráveis.
Europa mais positiva
Na Europa, o estudo conclui que houve uma evolução positiva na maioria dos indicadores laborais, incluindo uma redução do emprego vulnerável, assim como um ligeiro aumento da relação emprego-população, o que revela um maior potencial produtivo da população em idade de trabalhar. O relatório da OIT ressalva que o crescimento económico de 5,2 por cento em 2007 gerou cerca de 54 milhões de empregos no ano passado, mas não teve um impacto significativo sobre o desemprego. No ano passado, 61,7 por cento da população mundial em idade de trabalhar estava empregada, mas a taxa de desemprego manteve-se praticamente inalterada nos seis por cento, tendo o número de desempregados aumentado para os 189,9 milhões. A Organização Internacional do Trabalho estima que cerca de 487 milhões de trabalhadores (16,4 por cento do total) não ganham o suficiente para superar, juntamente com a sua família, a linha de pobreza de um dólar diário por pessoa.

Chacón permite acesso ao Ebay e à Interviú

Escreve a jornalista do DN de Lisboa, Patricia Veigas, que "a nova ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, colocou um ponto final à censura que desde a semana passada afectava os computadores dos quartéis das Forças Armadas e do seu próprio Ministério. A partir de agora, os funcionários, tanto os civis como os militares, podem voltar a aceder a sites como o do Ebay, da Marca ou da Interviú. O primeiro é um endereço de leilões on-line, o segundo um diário desportivo, a terceira uma revista de actualidade que esta semana traz na capa a alegada namorada de Ronaldo, nua. O acesso à Internet tinha sido limitado devido a uma sobrecarga na rede ministerial e isso originou protestos por parte de algumas associações de militares que, dizem, se recusam a ser "cidadãos de segunda". A restrição foi, no entanto, imposta por pessoal técnico, segundo um porta-voz do departamento de Chacón, citado pelas agências, depois de se constatar que, a dada hora do dia, a rede do Ministério colapsava. Agora, um aumento de capacidade, veio ontem devolver aos funcionários da Defesa o livre acesso à Net. No mesmo dia a ministra visitou os militares espanhóis no Líbano. E, por que talvez seja mais fácil fazer queixas a uma mulher, que ainda por cima está grávida de sete meses, o general García Sanchez aproveitou para lembrar que os veículos de que dispõem "têm já muitos anos" e estão no final da sua vida útil. A mensagem subliminar é a de que é preciso comprar material novo. Os militares ofereceram ainda à ministra algumas prendas para o seu bebé".

JORNADAS ABERTAS 2008: «Regiões e cidades num mundo de desafios»

«Regiões e cidades num mundo de desafios» é o tema das JORNADAS ABERTAS 2008, anunciado por Danuta Hübner, Comissária para a Política Regional, e Luc Van den Brande, Presidente do Comité das Regiões da UE. A sexta edição das JORNADAS ABERTAS, a Semana Europeia das Regiões e Cidades, realiza-se em Bruxelas de 6 a 9 de Outubro. Esta edição conta com 217 regiões e cidades de 32 países como parceiros e esperam-se participantes de muitos outros países. Realizar-se-ão 120 eventos em Bruxelas e cerca de 250 eventos locais em toda a Europa durante as JORNADAS ABERTAS, que se transformaram na mais importante reunião anual de responsáveis políticos ao nível regional e da UE, de peritos e representantes da banca, do mundo dos negócios e de grupos da sociedade civil. A Comissária Hübner declarou: «Estamos num período de reflexão e de discussão sobre as prioridades futuras da política de coesão: seu âmbito, impacto e ainda a melhor maneira de a adaptar a novos desafios. Aguardo com interesse as JORNADAS ABERTAS deste ano, que serão uma boa oportunidade de envolver as regiões e cidades mais intimamente neste processo, à medida que as nossas ideias começam a tomar forma. O trabalho desenvolvido deverá ser reunido num documento que publicaremos na Primavera de 2009 e que apresentará as primeiras ideias concretas para a política de coesão após 2013.».
O Presidente do Comité das Regiões, Luc Van den Brande, afirmou: «As JORNADAS ABERTAS estão já solidamente estabelecidas no calendário da UE como o evento que reúne os actores públicos e privados da arena política regional. É uma oportunidade para que as regiões e as cidades partilhem histórias e ideias de êxito, sublinhem o seu empenho em proporcionar empregos e crescimento sustentáveis, e a sua vontade de enfrentar em conjunto desafios importantes, como as alterações climáticas, entre outros. Não obteremos todas as respostas neste espaço de 2 km² em Bruxelas – temos de construir a Europa em parceria. Muito me apraz que, no âmbito das JORNADAS ABERTAS, as regiões e as cidades organizem cerca de 250 eventos nos Estados-Membros e ajudem esta mensagem a chegar ao nível nacional.».
O evento permitirá aos participantes partilhar as primeiras experiências obtidas com a aplicação local e regional dos 345 programas da política de coesão em 2007-2013 beneficiando de um investimento de 500 mil milhões de euros, aproximadamente, da UE e dos fundos nacionais. O debate sobre o futuro desta política após 2013 continua a decorrer, esperando-se que a Comissão adopte um importante Livro Verde sobre a coesão territorial pouco antes das JORNADAS ABERTAS.
Os seminários e debates das JORNADAS ABERTAS 2008 centrar-se-ão em quatro temas:
- Regiões inovadoras: promover a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação;
- Desenvolvimento sustentável: respostas regionais às alterações climáticas;
- Cooperação e trabalho em rede: intercâmbio das melhores práticas de desenvolvimento regional;
- Preparar o amanhã: uma política de coesão europeia para o futuro.

As JORNADAS ABERTAS 2008, organizadas conjuntamente pela Direcção-Geral da Política Regional da Comissão Europeia e pelo Comité das Regiões, deverão atrair cerca de 5 000 peritos regionais e locais a Bruxelas. Estarão representadas regiões e cidades parceiras de 26 Estados-Membros, bem como outras da Turquia, Croácia, Noruega, Suíça e – pela primeira vez – da Bósnia-Herzegovina e Islândia. A França registou o número mais elevado de parceiros (22), seguida por Itália e Espanha (19), pelo Reino Unido (18) e pela Polónia (17). Além destes, espera-se ainda que contribuam para o evento representantes de outros países, incluindo a China, a Rússia, o Brasil e a Sérvia, e de organizações internacionais. As JORNADAS ABERTAS serão igualmente uma oportunidade para que as empresas privadas, as instituições financeiras e as organizações da sociedade civil se reúnam com os intervenientes regionais. O Banco Europeu de Investimento, a Businesseurope, a organização patronal europeia, a Siemens, a General Electric, a Philips, a Veolia e o Serviço de Acção dos Cidadãos Europeus estarão entre as organizações representadas na área de exposição e de reunião do evento, designada «Investors Café».

Verdade na política...

Powerpoint Presentation Templates

Uno de cada tres niños canarios vive por debajo del umbral de la pobreza

Segundo o jornal "La Provincia" em texto da jornalista Carmen Santana, "uno de cada tres niños (alrededor del 33% de la población infantil) viven en Canarias por debajo del umbral de la pobreza, lo que sitúa a esta comunidad autónoma por encima de la media del Estado, en el que poco más de un millón y medio de menores padecen escasez de recursos.Así, elArchipiélago encabeza junto a Andalucía yExtremadura el ranking nacional de pobreza infantil, frente a la media estatal que estipula que uno de cada cuatro niños son pobres. Buena parte de esos infantes están en situación de pobreza tipificada como moderada, mientras un 3% del total sobrevive en la pobreza extrema.Hogares con familias numerosas, otros en los que el cabeza de familia está desempleado, o monoparentales (sobre todo los formados por mujeres), constituyen el prototipo de estructura familiar en el que viven más menores en situación de pobreza.Estos son algunos de los datos extraídos del estudio Familia, Infancia y Privación Social, obra de Luis Ayala Cañón, profesor de Economía Aplicada de la Universidad Juan Carlos I, que presentó esta semana en el Club Prensa Canaria en un debate promovido por Cáritas Diocesana de Canarias. El estudio, del que son coautoras Rosa Martínez López y Mercedes Sastre García, también profesoras de la misma materia, señala como conclusiones más relevantes que la pobreza afecta cada vez más a los colectivos situados fuera del mercado laboral, y que la infantilización de la pobreza es una característica que se extiende, cada vez más, en España y en el ámbito internacional.El mayor porcentaje de niños pobres en Canarias frente a la media del Estado, en el que uno de cada cuatro vive por debajo del umbral de pobreza, se corresponde con el mayor nivel de indigencia general que se registra en el Archipiélago. Al respecto, Cáritas recuerda que la tasa de pobreza se sitúa en Canarias en el 28,5%, mientras que la que afecta a los niños se coloca en un 33%".

Global Warming

Países: Suiça no Inverno

Paises: Islândia

Os números do islão

o 3 vezes maior - A taxa de natalidade entre os muçulmanos na Europa é três vezes superior à dos não-muçulmanos europeus;
o 20 milhões - Dos 450 milhões de cidadãos da Europa, cerca de 20 milhões são muçulmanos. Se a Turquia entrar na União Europeia, este número subirá para cerca de 70 milhões;
o 4% - A população muçulmana duplicou nos últimos três anos para representar 4 por cento da população da União Europeia;
o Metade dos alemães - O Islam Archive Central Institute, um think tank governamental germânico, prevê que os muçulmanos serão a população dominante na Alemanha até ao final deste século;
o 4000 templos - No último século, foram construídas mais mesquitas do que igrejas em França, onde a segunda maior população muçulmana da Europa tem agora ao seu dispor cerca de 4000 templos, segundo a revista espanhola Alba;
o 4000 igrejas fechadas - No Reino Unido, segundo o think tank Christian Research, cerca de 4000 igrejas irão fechar nos próximos 15 anos (algumas já foram transformadas em mesquitas, restaurantes, cafés, galerias de arte e até numa escola para acrobatas de circo);
o Mais muçulmanos - Dentro de 35 anos, haverá na Grã-Bretanha duas vezes mais muçulmanos a rezar nas mesquitas à sexta-feira do que cristãos nas igrejas ao domingo - a participação destes na oração semanal já é actualmente de apenas 6,3 por cento, contra 51 por cento de muçulmanos que dizem rezar todos os dias;
o 1 milhão - Cerca de 1 milhão de novos imigrantes muçulmanos, sobretudo provenientes do Norte de África, chegam todos os anos à Europa Ocidental;
o Um em cada cinco - Até 2050, prevê-se que um em cada cinco europeus será muçulmano;
o Islamistas - Menos de 10 por cento dos muçulmanos da Europa apoiam activamente causas islamistas radicais, segundo o académico francês Olivier Roy, autor de Globalized Islam: The Search for a New Ummah.
Fontes: Council on Foreign Relations e Cybercast News Service (Publico)

Números de Portugal

· 5.587.300, era o total da população activa, no final de 2007, segundo o INE;
· 1.186.800, eram os trabalhadores por conta própria no final de 2007, segundo o INE;
· 898.000, era o número de trabalhadores por conta própria isolados, em Fevereiro passado, segundo o INE (destes, de acordo com os especialistas, cerca de metade serão "falsos recibos verdes");
· 684.800, era o número de trabalhadores com contrato de trabalho com termo em 2007, segundo o INE;
· 28% da população activa serão trabalhadores individuais por conta própria (vulgo "recibos verdes") e trabalhadores a contrato com termo;
· 21% da população activa é o valor estimado de "falsos recibos verdes" (cerca de 500 mil) mais os contratados com termo.

Comissão Europeia propõe melhorar o acesso do público aos documentos das instituições europeias

Segundo a Comissão Europeia, foram adoptadas "alterações às regras de acesso aos documentos das instituições da UE. Estas alterações reafirmam o compromisso da Comissão com a transparência, actualizam as regras, de modo a reflectir a jurisprudência recente, e têm como objectivo melhorar a eficácia da resposta das instituições aos pedidos dos cidadãos. O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, declarou: «No início do meu mandato, sublinhei a necessidade de reforçar a transparência do nosso trabalho. As regras de acesso aos documentos estão a ser aplicadas correctamente. Estas alterações pretendem dar resposta à evolução da jurisprudência do Tribunal e melhorar o acesso dos cidadãos europeus aos documentos». Segundo afirmou Margot Wallström, Vice-Presidente da Comissão e responsável pelas Relações Institucionais e Estratégia de Comunicação: «O nosso objectivo é aumentar a transparência, o acesso, o alcance e a compreensão. O direito dos cidadãos à informação é fundamental em qualquer sistema democrático. O acesso aos documentos constitui um instrumento essencial para a democracia e estamos firmemente empenhados em melhorá-lo.A proposta da Comissão, sob a forma de um novo texto consolidado, privilegia a difusão activa da informação e alinha o regulamento com as disposições relativas ao acesso à informação ambiental da convenção de Aarhus. Clarifica, além disso, a definição de «documento», incluindo, por exemplo, o conteúdo das bases de dados electrónicas, sempre que seja possível extrair informação através de uma impressão em papel ou em formato electrónico".

Câmaras PSD são as piores a pagar

Segundo o DN de Lisboa, num texto do jornalista Rudolfo Rebelo, "há câmaras com atrasos de dois anos para com fornecedores, e existe mesmo um caso curioso: a Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, que demora quatro anos a "saldar" contas. Pelo menos 17 autarquias mantêm vivas dívidas a mais de um ano, afectando as tesourarias e balanços de milhares de empresas.Das dez autarquias que demoram mais tempo a pagar, oito são geridas pelo PSD e apenas duas pelo PS. A Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro, necessita de 629 dias para regularizar as facturas dos fornecedores, estando em segundo lugar no top ten da lista elaborada pelas Finanças, atrás de Oliveira de Azeméis, outra autarquia social-democrata.Na administração do Estado, em matéria de prazos de pagamento, há contrastes: a Madeira, governada por Alberto João Jardim e que "espreita" a oportunidade de ser primeiro-ministro (poderá ser candidato a líder do PSD), demora 284 dias a pagar aos fornecedores. Os Açores, apenas dois dias. No cômputo geral, o prazo médio de pagamento dos municípios chega aos 136 dias, isto sem incluir as câmaras de Lisboa e Porto (esta última com as Finanças a confirmarem os dados fornecidos pelo social-democrata Rui Rio).Os prazos de pagamento das empresas públicas estão além dos 90 dias. Em média, demoram 113 dias e figuram empresas como a RTP, Metro do Porto ou a CP. O Governo, ao abrigo do programa "Pagar a Tempo e Horas", impõe para 2008 a redução em 15% o prazo de pagamentos a fornecedores, responsabilizando os dirigentes públicos pelo cumprimento das metas".

Maio de 68: "E não se pode repeti-lo?"

Com este título e da autoria do jornalista do Publico, Miguel Gaspar, escreve o jornal: "Maio foi a história das mulheres e dos homens que há 40 anos se encontraram nas ruas de Paris partilhando um desejo de liberdade sem precedente e desafiaram os poderes e os costumes exigindo o impossível - e exigindo-o já. Sede de um eterno presente, Maio, se tivesse uma banda sonora, poderia ser La valse a mille temps de Brel, na qual Paris qui marque la mesure/ laisse enfin exploser sa joie ("Paris que marca o tempo/ deixa enfim explodir a sua alegria"). A Paris que marca o tempo (no sentido musical) torna-se também a Paris que marca o tempo histórico. E é a valsa de todos os tempos possiveís.A canção é citada pelo antigo soixante huitard André Glucksmann em Mai 68 Expliqué à Nicolas Sarkozy (o livro que assina com o filho, Raphaël, e onde tenta justificar um controverso apoio eleitoral ao Presidente francês), como se Paris em 68 tivesse sido esse momento - eventualmente irrepetível? - em que uma cidade se teria libertado da História, como uma valsa que já não estivesse confinada a um compasso de três tempos. Talvez seja por isso que o Maio em que se decretou que dois e dois já não eram necessariamente quatro seja uma história de mil tempos, mas também mil vezes contada. 2008, já passaram 40 anos, a memória regressa. Em parte porque nunca saberemos se o próprio Maio irá voltar. O sociólogo Jean-Pierre Le Goff fazia essa pergunta em Mai 68: L"Héritage Impossible, escrito na penúltima estação em que o comboio da memória de 68 parou (1998): "Quando os conflitos sociais ganham dimensão, a referência regressa sempre: iremos conhecer um novo Maio de 68?"Maio, a "divina surpresa" (segundo Le Goff) que ninguém antecipava na França de 1968 que "se aborrecia", como se escreveu num editorial que ficaria célebre; Maio, a cidade das barricadas, da greve geral, dos slogans escritos não se sabe por quem, da revolta inspirada na crítica do quotidiano do movimento situacionista de Guy Débord e na afirmação da ideia de emancipação e de autonomia dos indivíduos de Cornelius Castoriadis e do grupo Socialismo ou Barbárie, Maio que deixou uma marca no tempo que porventura ultrapassa um mês de festa e de revolta espontânea, encerrado no fim do mês com a enorme manifestação a favor de De Gaulle e a posterior e esmagadora vitória da direita nas legislativas antecipadas".

Maio de 68: 60% não sabem, mas calma

Da autoria dos jornalistas Inês Santinhos Gonçalves e Bruno Nunes, o Publico recordou o aniversário do Maio de 68: "Quem não sabe, não sabe, concluímos depois de falar com 300 estudantes universitários em Lisboa sobre o Maio de 68. Sabem o que foi? Cinquenta por cento disseram logo que não. Depois, quando perguntámos exactamente o que era o Maio de 68 aos que tinham dito que sabiam, 21 por cento deu, afinal, uma resposta errada. No total, 60 por cento dos estudantes não reconheciam o acontecimento.Entre as respostas sobre o que, supostamente, foi o Maio de 68, ouvimos coisas como "foi a revolta estudantil em Coimbra", foi a "tentativa de golpe militar falhado que deu azo ao de 1974" e "foi o primeiro ano em que se comemorou o 1º de Maio".Calma, sugere Fernando Rosas, historiador e professor Catedrático da Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e dirigente do Bloco de Esquerda. "Se fossem perguntar aos estudantes da minha geração o que tinha sido o Ultimato ou o Regicídio, também havia muitos que não sabiam. As coisas têm que ser relativizadas."O P2 entrevistou 309 estudantes de seis faculdades lisboetas, de áreas de estudo distintas. A maioria dos estudantes abordados aceitou participar e os resultados não podiam ser mais díspares: 70 por cento dos entrevistados que frequentam cursos de áreas científicas (Faculdade de Ciências, Faculdade de Economia e Instituto Superior Técnico), nunca tinham ouvido falar do Maio de 68. Para alguns a pergunta pareceu até bastante despropositada: "Em 68 ainda não tinha nascido, como é que querem que eu saiba?", disse ao P2 uma aluna do IST.Na área das humanidades (Faculdade de Letras, Faculdade de Direito e Faculdade de Belas-Artes), os resultados foram opostos, com 75 por cento dos alunos a responderem "sim". À pergunta "sabe o que foi o Maio de 68?", a área de estudo revelou-se um indicador decisivo. Já o género foi indiferente, com quase os mesmos "sins" e "nãos" em homens e mulheres. A idade ou o ano que frequentavam também não revelaram diferenças.Caetano esteve lá?Perante o resultado do nosso inquérito não científico, Fernando Rosas defende que os estudantes saberiam mais sobre o Maio de 68 "se houvesse um movimento associativo estudantil mais politizado, mais activo, mais interveniente, onde esse património provavelmente circularia de forma mais presente".

Las dietas de los 106 altos cargos del Gobierno de Canarias suben un 15% en seis años

Segundo o "La Provincia", num texto do jornalista R. Costa, "las dietas y los gastos por desplazamiento de los altos cargos de la Comunidad Autónoma de Canarias se han incrementado un 15% desde el año 2002 sólo en el apartado correspondiente a las comisiones de servicio en territorio nacional, pasando de 134,5 a 155,9 euros diarios, cantidad en la que se incluyen la manutención (53,34 euros diarios) y el alojamiento (102,56 euros). Sin embargo, la maraña administrativa que caracteriza a la Comunidad Autónoma también es trasladable a la percepción de dietas, gastos y pluses por parte de los responsables públicos autonómicos en el ejercicio de sus funciones por traslados entre islas para actos oficiales, los desplazamientos habituales entre las sedes del departamento (si la sede oficial está en una isla diferente a la de residencia del cargo), asistencia a las comisiones y plenos del Parlamento y otros conceptos que se añaden a las retribuciones estipuladas por la ley de Presupuestos.El actual Gobierno de Canarias cuenta con 106 altos cargos entre consejeros, viceconsejeros, directores generales y asimilados. Para ellos está estipulado que, además de la retribución de su cargo, percibirán las dietas o indemnizaciones por las actividades compatibles en concepto de transporte (que lo paga directamente la Administración en acuerdo con las compañías de transporte), alojamiento y manutención, a excepción de la asistencia a las sesiones de órganos colegiados de la Administración o consejos de administración de las empresas públicas.Las dietas de los altos cargos de la Comunidad Autónoma de Canarias se regulan a partir del Decreto 251/1997 de 30 de septiembre que recoge el reglamento de indemnizaciones por razón del servicio. En aquel momento, la cuantía aprobada fue de 22.400 pesetas para los altos cargos, cantidad que se ha ido actualizando en las leyes anuales de los presupuestos de la Comunidad Autónoma".

Política: cidadão exemplar...

Política: o nascimento de uma estrela socialista...

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Madeira: Partidos não prestam contas do dinheiro que recebem

Segundo o jornalista Tolentino Nóbrega do Publico, "os grupos parlamentares, deputados únicos e independentes não apresentaram ao Tribunal de Contas (TC) documentação justificativa da utilização dada às subvenções recebidas da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) para assessoria e apoio aos deputados, seus contactos com os eleitores e demais actividade parlamentar. Os auditores do TC concluíram que a documentação de suporte existente na ALM relativa às transferências efectuadas em 2006, no montante global de 5,6 milhões de euros, é insuficiente para justificar a sua utilização para as finalidades legalmente previstas. Dois terços desta verba (3,6 milhões) foram transferidos para a conta bancária do PSD, que recusou prestar contas quanto à parte desse montante que terá sido usada em campanhas eleitorais e acção partidária. O PS também utilizou os 1,3 milhões de euros recebidos em "despesas que se afiguram contrárias à consignação legal das subvenções atribuídas pela ALM, visto não se destinarem a financiar encargos relacionadas com a actividade parlamentar". O mesmo aconteceu com os 174 mil euros transferidos para o CDS-PP e os 194 mil atribuídos ao PCP.A representação parlamentar do BE "atribuiu donativos ao partido e realizou despesas com refeições em 2006 no montante global de 26,2 mil euros", que "extravasam o âmbito da actividade parlamentar". Também os deputados independentes João Isidoro e Ismael Fernandes, que tinham sido eleitos pelo PS, utilizaram, respectivamente, 36,7 e 35,7 mil euros em pagamentos ao arrepio dos fins legalmente previstos". Leia ainda, sobre este tema, no mesmo jornal, Apoios sem paralelo e Deputados usam verbas da assembleia para fins particulares.

terça-feira, 29 de Abril de 2008

Fantastic Pictures


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Beautiful Nature

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FORTE DESEMPENHO DO INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO

Li aqui que a "África tem vindo a assistir a um forte crescimento do investimento directo estrangeiro (IDE) nos últimos anos, tendo as entradas de IDE atingido 36 mil milhões de dólares americanos em 2006, em comparação com 2,4 mil milhões de dólares em 1985, e prevê-se que, em 2007, se mantenha a um nível de aproximadamente 36 mil milhões de dólares. Estes valores são apresentados em pormenor no relatório World Investment Directory: Africa, divulgado hoje pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), por ocasião da abertura do Fórum Mundial do Investimento, realizado no âmbito da UNCTAD XII, em Acra, no Gana.As entradas de IDE em países africanos, em 2006, equivaleram a um quinto da formação bruta de capital fixo na região (Figura 1). Em muitos países, o IDE aumentou nos sectores primário e dos serviços, em parte devido à exploração dos vastos recursos naturais de África e a uma série de projectos nacionais de privatização. Assim, o stock de IDE entrado na região aumentou para 315 mil milhões de dólares americanos em 2006, prosseguindo a sua longa tendência ascendente desde 1985, ano em que se situava em 42 mil milhões de dólares.
O recente aumento das entradas de IDE na região de África, especialmente durante o período de 2001-2007, deveu-se ao efeito de duas forças: uma subida em espiral dos preços dos produtos de base e um ambiente de investimento mais positivo. Estas mudanças foram apoiadas por reformas dos quadros de políticas relativas ao IDE, que incluíram, entre outras medidas, alterações aos regulamentos em matéria de exploração de recursos naturais. Vários países africanos também receberam da comunidade internacional promessas de um aumento da ajuda. Além disso, os doadores internacionais ofereceram-se para apoiar iniciativas de desenvolvimento regional, impulsionar o desenvolvimento de infra-estruturas e conceder mais acesso aos mercados, tudo factores que contribuem para o IDE. No entanto, o aumento recente das entradas de IDE não conduziu a um aumento da parcela de IDE mundial detida por África, que, essencialmente, corresponde à parcela do produto interno bruto (PIB) e do comércio mundiais detida pelo continente africano. Entre 2000 e 2006, as entradas de IDE em África mantiveram-se inalteradas, situando-se em cerca de 2-3% (2,7% em 2006). A expansão das entradas de IDE na região foi também assimétrica. Em 2006, a sub-região do Norte de África e alguns dos maiores produtores de recursos naturais da região, tais como Angola, a Nigéria e a África do Sul, absorveram a maior parte do IDE total".

Censura na Internet

Mesmo grávida visitou as tropas no Afeganistão

A ministra espanhola da Defesa visitou as tropas espanholas no Afeganistão. A gravidez de 7 meses não a impediu de fazer a longa viagem de 10 horas (veja aqui o video da notícia da RTP).

"Também queremos ficar nesta fotografia"

Com este titulo, e num trabalho da jornalista Inês Nadais, publicou o jornal Publico um trabalho, interessante e actual, para o qual chamamos a atenção: "Temos de fazer esta pergunta retórica: onde é que Portugal estava, quando Zapatero nomeou nove ministras para acabar de vez com a Espanha como nós a conhecíamos? Estava aqui, dizem ao P2 observadores e participantes da vida política portuguesa: numa galáxia muito distante. Sabemos que vamos ter um governo paritário - só não sabemos quando. Também temos fotografias históricas, nós. São dos anos 70: Maria de Lourdes Pintasilgo a tomar posse como primeira-ministra do V Governo Constitucional, em Julho de 1979 (e é incrível como nós, que adoramos recordes do Guinness, não nos orgulhamos disto: Thatcher, a primeira mulher a governar um país europeu, chegou lá antes, mas só dois meses antes), e depois, 30 anos depois, duas mulheres num governo que também tem fotografias modernas, mas de um homem a fazer jogging na Praça Vermelha.José Sócrates quis ser moderno assim. Zapatero quis ser moderno com um governo que acabou de vez com a Espanha como nós a conhecíamos - um governo absolutamente paritário (se o quisermos contabilizar a ele) ou até mais do que paritário (sem Zapatero, a proporção é de nove ministras para oito ministros) - e com esta fotografia de Carme Chacón, 37 anos, grávida de sete meses, na cadeia de comando de um mundo de homens. Já houve outras ministras da Defesa - em países que nos habituámos a olhar de baixo para cima, como o Japão, o Canadá e a Finlândia, e em países que nos habituámos a olhar de cima para baixo, como o Equador e o Cazaquistão -, mas nunca houve uma ministra da Defesa que nos obrigasse a achar que podíamos ser nós ali na fotografia. Agora estamos a 600 quilómetros disso - mas numa galáxia ainda muito distante. Foi o que disseram ao P2 alguns observadores e participantes da vida política portuguesa. Outros disseram que uma viagem de 600 quilómetros é coisa que se faz numas horas (mesmo sem o TGV)".

Bush no seu melhor - tudo o que faltava ver...

Gaffes dos Políticos

As melhores frases e gafes de 2007 (política)

(SIC)

Santana Lopes pede perdão a Marques Mendes

Debate aceso no Parlamento

Sócrates "versus" Santana

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Governo cubano anuncia aumento de reformas e salários

Li aqui que "o Governo cubano anunciou hoje que, em Maio, vai aumentar o valor das reformas e pensões da população. Segundo o jornal oficial Juventud Rebelde, o reajuste beneficiará 99% dos aposentados, que actualmente recebem até 400 pesos cubanos (cerca de 17 dólares) por mês. O valor da reforma mínima mensal aumentará 20%, de 164 para 200 pesos cubanos (de 6,80 para 8,30 dólares). As famílias que beneficiem de subsídios da segurança social receberão um aumento de 25 pesos cubanos (1 dólar) cada um, o que fará a pensão mínima desse sector crescer de 122 para 147 pesos cubanos. O aumento das reformas e pensões beneficiará 2,15 milhões de pessoas - Cuba tem 11 milhões de habitantes - e, ao todo, farão os gastos da Previdência aumentar em 810 milhões de pesos cubanos ao ano (mais de 32 milhões de dólares). Ainda de acordo com o Juventud Rebelde, mais de nove mil funcionários do Supremo Tribunal e da Procuradoria Geral receberão, a partir de Maio, um aumento médio de 211 pesos cubanos (8 dólares). Para juízes e procuradores, o aumento será de 425 pesos cubanos (aproximadamente 17 dólares). O custo anual dos aumentos salariais no sistema judicial será de 27 milhões de pesos cubanos (pouco mais de 1 milhão de dólares), e o salário médio crescerá de 360 para 559 pesos cubanos (55%). O Juventud Rebelde afirma que o objectivo é «reduzir as desigualdades sociais e conseguir que cada cidadão viva do seu trabalho e da sua pensão». A publicação acrescenta que «os aumentos salariais serão aplicados por sectores e prioridades, sempre a partir de uma rigorosa avaliação das condições económicas e financeiras como premissa para executá-los». «Actualmente, não é possível aplicar o aumento salarial a todos os sectores, já que o país não dispõe, neste momento, dos recursos necessários», explica o jornal oficial".

Assessoria política: entrevista com António Cunha Vaz

Num trabalho dos jornalistas Paulo Moura (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotos), do Publico, chamo a atenção para a entrevista publicada por este jornal com Cunha Vaz: "Se Menezes se recandidatasse contra Manuela Ferreira Leite, ganhava. A política é um circo. Ser agente de comunicação, em simultâneo, de vários bancos concorrentes, de políticos e de um clube de futebol pode ser bom para todos. Exercer influência não é crime. Excerto de uma conversa com António Cunha Vaz, um homem farto de estar na sombra. António Cunha Vaz é desde 2003 dono de uma agência de comunicação que, nos primeiros três anos, se tornou na mais importante do país. Foi funcionário da Assembleia da República, quando ainda estudava, trabalhou na Comissão Europeia, foi assessor da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, director de comunicação do BCP, departamento que criou em 1996, consultor de diversas instituições, administrador da ONI e de outras empresas. Os colegas de profissão odeiam-no. Dizem que subiu à custa de amigos poderosos e de métodos pouco ortodoxos. Os jornalistas temem-no, os comentadores falam dele como se se tratasse do demónio em pessoa. Entretanto, Cunha Vaz, um homem de 44 anos com um metro e meio de altura, num ramo de negócio onde a amizade é fundamental, não pára de crescer. Nesta entrevista fala-nos dos bastidores da campanha de Luís Filipe Menezes, o seu último fracasso".

Como integrar ficheiros numa apresentação Powerpoint

How to make effective presentation

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Sobre o 25 de Abril

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Presidente da República, lançou alerta aos partidos no dia da Liberdade
Cavaco Silva está preocupado com o desinteresse dos jovens pela política e afirmou que isto acontece por incapacidade dos políticos. a mensagem chave do discurso do 25 de Abril no Parlamento, onde Cavaco pediu ainda aos partidos para não serem nem autistas nem pessimistas (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Para muitos o 25 de Abril é pouco mais do que um simples dia feriado
Ainda esta semana uma equipa da RTP assistiu a uma aula de história, do 9º ano, precisamente sobre o 25 de Abril. E o que se verifica? Os alunos são pouco intervenientes e a grande maioria desconhece os factos que originaram a mudança de regime (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Estudo revela forte ignorância dos jovens portugueses
Foram colocadas três questoes: quem foi o primeiro presidente da república português eleito após o 25 de Abril; se o PS tem actualmente maioria parlamentar; e quantos são os países da União Europeia. Metade dos jovens entre os 15 e os 17 anos não soube responder a nenhuma das questões (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Primeiro-ministro em sintonia com Presidente da República
José Sócrates diz partilhar a mesma preocupação do Presidente da República, sobre o distanciamento dos jovens. O Primeiro Ministro acrescenta que o país nunca deu tantas condições aos adolescentes para prepararem o futuro (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Lembrando Sá Carneiro

(...)"Ainda mal se arrumara a casa e já se estava a partir para outra: as eleições presidenciais. Lá chegaremos, em breve, e ao dramatismo que as antecedeu. A pausa que fazemos é para introduzir dois excertos de uma entrevista de Proença de Carvalho a Maria João Avillez 27 que poderão ajudar a compreender os seus pontos de vista. O primeiro é sobre o critério que defendia para uma política de Informação televisiva. À pergunta da jornalista, Proença concedeu: “Terei de lhe responder em síntese. E assim direi que deve visar uma Informação rigorosa, isenta, pluralista, independente de todos os poderes, acessível ao grande público, interessante ao nível do espectáculo, propiciadora dos valores nacionais, da democracia pluralista e da pessoa humana.” O segundo diz respeito à já então próxima eleição do Presidente da República. Maria João Avillez, depois de ter ouvido de Proença de Carvalho que no anterior acto eleitoral a exclusão do PCP dos “face a face” que a RTP realizou tinha resultado de “uma sóbria análise que o Executivo só poderia alternar entre a AD e a FRS”, provocou-o com a pergunta: “Foi esse também o raciocínio que usou em relação aos candidatos à Presidência da República? Simplesmente aqui, parece que correu pior... Estou-me a lembrar de Pires Veloso...28 ”Resposta de Proença: “Sim. Durante a campanha eleitoral, a RTP cumprirá escrupulosamente a lei, concedendo a todos os candidatos uma rigorosa igualdade de oportunidades. Antes dessa fase e sendo à RTP que compete decidir sobre a sua programação, tendo em conta os objectivos da sua existência, deve fazê-lo de modo a procurar esclarecer o melhor possível os portugueses sobre as várias hipóteses possíveis e viáveis. E nessa medida considera errado escamotear a realidade que é a do peso relativo dos diversos candidatos em função das forças politicamente organizadas que os apoiam, da própria representatividade pessoal na vida pública nacional, etc.”
Sobre as vésperas do acto eleitoral reapareceu a Informação/2, assim falhando as previsões dos que a davam como morta. Carlos Pinto Coelho, Amaral Marques e Miguel Sousa Tavares assumiram as responsabilidades da edição. Eram, curiosamente, os mesmos que as detinham quando Proença de Carvalho chegou à RTP e se propôs reestruturar os blocos noticiosos do 2º Canal, para o que contou com as diligências de Duarte Figueiredo, a suspensão da actividade por um mês e a colocação noutras funções de alguns dos seus jornalistas.29 Parecia conseguida uma certa estabilidade para os desempenhos profissionais que se avizinhavam, exigidos por um País confiante na abertura informativa que a RTP iria dedicar à eleição do Presidente da República, a 7 de Dezembro. Mas o desastre aéreo que, 3 dias antes, vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, quando o avião em que viajavam para o Porto ainda mal descolara da Portela, eram 20 h. 17 m. 02 s., veio exigir um esforço suplementar aos jornalistas da RTP que, pouco depois, estavam no local, registando imagens que, guardando embora o valor histórico que evidentemente as exornam,sempre se mostraram insuficientes para o cabal esclarecimento da catástrofe, de que não houve, como se sabe, sobreviventes. Mas não se pense que foi empresa fácil a recolha dessas imagens. Não foi, porque as autoridades presentes em Camarate, no local do acidente, dificultaram quanto lhes foi possível, inexplicavelmente, o trabalho dos jornalistas, podendo mesmo alguns deles queixar-se de danos provocados nos equipamentos de registo de imagens e sons.
Ao Ministro da Administração Interna, Eurico de Melo, coube confirmar, oficialmente o acidente. Logo depois a RTP interrompia o curso normal da emissão e, pela voz, naturalmente emocionada, de Raul Durão, informava: “Francisco Sá Carneiro, Primeiro-Ministro de Portugal, faleceu há pouco mais de uma hora, num desastre de aviação. Na avioneta em que viajava Sá Carneiro seguia também sua mulher Snu Abecassis; Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, e mulher; António Patrício Gouveia, chefe de gabinete do Primeiro-Ministro; e os dois pilotos.”
Foi uma noite vivida com emoção em todo o País, sendo que os estúdios do Lumiar foram um dos centros nervosos para onde convergiram, desde logo, não apenas dirigentes da RTP, ao mais alto nível, mas também algumas dezenas de funcionários que, mesmo não estando de serviço, se disponibilizaram para eventuais tarefas que, com efeito, viriam a ser programadas e entre as quais são de referir, por imediatas, as coordenadas pelas Relações Internacionais e que levaram à rede da Eurovisão as primeiras imagens da tragédia. Pela noite dentro a emissão foi cortada por intervenções do Presidente da República, Ramalho Eanes, e do Vice-Primeiro-Ministro, Freitas do Amaral, que dirigiram aos portugueses mensagens sinalizadas pela consternação e também pelo desejo de honrar a memória dos desaparecidos como, por certo, eles mais desejariam – pela consolidação de grandes objectivos da vida nacional e da instituição democrática.
Proença de Carvalho começou, nessa mesma noite, a dinamizar um pequeno grupo de trabalho (de que, entre outros, fizeram parte, o realizador Luís Andrade e o assessor Nuno Cintra Torres, 30 com vista à cobertura das cerimónias fúnebres que se iriam realizar nas próximas horas. Foram mobilizados todos os meios técnicos (alguns deslocados do Porto) e planificou-se o trabalho de modo a que a reportagem de rua fosse total, com câmaras e comentadores postados nos locais mais emblemáticos da cidade, também eles propiciadores de melhor moldura humana. Sábado, 6 de Dezembro, teve uma tarde de luto, levada de Lisboa para todo o País pela transmissão contínua da RTP, lamentavelmente ferida por circunstâncias várias de aproveitamento político, por vezes despudorado, e que, ainda hoje, tantos anos passados, permanecem ligadas a um acontecimento que mais não devia ter sido do que pungente para todos os portugueses. 31
Eanes venceu as eleições realizadas no dia seguinte, não havendo pois necessidade de uma segunda volta. A RTP, saída de enorme esforço de produção de reportagem, recarregou energias, concentrou novas atenções e deu à cobertura do acto eleitoral o número de horas de emissão que se justificava – elevado, naturalmente, como vinha sendo hábito em actos idênticos. Noite e madrugada, emissões diferentes em cada canal, mas um propósito único de levar ao espectador um produto informativo de qualidade. Na RTP-1, José Eduardo Moniz foi o responsável pelo noticiário eleitoral (com Fernando Balsinha e Adriano Cerqueira também nas apresentações) e não faltaram, uma vez mais, intermédios musicais (portugueses) para cobrir os chamados pontos-mortos. Houve as habituais intervenções do estúdio do Lumiar (central de comando) e fixaram-se equipas na Gulbenkian e nas sedes das candidaturas dos generais Ramalho Eanes e Soares Carneiro, enquanto que os outros candidatos foram assistidos por equipas móveis. Na RTP-2 a responsabilidade da emissão esteve com Carlos Pinto Coelho, auxiliado por Amaral Marques. Deu-se entrada frequente à RTP-Porto e a presença da equipa de Serras Gago foi determinante, até porque reincidiu nas boas previsões. Para aligeirar, música estrangeira, da melhor, como em Outubro
. (fonte: RTP)

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27 Expresso, 15.11.1980.
28 Margarida Marante e Pedro Oliveira já tinham a emissão “no ar” e Pires Veloso no estúdio quando este se recusou a ser entrevistado. O que fez foi ler um comunicado dando conta das suas razões face ao tratamento, que considerou discriminatório, que a RTP estava a dar aos vários
Ver maiscandidatos às eleições presidenciais. Voltar a fechar
Também o candidato Ramalho Eanes teve uma intervenção na RTP para se manifestar contra os critérios da estação que, entendia, discriminavam direitos ao tempo de antena dos demais candidatos.
29 António Mega Ferreira, que trabalhava na RTP com o estatuto de “requisitado” à agência noticiosa ANOP, viu-se na contingência de aí regressar, após a RTP ter “revisto” a sua situação profissional. Terá tido alguma importância nessa decisão o facto de ter participado num tempo de antena da recandidatura de
Ver maisEanes? Certo é que nada lhe valeu ter sido uma figura carismática do melhor período da Informação/2 nem de o considerarem a revelação televisiva de 1978. Voltar a fechar
30 No seu livro Televisão Política (edição Círculo de Leitores, Lisboa 1996), Nuno Cintra Torres escreve: “No Verão de 1995, Mário Mesquita entrevistou-me para um livro em preparação sobre a cobertura televisiva da cerimónia fúnebre de Sá Carneiro, que constitui a sua tese de doutoramento pela Universidade de Lovaina. Contei-lhe Ver maisas peripécias por que passei para, conforme pretendia Proença de Carvalho, ajudar a organizar e depois manter no ar a emissão de Televisão sobre o cortejo fúnebre e enterro de Sá Carneiro, o tempo que fosse necessário, contra a vontade dos comunistas, que naquela época ainda infestavam a RTP. Estava-se em véspera de eleições presidenciais – Ramalho Eanes v. Soares Carneiro – e a decisão de Proença de Carvalho, que eu transmiti à régie de emissão e que fiz cumprir, de que a emissão só acabaria quando acabasse o enterro, suscitou a maior controvérsia e oposição. O Partido Comunista, que apoiava Ramalho Eanes em conjunto com uma ala do Partido Socialista, de que fazia parte Mário Mesquita e tinha a oposição de Mário Soares, tentou por todos os meios impedir a emissão. Sabíamos intimamente que a eleição estava perdida para o candidato de Sá Carneiro e que a emissão, com toda a probabilidade, não iria mudar o sentido de voto de ninguém. Mas quisemos prestar aquela homenagem a Sá Carneiro e aos seus acompanhantes. Foram 7 horas que ficaram célebres e que valem um livro.” Voltar a fechar
Anos mais tarde (2000), ao leccionar a primeira aula da licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Mário Mesquita (citado no Diário de Notícias, edição de 14.11.2000, por Elsa Costa e Silva) lembrava que “na longa espera em que se transformou a cerimónia, a RTP1 optou Ver maispor uma gestão de transmissão em rede, com a palavra a passar pelos vários locais, sem que aí houvesse qualquer manifestação do cortejo – apenas pessoas à espera. ‘Foi o triunfo do não-acontecimento’.” Mesquita, que revelava parte da jarra ferida tese de doutoramento, considerou, ainda, que enquanto espectáculo televisivo, o funeral de Sá Carneiro, foi a “consagração do primeiro herói de centro e direita na era pós-25 de Abril”. Voltar a fechar
31 Proença de Carvalho, alvo de inúmeras contestações, dentro e fora da empresa (é ler a imprensa da época que, na generalidade, espelha essa situação), reconsiderou um pedido de demissão apresentado ao Primeiro-Ministro, então em exercício, Freitas do Amaral, e que surgiu na sequência do desaparecimento de quem lhe dera aval Ver mais

Organização do Estado espanhol

Internet

Madeirense Inglês

Ciencia Politca

Eles davam se bem

Paises: Bora Bora

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Imagens da Organização de Gareth Morgan

COMMUNICATION POWERPOINT

sábado, 26 de Abril de 2008

Thousand Islands

Países: Marrocos

USA: Voting and Elections

Think Before You Speak

Conteúdos e Géneros Jornalísticos

Notas Sobre o Terrritório do Jornalismo

Milton Friedman e a Escola de Chicago II: Uma voz discordante

"Publicada em 1936, com o mundo vivendo ainda as agruras da Grande Depressão, A teoria geral do emprego, do juro e da moeda, de John M. Keynes, logo se transformou na obra mais respeitada entre os economistas, reverenciada como a nova - e adequada - forma de explicar a realidade econômica em curso. As idéias de Keynes tornaram-se predominantes no mundo acadêmico, e, no mundo real, proliferaram, entre os países desenvolvidos, políticas econômicas de inspiração keynesiana. Alguns poucos economistas de destaque da época, entre os quais, Joseph A. Schumpeter, ousaram chamar a atenção para o fato de que a Teoria geral não era tão geral quanto se supunha, mas sim uma política adequada para um momento específico vivido por determinadas economias - economias desenvolvidas passando por um momento de acentuada recessão. Além de Schumpeter, Hayek e Friedman se notabilizaram pela manutenção da defesa das idéias liberais, sem se impressionar com o sucesso - para eles temporário - das teses intervencionistas de Keynes.
Friedman desafiou todas as teorias dominantes a respeito das causas da Grande Depressão, afirmando que foi o excesso e não a falta de intervenção governamental a responsável pela maior crise até então vivida pelo sistema capitalista. A Grande Depressão nos Estados Unidos, longe de ser um sinal da instabilidade inerente do sistema de empresa privada, constitui testemunho de quanto mal pode ser feito por erros de um pequeno grupo de homens - quando dispõem de poderes vastos sobre o sistema monetário de um país. Em sua crítica generalizada ao intervencionismo governamental, a representada pelo Federal Reserve System (que, no caso dos Estados Unidos corresponde ao Banco Central) foi seu alvo principal:
"É possível que estes erros [cometidos pelo Federal Reserve System no período da Grande Depressão] possam ser desculpados na base do conhecimento disponível naquela ocasião - embora eu ache que não. Mas, este não é realmente o ponto. Qualquer sistema que dê tanto poder a um grupo de homens cujos erros - compreensíveis ou não - podem ter efeitos tão severos e amplos é um mau sistema. É um mau sistema para os que acreditam na liberdade justamente porque dá a poucos homens um poder tão grande sem que seja exercido nenhum controle efetivo pelo corpo político - este é o argumento-chave político contra um banco central "independente". Mas é um mau sistema, mesmo para os que põem a segurança acima da liberdade. Erros, compreensíveis ou não, não podem ser evitados em sistemas que dispersam a responsabilidade, mas dão poderes amplos a um pequeno grupo de homens e, portanto, tornam ações políticas importantes altamente dependentes de acidentes de personalidade. É este o argumento-chave técnico contra a existência de um banco central "independente". Parafraseando Clemenceau, dinheiro é coisa importante demais pra ser deixado aos bancos centrais." O nome de Milton Friedman está fortemente vinculado ao da Universidade de Chicago, instituição em que cursou o mestrado em Economia, concluído em 1933, e à qual retornou em 1946 para lá permanecer por longo tempo. Além da forte influência inicial recebida de Frank Knight, vale destacar a convivência com destacados expoentes do pensamento liberal, tais como George Stigler e Gary Becker, ambos também agraciados com o Prêmio Nobel de Economia. Graças á presença marcante de Friedman nos debates econômicos, sempre defendendo os princípios do liberalismo clássico e as teses monetaristas, surgiu a expressão Escola de Chicago, umbilicalmente ligada a essas idéias".
Leia aqui todo o artigo da autoria de Luiz Alberto Machado, economista, formado pela Universidade Mackenzie em 1977. É Vice-Diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP, na qual é Professor Titular das disciplinas de História do Pensamento Económico e História Económica Geral.

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Periodismo MANUAL DE ESTILO DEL DIARIO EL PAIS (España)

L'affaire de Suez en 1956 a-t-elle été la première crise financière du XXe siècle?

Publicidade

Publicidade: afinal fugir de quem?

Licenciados desempregados em Portugal

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Doutores & Desempregados

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Gabrielli, de activista político a superexecutivo

Li no DN de Lisboa um texto do jornalista Sérgio Barreto Mota sobre o Presidente da Petrobrás: "Quem vê o presidente da petrolífera Petrobrás - a maior empresa do Brasil - Sérgio Gabrielli, a fazer negócios pelo mundo fora, ninguém imagina que já foi um importante militante político de esquerda. Mesmo sem ter pegado em armas contra o governo militar brasileiro, que durou de 1964 a 1986, Gabrielli foi preso e afirma ter sofrido castigos físicos. Foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, com a qual a gestão militar brasileira punia as pessoas consideradas perigosas. Mas isso faz parte do passado.Hoje, Gabrielli mal tem tempo para a família, composta por mulher e um casal de filhos, um rapaz de 26 anos e uma rapariga de 18. Vive entre a elite brasileira e, nas suas viagens pelo mundo, convive com presidentes de empresas de petróleo, ministros e xeques. José Sérgio Gabrielli de Azevedo e, como no Brasil se dá preferência ao nome paterno, a assinatura é feita com José Sérgio Azevedo - embora seja mundialmente conhecido como Gabrielli. Nascido em 1949, portanto com 58 anos, Gabrielli tem descendência materna de italianos, da cidade de Lucca, na Toscana. Formou-se em economia numa região conhecida pela música e a excessiva informalidade, a Baía".

Não há campanha eleitoral no condado amish

Um interessante texto da jornalista do Publico, Rita Siza, emitido de Filadélfia, Pensilvânia, quando acompanhava as eleições americanas: "Amber tem umas longas unhas pintadas de cor-de-rosa choque, um piercing na sobrancelha direita e umas calças de ganga justas por baixo de um avental negro. Pela longa mesa de madeira, vai distribuindo travessas: pão com manteiga de maçã, frango frito, puré de batatas com molho, lombo fatiado, cenoura cozida, salsicha assada, pickles de sabor adocicado. Depois diz aos convivas que acidentalmente partilham a refeição: "Sirvam-se e rodem os pratos. É assim que fazem os amish."Os Amish são a razão de ser do restaurante (e complexo comercial) da Plain and Fancy Farm, uma centena de metros antes dos limites oficiais da povoação de Intercourse (originalmente chamada Cross Keys), em pleno condado de Lancaster, onde aquele grupo religioso anabaptista forma uma comunidade de cerca de 40 mil pessoas. Quem viaja até lá cruza-se na estrada com as pequenas carruagens negras onde viajam as famílias amish, e apercebe-se do seu quotidiano rural ao ver as suas quintas e terras de cultivo, alinhadas pelas vedações brancas.Mas só muito dificilmente se consegue conviver com os amish, que levam uma vida separada da do resto dos "ingleses" - que é a forma como se referem à restante população. "Alguns trabalham aqui. A família que explora os passeios de carroça é amish, por exemplo, e há muitos carpinteiros e outros artesãos que trabalham nos ateliers para turistas", explica Amber. "Quer dizer, eles estão aqui por todo o lado", corrige, fazendo um amplo gesto circular com o braço. "Não é difícil vê-los. Mas falar com eles? Boa sorte", deseja a jovem.Aos fins-de-semana, quando as estradas se enchem de minivans familiares que "vêm para ver os amish", o condado parece um parque temático em miniatura, com a população que segue a tradição suíça menonista importada para os Estados Unidos no final do século XVII a fazer o papel de figurante. Pela berma da estrada sucedem-se os estabelecimentos comerciais com a palavra "Amish" pintada na montra: restaurantes, antiquários, lojas de colchas, cestos e velas, motéis e bed and breakfasts - todos eles repletos de "ingleses": os locais que lá trabalham e os turistas que os visitam. "Estamos aqui por causa das eleições", explicamos depois de trocar umas frases de circunstância com um pequeno grupo de homens e mulheres vestidos com os trajes tradicionais dos amish. "Eleições?", repetem, não com surpresa, mas talvez com indiferença. Não, não, abanam a cabeça. Não têm nada para dizer sobre isso, dizem. Mas porquê, não lhes interessa?, provoca um dos repórteres. Não, continuam a abanar a cabeça, sem ser claro se o gesto é a resposta à pergunta ou apenas a confirmação de que não querem falar sobre o assunto.Os amish de Lancaster, que seguem a "Velha Ordem", não usam electricidade e por isso não assistem aos debates políticos na televisão; não têm telefones e assim são imunes às chamadas constantes das campanhas eleitorais e não frequentam os lugares dos "ingleses", pejados de cartazes com os nomes dos candidatos presidenciais. Isso não quer dizer que não estejam informados sobre a disputa eleitoral que amanhã se decide no seu estado: afinal, a campanha ocupa diariamente metade dos jornais, a sua única fonte de informação.Mas os amish, que não se registam como beneficiários da Segurança Social nem aceitam qualquer subsídio ou forma de assistência do Governo, não são a audiência mais sensível aos temas repetidos pelos democratas na Pensilvânia: a perda de empregos por causa da globalização, a crise do mercado imobiliário ou a subida do preço do petróleo, a necessidade de garantir seguros de saúde para toda a população ou facilitar os empréstimos para estudantes universitários... "Não, a campanha eleitoral não passa por aqui", constatam".

Cuba: Raúl Castro destituiu ministro de Educação

Segundo o "El Pais", "el Consejo de Estado de Cuba ha destituido al ministro de Educación, Luis Ignacio Gómez, y ha nombrado en su lugar a Ana Elsa Velázquez. Se trata del primer cambio en el Gobierno en la isla desde que el general Raúl Castro reemplazó a su hermano Fidel en la presidencia. Un comunicado divulgado el martes por medios oficiales indica que el relevo se ha producido “a propuesta del Buró Político del Comité Central” del Partido Comunista, el único permitido en la isla, del que sigue siendo primer secretario Fidel Castro, de 81 años (Raúl, de 76, es segundo secretario). La nota no da razones para el cambio, pero destaca los 30 años de experiencia de Velázquez en instituciones educativas, la última como rectora del Instituto Superior Pedagógico Frank País, de la ciudad oriental de Santiago de Cuba. Durante los 19 meses en los que Raúl Castro fue presidente interino, por la enfermedad intestinal que postró a su hermano mayor en julio de 2006, hubo cambios en cuatro ministerios: Informática y Comunicaciones, Transportes, Justicia y Recursos Hidráulicos. Además, al asumir la presidencia, el general Castro, hasta entonces ministro de las Fuerzas Armadas, dejó en ese cargo a Julio Casas Regueiro".

Chile: as últimas horas de Allende no cinema

Li no "El Pais" que "las últimas horas de Salvador Allende en La Moneda, antes de morir, y un pormenorizado relato de su relación con su secretaria, podrán apreciar los chilenos a partir de junio próximo, cuando en Santiago se estrene la película 1973 Revoluciones por minuto. La cinta aborda la intimidad del presidente chileno en los últimos momentos antes de morir durante el Golpe de Estado del general Augusto Pinochet en 1973. La cinta, inspirada en la obra teatral La muerte de un presidente, del argentino Rodolfo Queblen, llega a Chile premiada en 2007 en el Festival de Cine de Saturno, que se realiza en Roma, según publica hoy el diario La Tercera. El filme, en inglés, igual que la pieza teatral que se presentó durante un año en Nueva York, recuerda en varios pasajes la relación del mandatario socialista con su ecretaria, Miria Contreras, conocida como La Payita.
Con material de archivo da la familia
El productor del filme, Eduardo Larraín, explica que la cinta intercala material de archivo, perteneciente en gran parte a la propia familia del mandatario socialista. También destacó que "ellos apoyaron totalmente la película, pese a que hay muchas referencias a la relación de él con Payita". Con confesiones íntimas intercaladas en la historia, la cinta narra los últimos momentos de Allende, ante que los militares golpistas bombardearan el Palacio de La Moneda, en el golpe militar que puso en el poder al fallecido dictador Augusto Pinochet".
Las últimas horas de Salvador Allende
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La última decisión de Salvador Allende

Aviones Hawker Hunter atacando El Palacio de la Moneda
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Empresa Jornalística

George W. Bush é o mais impopular de sempre

Segundo a SIC, "quase 70% dos norte-americanos estão contra gestão do Presidente George W. Bush é o presidente mais impopular da história dos Estados Unidos, com níveis de desaprovação que quase chegam aos 70%, revela uma sondagem divulgada hoje. A sondagem, elaborada pelo Instituto Gallup e publicada pelo diário USA Today, indica que só 28% dos norte-americanos aprova a gestão de Bush, enquanto 69% a condena. Estas taxas de aprovação são as mais baixas do mandato do Presidente Geroge W. Bush e superam as do ex-presidente Harry Truman, até agora o mais impopular, com 68% de opiniões negativas durante a guerra da Coreia. Acresce que 63% dos norte-americanos julgam que a invasão do Iraque foi um erro, o que bate uma nova marca. A sondagem aponta que entre os democratas, a má opinião sobre Bush é praticamente universal, com 91% a desaprovar a sua gestão. Entre os republicanos, só 32% o condena, enquanto 66% está satisfeito com ele. Entre os que se declaram independentes, 23% tem opinião favorável, enquanto 72% se declara descontente com o presidente. A má opinião sobre o presidente cresceu à medida que o clima económico se deteriorou nos Estados Unidos. O porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, assegurou que "o Presidente entende que a guerra e a desaceleração da economia pese na opinião pública mas a situação no Iraque está a melhorar e a economia está a ponto de receber um impulso" graças às devoluções fiscais aprovadas pelo Governo. Bush já foi também o presidente mais popular da História. Depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001, a sua popularidade atingia os 90% nas sondagens do Instituto Gallup".

La ONU concluye que la independencia del Sáhara es ''irrealizable''

Li no digital "Canarias Ahora" que "el enviado especial del secretario general de Naciones Unidas en el conflicto del Sahara Occidental, el holandés Peter Van Walsum, indicó la noche de este lunes que la solución de la independencia es irrealista, lo que ha revuelto al Frente Polisario y provocado los aplausos por parte de Rabat. A pocos días de que el Consejo de Seguridad de la ONU aborde el asunto del Sahara Occidental para aprobar una nueva resolución, Peter Van Walsum planteó en su informe dirigido a este consejo , que una solución basada sobre la independencia es “irrealizable e irrealista”, insinuando a cambio que la autonomía es realizable o la mejor solución. El informe de Peter Van Walsum ha sorprendido al Frente Polisario que lo ha denunciado hoy martes con fuerza, el representante de este movimiento en París, Omar Mansour considera en declaraciones a la agencia saharaui de noticias que el informe es una opinión de Walsum y en clara alineación con la tesis de Marruecos. El presidente del Consejo de Seguridad, el embajador de Sur África Dumisani Kumalo cree por su parte que el informe es una opinión personal de Walsum y que hay que seguir con el principio de la autodeterminación. Por otra parte, Marruecos aplaude el contenido del informe y lo considera objetivo y refleja la realidad política del conflicto del Sahara, una fuente diplomática subraya a ACN Press que “en el pasado otros responsables de la ONU han dicho lo mismo, sólo hay que leer las memorias del ex secretario general de la ONU, Pérez De Cuellar, que dijo que en el “Sahara no se puede aceptar un nuevo estado”. El embajador de los EE.UU en el Consejo de Seguridad, Zalmay Jalil Zad, cree que hay que tener en cuenta la propuesta de Peter Van Walsum, en un gesto de apoyo a Marruecos, Francia también se expresó en términos a favor de Rabat. El Consejo de Seguridad se reunirá el próximo martes para aprobar una nueva decisión, el secretario general de la ONU, Ban Ki-moon ya pidió a los miembros del consejo de adoptar una resolución presionando a Marruecos y el Polisario para que avancen en las negociaciones. Las cuatro rondas de negociaciones mantenidas en Manhaset en Nueva York durante los meses de junio, agosto, enero y marzo pasados no registró ninguna avance, Marruecos insiste en la autonomía y el Polisario en la celebración del referéndum".
Videos ineditos da guerra no Sahara
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Conhece os seus deputados?

"São eleitos em nome de um povo que raramente os conhece. O Parlamento Global ajudará os portugueses a familiarizarem-se com os deputados à Assembleia da República (AR). O primeiro site de informação parlamentar feito em conjunto por três órgãos de informação – Renascença, SIC e Expresso – vai apresentar os deputados, pela sua própria voz.Em curtas declarações, os eleitos pelos diversos círculos eleitorais apresentar-se-ão, dizendo quem são, porque vieram para a política, como se relacionam com a terra dos seus constituintes e o que fazem quando não estão na Assembleia da República.Assim podemos descobrir que Manuel Alegre, por exemplo, nasceu com a política no sangue.“Um tio-trisavô foi decapitado, um trisavô teve que exilar-se na altura, da parte da minha mãe, republicana, o meu avô que também se chamava Manuel Alegre foi deputado constituinte.”Paulo Portas foi eleito pelo círculo de Aveiro. Apesar de ter poucas ligações à cidade, fez questão de a tornar sua ao longo dos anos. “As pessoas tratam-me por tu, conheço bem as fábricas, as instituições, as misericórdias, os clubes. Conheço o distrito de Norte a Sul e faço um esforço, todas as quinzenas, para estar presente no meu círculo.”Jerónimo de Sousa nasceu, cresceu e continua a viver no mesmo bairro lisboeta, Pirescoxe, sendo por isso natural o facto de representar os eleitores dessa cidade. Para além de deputado, este lisboeta de gema é afinador de máquinas por formação.Professor universitário, é essa a ocupação de Francisco Louçã quando não se encontra ocupado na AR. “A minha ocupação profissional é ser professor universitário, publico, escrevo, dou aulas, estou agora a corrigir os testes dos alunos”.E se o deputado do BE dá aulas, Santana Lopes, do PSD recebe-as, mais especificamente, aulas de piano. Mas esse não é o único passatempo do deputado laranja: “Sou o chamado cibernauta, viajo muito na internet, escrevo o que posso, tenho o meu blog, leio muito, estudo e toco piano". Leia aqui

As palavras de Cavaco

Da autoria do jornalista do Publico, Miguel Gaspar, transcrevemos com a devida vénia um texto que nos parece extremamente importante: "O primeiro-ministro que não se enganava deu lugar a um Presidente que liga pouco às dúvidas. Mas aquilo de que Cavaco Silva nos quer realmente falar é do futuroEnquanto primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva definiu-se, um dia, como um homem que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas. O soundbite fez o seu caminho nos anos dos governos de maioria absoluta e ficou como imagem de marca do cavaquismo. De forma involuntária, eventualmente. Mas nesse soundbite o primeiro-ministro descrevia-se a si próprio de uma forma que colava que nem uma luva com a imagem de governante tecnocrata e com tiques autoritários.O cavaquismo não era suposto ter transitado do Cavaco primeiro-ministro para o Cavaco Presidente da República. Mas no percurso de dez anos entre São Bento e Belém a dúvida não parece tê-lo assaltado. Quando se olha a lista das palavras mais pronunciadas pelo Presidente desde a tomada de posse, em 2006, até ao princípio deste ano (ficou de fora a visita à Madeira), a palavra "dúvida" foi pronunciada, mas duas vezes. Tantas, aliás, quanto o advérbio de modo "provavelmente". Parece claro que é o mesmo homem que raramente duvida e nunca se engana que transitou para Belém. Mesmo se o cavaquismo ficou pelo caminho. Se a utilizar hoje, na Assembleia da República, no seu terceiro discurso do 25 de Abril, será um acontecimento. Mais extraordinário, talvez, do que se falasse de cravos. Mas não há lugar para flores nos discursos presidenciais, que por duas vezes mencionam a Sophia do "dia inteiro e limpo". O mesmo número de vezes que são mencionados Sá Carneiro e Jacques Delors, figuras incontornáveis do seu percurso. Mas flores, não.A análise palavra a palavra de qualquer discurso é, em princípio, um jogo potencialmente traiçoeiro. O método utilizado pelo P2 para analisar as palavras do Presidente é semelhante ao que usámos para analisar o que disse José Sócrates (edição 20/02/08). Isola e quantifica as palavras, mas retira-as do contexto. É ao mesmo tempo um jogo e um método. As palavras mais usadas por Cavaco, enquanto Presidente, são um retrato eventualmente involuntário do que pensa o inquilino de Belém. De qualquer modo, os termos mais vezes registados por este método informático de coar palavras identificam um tema, um sujeito central, nos seus discursos: Portugal. Não a república, não a nação, não a democracia: Portugal. E com maioria absoluta. É a palavra mais vezes usada (635), seguida por "portuguesa" (601 vezes). E para que não restem dúvidas, a terceira mais comum é "país" (549). Somando as três, dá um "cacho" de 1785 referências. É um número que não engana nem permite alimentar dúvidas - Portugal é o núcleo duro, o valor mais importante do discurso do Presidente.
Cavaco por Cavaco

Poderíamos, é claro, perguntar se não é óbvio que o Presidente de Portugal use mais vezes a palavra "Portugal" do que qualquer outra e se, no fundo, esta conclusão não seria apenas uma valorização do ruído de fundo das palavras de Cavaco. Felizmente, o próprio Cavaco dá-nos um guia para interpretar os seus discursos. Sendo que esse guia também pode dar guarida a dúvidas ou mesmo a enganos - quando falam de si mesmos, os autores mascaram-se sempre.Assim, na edição de 5 de Abril do semanário Sol, Cavaco Silva publicava a primeira parte do prefácio ao livro Roteiros 2, no qual serão reunidos os discursos do segundo ano de mandato (disponíveis no site da presidência). O texto chama-se A palavra pública e nele Cavaco deixa quatro ideias chave. Três são formais - ponderação, reserva e prudência - e uma é de substância: o combate à resignação. Na primeira - "o Presidente da República deve ser ponderado no uso da palavra pública de modo a ser escutado" - está a noção de que o Presidente precisa de falar pouco para ser ouvido. Uma só referência, sob a forma de uma sugestão, chega para passar a mensagem. E assim, no discurso de Ano Novo deste ano, ao referir-se à "inquietação de muitos portugueses", os quais "não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde", confortava o Governo quanto à remodelação na pasta da Saúde que se seguiria semanas depois. Já a ministra da Educação, que também viria a estar sob forte contestação, era alvo de uma referência elogiosa; no ano anterior, 2007, Cavaco pedira resultados na educação. Um ano mais tarde, aprovava o esforço de Maria de Lurdes Rodrigues. E quando fala em "dever de reserva", está a referir-se às relações com o Executivo. O PR mantém um dever de reserva, mas está informado. E, quando fala, não há razão para o Executivo ficar surpreendido: "O Governo conhece, em geral, as suas [do PR] opiniões sobre os principais assuntos da governação, não havendo razão para ficar surpreendido quando sobre eles o Presidente se pronuncia." Quanto à prudência, é relativa à necessidade de resistir à pressão mediática, no contexto da qual "encontrar a palavra certa, na ocasião apropriada, nem sempre é um exercício fácil". Perante os media, o homem de poucas dúvidas reconhece que é difícil evitar o erro. Mas continuamos sem saber quais são afinal as certezas deste homem".

Expresso: "Ao ritmo delas"


Também do semanário Expresso, transcrevo uma interessante reportagem da autoria da jornalista Cristina Peres, sobre a influência de algumas mulheres que começaram agora a ter maior protagonismo político nos seus países: "Ignacio Lago, professor de Ciência Política da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, a única do país a alguma vez ter tido uma mulher como reitora, disse ao «Expresso»: «É uma mudança brutal: Espanha passou em muito pouco tempo de par de outros países europeus refractários a reconhecer a importância social das mulheres para a liderança das reformas.» A imagem de uma mulher jovem, grávida de sete meses, a passar revista ao Exército foi manchete em todos os jornais espanhóis na semana passada e obrigou a reflectir sobre a velocidade que o chefe do Governo de Espanha imprimiu às reformas no seu país. Ao nomear Carme Chacón como ministra da Defesa do seu novo Executivo, José Luiz Rodríguez Zapatero arriscou ficar para a História como «O Reformador». O diário conservador «El Mundo» titulou a sua edição «Chacón entra para o Guiness»; e, lá dentro, o editorial não resistia à crítica: «O perfil da nova ministra choca indubitavelmente com os valores tradicionais e a cultura do Exército espanhol.» Mas a verdade é que, apesar dos desafios anteriormente lançados às instituições mais intocáveis do país, como a Igreja, Zapatero conseguiu surpreender ao formar um Governo paritariamente constituído por ministras. A imagem de Carme Chacón é, todavia, particularmente simbólica do momento que Espanha vive. Uma mulher jovem detém uma das mais altas representações do Estado a par de homens. Grávida do primeiro filho aos 37 anos, é a prova de que as carreiras profissionais das espanholas passaram a ter, senão prioridade, pelo menos tanta importância como as suas vidas pessoais. A gravidez de sete meses fá-la-á parar, dentro de dois meses, por um período de tempo que será suportado pela Segurança Social (uma regalia que não existia há 40 anos) e, mais importante, sublinha Lago, «a competência para os cargos deixa de depender do género da pessoa escolhida para o desempenhar». A mensagem do programa político de Zapatero é clara. A realidade política passa a espelhar a realidade social do país e a paridade passa de virtual a real: já não há só quotas para fazer cumprir a lei em lugares secundários e sem perspectiva de reeleição, mas mulheres colocadas nos mais altos cargos do Governo de Espanha. «A revista das tropas feita por uma mulher grávida é histórica e prova que Zapatero quer acabar com o preconceito de que as mulheres grávidas estão diminuídas nas suas capacidades para cumprir funções públicas», disse ao «Expresso» Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género. Relativamente a Portugal, a presidente reserva o seu juízo: «Veremos... Para o ano há eleições.» E conclui: «Temos de pôr fim ao tempo que nos permitia desperdiçar recursos. Está provado que as mulheres são um extraordinário recurso para a boa governação.» De «O Reformador», Zapatero bem poderá passar a «O Moderno». Os espanhóis agradecem e adaptam-se. Ao que parece, as reformas tendem a ser historicamente radicais. Há 40 ou 50 anos, «as mulheres não tinham qualquer expressão política nem social»; há 30 anos, «ser homossexual era ilegal e passível de perseguição legal» e, hoje, Espanha é «o primeiro país em que os casamentos homossexuais gozam de direitos iguais aos dos casamentos heterossexuais», disse ainda o professor Lago. Prova de que os espanhóis falam a uma só voz foi a reacção da presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, à chacota a que as escolhas do chefe do Governo espanhol foram sujeitas pelo recém-eleito (pela terceira vez) chefe do Executivo italiano, Silvio Berlusconi. Ao comentário de que o Executivo espanhol era «demasiado cor-de-rosa» e, por isso, «difícil de controlar», Aguirre respondeu dizendo que as nomeações das ministras tinham sido «uma das melhores coisas» que Zapatero fizera. Esperanza Aguirre é uma das principais líderes do Partido Popular e está em vias de disputar a liderança ao seu actual presidente, Mariano Rajoy. A coincidência no tempo das eleições italianas prova que a «velocidade» dos países está por todas as formas ligada aos seus líderes. Silvio Berlusconi resolveu dar o ar da sua «modernidade» ao nomear para ministra da Família Mara Cafagna, uma ex-Miss Itália e ex-deputada pela Forza Italia antes responsável pelo movimento das mulheres naquele partido. E não poupou comentários ao seu estilo bem conhecido, justificando a fraca representação feminina no seu Executivo: «Não podemos fazer em Itália o mesmo que Zapatero, porque há uma prevalência de homens na política e não é fácil encontrar mulheres qualificadas.» A tendência não fica por aqui. Antes de Zapatero, em França, Nicolas Sarkozy já fora referido pela imprensa nacional como tendo constituído um Governo «muito diferente dos anteriores», com a nomeação de sete ministras entre os 15 ministérios existentes. Depois da crise das periferias, altura em que Sarkozy era ministro do Interior e teve de se confrontar com a resolução da revolta das comunidades de origem árabe moradoras nas periferias das cidades francesas, o Presidente Sarkozy marcou o Governo com um facto inédito em França: para a pasta da Justiça chamou Rachida Dati, uma mulher descendente de um casal constituído por um argelino e uma marroquina. Sejam quais forem as causas imediatas destas escolhas, a tendência parece imparável. As populações, mais justamente representadas, agradecem".
Mulheres nos governos
ESPANHA - Tem 9 mulheres, num Governo de 17 ministérios, incluindo a pasta da Defesa, que foi entregue a Carme Chacón, grávida de sete meses
FINLÂNDIA - 12 das 20 pastas são sobraçadas por mulheres
FRANÇA - O Presidente Nicolas Sarkozy cumpriu a promessa eleitoral e nomeou 7 mulheres, num Executivo com 15 ministérios
PORTUGAL - O Governo português tem apenas 2 mulheres ministras, nas pastas da Educação e da Saúde

Expresso: "Os terroristas da Madeira livre"

Numa excelente reportagem de Micael Pereira (texto) e Ana Baião (fotografia), o seman´+ario Exopresso publicou hoje, com o título "Os terroristas da Madeira Livre" que a seguir transcrevemos com a devida vénia:
"Otelo Saraiva de Carvalho, mediático e polémico oficial que chegaria a estar preso, acusado de ser dirigente de uma organização terrorista de extrema-esquerda, as FP-25 de Abril, estava prestes a ser salvo por um dirigente de uma organização terrorista de direita, que demorou mais de 30 anos a dar pela primeira vez a cara por esse momento. «A linha que separa o heroísmo da estupidez é muito pequena», desabafa Costa Miranda, hoje com 84 anos, olhando para trás, para a história da Flama, a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, que ajudou a fundar. Miranda era um dos 16 dirigentes do directório político que deu origem à organização - e um dos dois únicos ainda vivos (um outro sobrevivente emigrou para Estrasburgo no final dos anos 70 e nunca mais voltou). Nesse fim de tarde de 17 de Junho de 1976, o importador de aparelhagens de som foi ao encontro dos operacionais para os impedir de fazerem asneira. Horas antes, chegara-lhe aos ouvidos que os rapazes do braço armado, as Brima (Brigadas Revolucionárias da Independência da Madeira), haviam montado por iniciativa própria uma bomba debaixo da ponte do Seixo. Era o presente deles para Otelo, que estava de passagem pela Madeira: 14 quilos de gelamonite.
Explosões quase diárias
Portugal vivia ainda, no Verão de 1976, de pés nus sobre as brasas do Processo Revolucionário em Curso (PREC) saído do derrube da ditadura pelos militares a 25 de Abril de 1974. Para os radicais de direita, o tenente-coronel Otelo tornara-se uma personificação do mal, encarnando a aproximação do país ao modelo soviético. A visita à Madeira como candidato a Presidente da República calhava, ainda para mais, numa altura de viragem da Flama, que tinha já um longo palmarés de atentados nas costas e parecia disposta a ir mais longe. Havia um ano que o grupo terrorista reclamava, em panfletos de propaganda neopatriótica, a independência da ilha. Mas isso era o discurso teórico. Na prática, andava empenhado em perseguir quem pudesse transpirar algum cheiro a comunismo, intimidando os militantes de esquerda - não só do PCP, mas da UDP ao PS - com ameaças de morte, deportações sumárias em aviões da TAP e com o recurso à coqueluxe dessa campanha de terror anti-estalinista: uma salva de bombas e incêndios em carros, casas e alguns alvos estratégicos, como a Emissora Nacional e um avião Nord-Atlas conhecido por transportar divisas «para serem desbaratadas no continente». Esse avião entraria, aliás, para os anais da Flama por ser a sua operação tecnicamente mais perfeita - uma espécie de estado da arte dos atentados à bomba, com 2700 gramas de gelamonite colocadas junto ao trem de aterragem da frente, o suficiente para evitar a explosão do depósito de combustível atrás, o que levaria pelos ares os dois Boeing de passageiros estacionados ao lado. As explosões eram muito assíduas, quase diárias e, embora ainda não tivesse havido mortes, Miranda partilhava com os outros dirigentes - quase todos empresários como ele - uma dificuldade crescente em controlar os rapazes das bombas. A guerra de rua entrara em espiral e ameaçava dar um salto perigoso e sem retorno, como acontecera uma década antes com a ETA, no País Basco: era talvez chegado o momento de matar.
O medo e a reacção enérgica ao comunismo andavam a ser instigados às claras junto da população por figuras do PSD que ascendiam à ribalta e por uma igreja liderada pelo bispo Francisco Santana, um homem obcecado com uma guerra que acreditava ser santa, empurrando para a direcção do então paroquial «Jornal da Madeira» o jovem promissor social-democrata Alberto João Jardim, em quem o clérigo vira um ponta de lança contra os «vermelhos». E a quem os flamistas reconheciam uma retórica inflamada, apesar de não se ter alistado na Flama. Miranda foi a tremer das pernas durante a viagem até Água de Pena. Não conhecia o rosto dos operacionais - os contactos entre a ala política e o braço armado quase não existiam, para evitar detenções em catadupa pela Polícia Judiciária. Mas conhecia o temperamento dos bombistas, quase todos filhos diletantes e impetuosos das famílias tradicionais e ricas da Madeira. Por isso, sabia que não iam gostar da visita inoportuna. No local deu de caras com três encapuzados, a quem deu o recado: «Se forem para a frente com isto, vai ser o fim da Flama e o vosso fim também». Tinha havido uma fuga de informação e Carlos Azeredo, então representante do governo de Lisboa na Madeira, mandara avisar que, a ser verdade, ele não descansaria enquanto não caçasse, um por um, os autores do crime. Mas o mais preocupante para os líderes políticos da Flama era que o padre Martins, acérrimo apoiante de Otelo em Machico, fizera constar que no dia seguinte circularia com o tenente-coronel num autocarro cheio de crianças. Sacrificá-las seria a ruína da organização, que, assim, nunca alcançaria o apoio do povo. Foi uma discussão dura. R., o coordenador dos bombistas, hoje com 75 anos e sem vontade de revelar o nome por medo das consequências que ainda acha que pode ter num meio pequeno como a Madeira, recorda-se como ele e os seus companheiros ficaram furiosos. «Então nós somos uns palhaços?» O atentado tinha demorado um mês a preparar, envolvendo muita gente e uma articulação minuciosa. Os operacionais tinham abdicado do método habitual de detonador com relógio e usaram um fio com 500 metros de comprimento para accionar a explosão à distância, no momento certo. Ao longo da estrada, de meio em meio quilómetro, rapazes de «walkie-talkie» na mão iriam controlar o movimento de carros. O Toyota Corona de Miranda voltou ao Funchal com a resposta de que os rapazes iam pensar no assunto, mas os preparativos continuaram. «Estivemos a ultimar tudo até às cinco da manhã», confessa R., revelando que os bombistas estavam ainda nos seus postos quando o autocarro de Otelo passou, no início da noite seguinte, com o padre Martins e a enchente de crianças. «Felizmente, acabámos por desistir. Ia ser uma carnificina».
R. era o senhor absoluto dos explosivos. «Todas as bombas na Madeira passaram por mim». Era o único com acesso à gelamonite e dominava a parte eléctrica dos engenhos, por causa da formação em engenharia electrotécnica. Nas quase 200 bombas que fez estoirar entre 1975 e 1978, a Flama apenas utilizou gelamonite. «Podia ser atirada ao fogão que não rebentava, apenas explodia por simpatia, com um detonador, e por isso era muito seguro de transportar», argumenta o engenheiro bombista. Os cartuchos de 100 gramas vinham de um construtor civil do norte da ilha, um simpatizante da causa que nunca faltou com as provisões. «Eu já sabia aquilo de cor: um Fiat precisava de 600 gramas, mas se fosse um Volkswagen tinha de levar um quilo». Dono de uma grande empresa no Funchal, o coordenador dos operacionais era o mais rico e mais velho do grupo. Gostava de beber, de sair à noite e, quando queriam referir-se a ele sem lhe denunciar o nome, chamavam-lhe o «homem do Porsche», símbolo do estatuto de boémio quarentão que servia de modelo para os miúdos - na maioria, a roçar a casa dos 20 anos - que se dispunham a encaixar a gelamonite debaixo dos carros dos comunas, às duas ou três da manhã. «Muitas vezes iam bêbados e chegavam a adormecer ao pé das bombas. Tinha de ir lá eu corrigir o relógio para não irmos todos pelos ares. Éramos muito amadores». «O homem do Porsche» estreara-se na Flama antes da primeira bomba, no Verão de 1975. «Portugal tinha a reboque duas canoas: a Madeira e os Açores. E a gente via que estava a sair de uma ditadura e a entrar noutra. Então pensámos: se querem afundar-se, afundem-se, mas nós vamos cortar a amarra». Um amigo regressado de África convidou-o para uma reunião em casa de um músico, onde seria fundado instantaneamente o grupo operacional. «Apareceu na mesma altura um outro grupo, mas só de incendiários, que se entretinham a regar de gasolina carros de socialistas e comunistas. Mas não tínhamos nada a ver com eles. Éramos autónomos».
O núcleo duro de R. tinha seis elementos e, desde logo, escolheu para quartel-general o hotel do Santo da Serra, no interior da ilha, que baptizaram «primeira zona libertada da Madeira», com duas bandeiras amarelas e azuis da Flama sempre içadas em dois pinheiros muito altos e guardados por cães. O único bastião concorrente do Santo da Serra era São Vicente, no lado norte da ilha, conhecido por «segunda zona libertada» e onde Daniel Drumond, chefe de repartição da Segurança Social actualmente na reforma, mantinha uma bandeira flamista hasteada numa rocha junto à capelinha do Calhau. Em frente, no bar da Dona Amélia, havia sessões diárias de leitura dos comunicados da Flama e distribuía-se «merchandising» - porta-chaves, canetas, camisolas. Daniel Drumond constituía com mais um outro indivíduo o núcleo operacional do concelho. «Andávamos armados e perseguíamos os comunas. Chegávamos a enfiar o cano de uma caçadeira na boca deles. Mas era só para assustar». Só uma vez o seu companheiro operacional foi longe de mais. Reconheceram um professor comunista num arraial e foram atrás dele. «De repente, o tipo que ia comigo atirou duas vezes. Só por falta de pontaria é que não matou o outro. Zanguei-me a sério - onde é que ele tinha a cabeça?» Foram os ímpetos individuais que minaram os terroristas. Em 1977 aconteceram os primeiros revezes. Rui Nepumoceno, líder do PCP na Madeira antes e depois do 25 de Abril, conta que um dos operacionais foi-lhe bater à porta. «Jorge Cabrita veio-me pedir para eu sair um ou dois meses da Madeira porque na Flama queriam matar-me. O pai dele tinha grande consideração por mim e por isso ele veio avisar-me. Respondi-lhe que a melhor forma de ajudar era dizer onde é que escondiam o material de guerra». A polícia cercou o hotel do Santo da Serra e descobriu os explosivos e as armas, num dos golpes mais rudes contra o grupo clandestino. Cabrita, mesmo assim, não denunciou ninguém. «Assumiu a responsabilidade de todas as bombas», lembra Nepumoceno. Ao fim de algum tempo preso, a Judiciária libertou-o. A confissão não tinha consistência. Cabrita regressou ao Santo da Serra, mas não durou muito. «Eu sabia que estava aterrorizado, pensava que o iam matar. E a verdade é que morreu de forma estranha», acredita o líder comunista. R. tem uma versão médica: o jovem fizera uma desintoxicação e voltara a beber. «Um psiquiatra disse-me que foi isso que lhe foi fatal». A ala política continuava a alimentar sonhos irrealistas - encomendaram um estudo internacional sobre a viabilidade económica da independência e fizeram um hino para a nova pátria, orquestrando-o no Brasil - mas os operacionais caminhavam já para o abismo. A Judiciária passou a fazer buscas nas casas de R., que foi detido várias vezes. Numa delas, para confundir a polícia, duas bombas detonaram no edifício.
A megalomania aumentava, entretanto. Em 1978, o coordenador operacional pensou em exportar atentados para Lisboa, onde na realidade estava o verdadeiro inimigo. A ideia era rebentar com o aqueduto das Águas Livres e cortar o abastecimento à cidade. Foi um passo em falso. Dois indivíduos, um deles ex-comando, vieram de Lisboa ao Funchal, directamente ao escritório do «homem do Porsche», para saber qual era o plano, mas no regresso à capital foram interceptados e denunciaram tudo, incluindo nomes e locais. No próprio dia, o empresário era visitado por dois agentes. A dificuldade da polícia estava em reunir provas factuais. Que, de resto, nunca apareceram. Pelo contrário: R. deu-se ao luxo de comprar por 50 contos (250 euros) o dossiê inicial da investigação da PJ, com os seus interrogatórios, a um agente que depois viria a ser expulso da instituição. «Queimei o processo no fogão». A Flama não se deixava intimidar. Em retaliação por a Judiciária ter levado um dos colaboradores para os calabouços de Lisboa, vingar-se-ia em dois agentes enviados pela capital. Colocaram uma bomba na roda traseira de uma carrinha, cuspindo o sub-inspector João de Sousa, que estava há 27 dias no Funchal mas foi logo recambiado, depois de uma semana em coma. «Não me deixaram voltar à Madeira». Era o desfecho anunciado das investigações, que já não levariam a lado nenhum. Os caixotes continuam esquecidos nas instalações da PJ do Funchal, sem condições de serem consultados. Mas a Flama também não voltaria a ter motivos para comemorar. Daí em diante, foram só tragédias. Na ilha do Porto Santo, um descuido no manuseamento de um relógio fez com que uma bomba explodisse nas mãos de um dos operacionais, Rui Alberto. Depois, Alírio Fernandes, que tinha levado a gelamonite até Porto Santo, foi preso e apareceu enforcado na prisão militar do Forte de Santiago. A organização culpou as autoridades. Outros acusaram-na de estar a fazer acertos de contas. Alguns operacionais viraram-se contra os seus superiores. O comerciante Correia da Silva teve a sua quinta incendiada. Miranda era ameaçado de morte. Sobretudo, o grupo de incendiários revoltava-se contra os «traidores» internos. Lamenta R.: «Era um bando de mercenários». Vieram, então, os recados do recém-empossado presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, para pararem, o que seria acatado pela ala política e pelos bombistas, cansados e desiludidos. Isso não livrou Jardim de ser enxovalhado nos últimos comunicados da organização: «Manhoso e ambicioso, Alberto João esperou o momento de dar o salto e, de lá, escravizar a população à sua ambição política». Sentiam-se traídos e abandonados também por Jardim, cuja opinião sempre fora tida em conta pelos dirigentes e operacionais do grupo e que, segundo Daniel Drumond, embora não estivesse envolvido «sabia onde e quando iam rebentar as bombas». Mais tragédias viriam a ensombrar a história da Flama, já depois de 2000, com outras mortes invulgares. Júlio Esmeraldo, o mais produtivo e popular dos jovens operacionais da equipa de R., apareceu morto numa festa em Santana, agredido na cabeça. E o cadáver de José Bacanhim, um dos dirigentes políticos encarregues de recolher dinheiro na comunidade venezuelana, foi encontrado, de pés e mãos atados, na baía de Machico. Dos sobreviventes, nenhum prosperou. R. entrou em ruína financeira. E João da Costa Miranda vive hoje num pequeno apartamento do Funchal com uma reforma de 300 euros, depois de se ter decidido por um exílio voluntário nos Açores, entre 1978 e 2000. Os flamistas não tinham ido para o poder. Era o fim da Flama como organização terrorista. Não era o fim da sua capacidade inspiradora. Mais suave, sem braço armado e com outro nome, uma sequela politicamente correcta foi criada 20 anos mais tarde por Gabriel Drumond, primo do operacional Daniel e presidente da Câmara de São Vicente durante duas décadas, andes de se tornar deputado do PSD na Assembleia Regional. Em 1998, o Fama - Fórum Autonomia da Madeira - era a resposta do regime jardinista à Assembleia da República em Lisboa, por não ter deixado passar, na revisão constitucional, um novo estatuto do arquipélago tal como o governo regional tinha pensado, com maior autonomia. Alguém tinha de fazer pressão sobre Lisboa. O espectro da luta independentista foi retornando ciclicamente às páginas dos jornais. Para sócio número um do Fama foi convidado Alberto João Jardim. E para vice-presidente ressurgiu o capitão Carvalho, um homem ligado desde o início à velha Flama e que reconhece agora ter ajudado a ensinar os operacionais a fazer bombas. «Formei-me em minas e armadilhas, em Mafra, e era isso o que eu fazia em Angola», diz, acrescentando: «A Flama está adormecida, não morta. Ainda há armas escondidas». O perfume a ameaça velada insinua-se nos discursos. «Em 2010, se a próxima revisão constitucional não nos consagrar o estatuto que nós vamos elaborar aqui, na Assembleia Legislativa, a Madeira devia declarar unilateralmente a independência», defende Gabriel Drumond. «Temos mais independentistas na Madeira do que militantes da oposição».
O seu primo Daniel conta que há já vários anos Gabriel Drumond promove almoços da Flama - «da Flama, e não da Fama» - no concelho de São Vicente. «Vêm uns 30 tipos ligados ao PSD. Mas isso da independência não é para ser levado a sério. Querem agradar a Jardim. Eu fui escorraçado por ter começado a apoiar o PS». Gabiel ri, confrontado com o assunto: «- Flama? Ó senhor, essa Flama acabou...»
Oiça o hino inédito da Flama e o testemunho de uma das vítimas, Rui Nepumoceno".

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sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Portugueses são dos europeus mais preocupados com privacidade dos seus dados pessoais

Li aqui que "cerca de três em cada quatro portugueses estão preocupados com a protecção dos seus dados pessoais, sendo este um dos valores mais elevados na União Europeia, revela um inquérito divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia De acordo com o «Eurobarómetro» sobre protecção de dados, 45 por cento dos portugueses inquiridos manifestam-se «muito preocupados» e 26 por cento «relativamente preocupados» com o tratamento que é dado aos seus dados pessoais, enquanto 17 por cento não estão muito preocupados e apenas 10 por cento não estão «nada preocupados». O grau de preocupação em Portugal (71 por cento) é o sexto mais elevado entre os 27 Estados-membros da União Europeia - onde em média 64 por cento dos cidadãos manifestam preocupação e 35 por cento despreocupação -, e subiu significativamente desde a última consulta, em 2003, quando se fixava nos 50 por cento. Austríacos e alemães (86 por cento) são os mais preocupados, enquanto no extremo oposto encontram-se os finlandeses, maioritariamente (63 por cento) pouco ou nada preocupados com a questão da protecção dos dados pessoais".

Este é o pior Presidente de sempre?

Da autoria do jornalista do Publico, Pedro Ribeiro, deixo à reflexão: "No início do mês, a HNN (History News Network, instituição ligada à Universidade George Mason, da Virgínia, próximo de Washington) publicou um artigo do historiador Robert McElvaine. O artigo sumariava uma "sondagem informal" a 109 "historiadores profissionais". Nessa sondagem, 98,2 por cento (ou seja, todos menos dois) dos historiadores avaliaram a presidência de George W. Bush como "um fracasso". Além disso, 61 por cento dos inquiridos descreveram Bush como o pior Presidente na História dos Estados Unido da América. Bush só abandonará a Casa Branca a 20 de Janeiro de 2009. Será justo avaliar historicamente uma presidência que ainda não acabou? Serão sequer os historiadores as melhores pessoas para avaliar o êxito ou o fracasso de uma presidência? Será possível ter já em 2008 um julgamento distanciado da presidência de George W. Bush? "Todos essas questões são relevantes, mas não são suficientes para impor o silêncio aos historiadores", disse à Pública Robert McElvaine. "Nenhum julgamento [histórico] é totalmente distanciado." Mas como é que se pode chegar a um consenso sobre o que é um Presidente "bom" ou "mau"? Por exemplo, Andrew Jackson (Presidente entre 1827 e 1835) é geralmente considerado um "bom" Presidente (a sua imagem aparece nas notas de 20 dólares) - mas foi responsável pela opressão e chacina de centenas de milhares de índios americanos. Mesmo hoje, o seu julgamento histórico dependeria da perspectiva de quem avalia. Isso seria ainda mais óbvio no caso de presidentes da era contemporânea, capazes de polarizar opiniões em esquerda/direita, como Ronald Reagan, Bill Clinton - ou George W. Bush. "Não há dúvida de que a subjectividade faz parte das nossas avaliações", responde McElvaine. "Contudo, os erros da Administração Bush que foram listados pelos historiadores nesta sondagem são do género que preocupam tanto a esquerda como a direita: guerra preventiva, minar a Constituição, enormes aumentos da despesa pública e dos défices, etc." No seu artigo na HNN, Robert McElvaine confronta outras duas críticas à sua sondagem. Primeiro, admite que a sondagem não é "uma amostra científica de historiadores", embora note que entre os inquiridos há historiadores de múltiplas correntes políticas, e que a amostra inclui "vários vencedores dos prémios Pulitzer e Bancroft". Segundo, que "ainda é muito cedo": "Não sabemos quais os resultados das acções de Bush no futuro." O próprio George W. Bush subscreve este ponto de vista. "A história: não saberemos", disse Bush ao jornalista Bob Woodward em 2003. "Já estaremos todos mortos".

A primeira biografia de Costa Gomes

Do jornal "Publico": "É a primeira biografia de longo fôlego de Francisco da Costa Gomes, que foi Presidente da República entre 1974 e 1976. Marechal Costa Gomes, no Centro da Tempestade é uma obra do investigador Luís Nuno Rodrigues, que hoje é lançado, onde se analisa o percurso do militar e do político que foi Presidente da República durante um dos períodos mais conturbados da história recente, o chamado Processo Revolucionário em Curso (PREC). Há muitos episódios nesta biografia de quase 400 páginas. Escolhemos quatro, alguns dos quais com novas e polémicas perspectivas dadas pela consulta da documentação norte-americana desclassificada recentemente. Um é descrito pelos vários telegramas trocados entre a embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e o Departamento de Estado, como a assistência dos americanos na evacuação dos portugueses em Angola em troca do eventual afastamento do primeiro-ministro Vasco Gonçalves. A mesma correspondência também analisa a possível "chantagem" do PCP junto do Presidente, concluindo a embaixada que esta chantagem é improvável, mas que o único filho de Costa Gomes (que se suicidou mais tarde) era membro da juventude comunista e próximo da família Gonçalves.
Empurrado para Presidente da República
No Palácio de Belém ouve-se o estrondo do bater de uma porta e o som de passos firmes e decididos. Na sequência dos dramáticos acontecimentos dos últimos dias, o general António de Spínola apresentara ao Conselho de Estado a sua renúncia ao cargo de Presidente da República. Spínola fora o primeiro Presidente da República após o 25 de Abril, mas nos meses que se seguiram à "revolução dos cravos" as suas relações com os chamados "capitães de Abril" tinham-se deteriorado muito significativamente.Spínola tentara já, por diversas vezes, chamar a si o controlo político e militar da situação. Procurara dissolver a Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA), onde se agrupavam os oficiais responsáveis pela revolução; depois, tentara reforçar os poderes presidenciais e adiar as eleições para a Assembleia Constituinte, através do chamado "golpe Palma Carlos". Agora, no final de Setembro, os "spinolistas" tinham planeado uma grande manifestação, a ter lugar na cidade de Lisboa. Nesta manifestação, a chamada "maioria silenciosa" deveria demonstrar, de forma inequívoca, o apoio popular ao general. Serviria assim de pretexto para que Spínola conseguisse operar uma mudança significativa no equilíbrio do poder político, dissolvendo a Comissão Coordenadora do MFA, promovendo a demissão do primeiro-ministro, Vasco Gonçalves, e legitimando o reforço dos poderes do Presidente da República.A reacção do MFA foi, contudo, decisiva. As unidades militares afectas ao Movimento foram prontamente mobilizadas e as acções programadas por Spínola e seus apoiantes eficazmente anuladas. O "25 de Abril" estava, de novo, "sobre rodas", como diria o então capitão Vasco Lourenço. Em torno da cidade de Lisboa ergueram-se barricadas populares, procurando evitar a entrada na capital dos eventuais apoiantes de Spínola. No dia 28 de Setembro, o gabinete da Presidência da República, reconhecendo uma primeira derrota, emitiu um comunicado no qual se afirmava que não seria "conveniente" a realização da manifestação. Dois dias depois, Spínola apresentou finalmente a sua demissão numa reunião da Junta de Salvação Nacional com a presença dos membros do Conselho de Estado.O homem que tinha presidido aos destinos do país por pouco mais de cinco meses abandonou, por conseguinte, a Sala Cor-de-Rosa do Palácio de Belém onde a reunião se realizava. Mas os restantes membros da Junta de Salvação Nacional e do Conselho de Estado mantiveram-se reunidos. O general Francisco da Costa Gomes assumiu a direcção da reunião. Era ele, desde o início, o "número dois" do novo regime, ocupando o cargo de chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Com ele, nos dias anteriores, já o MFA tinha discutido a eventual sucessão de Spínola e a necessidade de o homem em quem os capitães tinham depositado a sua confiança antes mesmo do 25 de Abril dar um passo em frente e assumir a Presidência da República".

Como evitar guerras petrolíferas, terrorismo e colapso económico

por Richard Heinberg
Neste momento a maior parte das pessoas bem informadas está consciente de que a produção global de petróleo poderá atingir em breve o seu pico histórico, e de que as consequências provavelmente serão severas. Muitos países importantes na produção de petróleo (tais como os Estados Unidos, a Indonésia, o Irão) e algumas regiões inteiras (tal como o Mar do Norte) já ultrapassaram os seus máximos de produção. A cada ano, aproximadamente, mais um país atinge um plateau de produção ou principia o seu declínio terminal. Enquanto isso, as taxas globais de descobertas petrolíferas têm estado a cair desde o princípio da década de 1960, como foi confirmado pela ExxonMobil. Todos os 100 campos gigantes ou supergigantes que são responsáveis colectivamente por cerca da metade da produção actual do mundo foram descobertos nas décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970. Nenhum outro campo de dimensão comparável foi descoberto desde então. Ao invés disso, a exploração durante os últimos anos resultou apenas em campos muito mais pequenos que se esgotam relativamente rápido. O resultado é que hoje está a ser descoberto apenas um novo barril de petróleo por cada quatro que é extraído e utilizado. Os líderes mundiais têm a sua capacidade de avaliar a situação restringida pela falta de dados consistentes. Os números das reservas provadas de petróleo parecem reconfortantes: o mundo ainda teria aproximadamente um trilião (10 12 ) de barris para produzir, talvez mais. Na verdade, os números das reservas oficiais nunca foram tão elevados. Contudo, a evidência circunstancial sugere que alguns dos maiores países produtores inflacionaram os números das suas reservas por razões políticas. Enquanto isso, as companhias de petróleo habitualmente (e legitimamente) relatam crescimento das reservas de campos descobertos décadas atrás. Além disso, os números das reservas muitas vezes são conspurcados pela inclusão de recursos de petróleo não convencional, tais como areias betuminosas — os quais precisam ser levados em conta, mas numa categoria separada, pois as suas taxas de extracção estão limitadas por factores diferentes daqueles que constrangem a produção do petróleo bruto convencional. Em consequência de todas estas práticas, as reservas de petróleo tendem a dar uma impressão de expansão e abundância, enquanto os dados de descobertas e de esgotamento indicam o oposto.Este aparente conflito nos dados provoca disputas entre peritos acerca de quando acontecerá o pico petrolífero global. Alguns analistas dizem que o mundo agora está virtualmente no seu pico de produção, outros respondem que o evento pode ser adiado por duas décadas ou mais através do investimento avançado na exploração, da adopção de novas tecnologias de extracção, e da substituição do petróleo convencional por fontes de petróleo não convencionais (areias betuminosas, condensados de gás natural e petróleos asfálticos).
Entretanto, há pouco ou nenhum desacordo em que uma série de picos de produção está agora à vista — primeiro, para o petróleo convencional não-OPEP; a seguir para o petróleo convencional em termos global; e finalmente para todas as fontes petrolíferas globais em conjunto, convencionais e não convencionais. Além disso, apesar de poder haver discussão quanto ao momento temporal destes eventos, está a tornar-se amplamente reconhecido que o pico mundial de todas as fontes em conjunto terá consequências económicas globais significativas. Os esforços de suavização exigirão muitos anos de trabalho e triliões de dólares de investimento. Mesmo que as previsões optimistas quanto ao momento do pico global de produção se revelem exactas, o mundo está a enfrentar uma mudança histórica que é sem precedentes em âmbito e profundidade de impacto. Devido à dependência sistemática do petróleo para o transporte, agricultura e as produção de plásticos e produtos químicos, todos os sectores de todas as sociedades serão afectados. Serão necessários esforços para criar fontes alternativas de energia, para reduzir a procura por petróleo através de eficiência energética elevada, e para redesenhar sistemas inteiros (cidades inclusive) para operarem com menos petróleo
".
Considerando que a passagem da história tem registado um ritmo de mudança crescente, de modo que a procura por energia tem aumentado rapidamente em paralelo com a população mundial ao longo dos últimos 200 anos posteriores à Revolução Industrial;
Considerando que a oferta de energia exigida pela população mundial tem vindo principalmente do carvão e do petróleo, tendo sido formados quase sempre no passado geológico, e que tais recursos estão inevitavelmente sujeitos a esgotamento;
Considerando que o petróleo proporciona 90 por cento do combustível para os transportes, é essencial ao comércio e desempenha um papel crítico na agricultura, necessária para alimentar a expansão populacional;
Considerando que o petróleo está desigualmente distribuído sobre o Planeta por razões geológicas bem entendidas, com grande parte dele estando concentrado em cinco países junto ao Golfo Pérsico;
Considerando que todas as maiores províncias produtivas do Mundo já foram identificadas graças à tecnologia avançada e ao conhecimento geológico cada vez melhor, sendo agora evidente que as descobertas alcançaram um pico na década de 1960, apesar dos progressos tecnológicos e de uma pesquisa diligente;
Considerando que o pico passado da descoberta inevitavelmente conduz a um correspondente pico da produção durante a primeira década do século XXI, assumindo que não haja um declínio radical da procura;
Considerando que o início do declínio deste recurso crítico afecta todos os aspectos da vida moderna, o que tem graves implicações políticas e geopolíticas;
Considerando que é adequado planear uma transição ordenada para o novo ambiente mundial de oferta de energia reduzida, tomando disposições para evitar o desperdício de energia, estimular a entrada de energias substitutas e estender o tempo de vida do petróleo remanescente;
Considerando que é desejável atender aos desafios que assomam no horizonte de uma maneira cooperativa e equitativa, assim como os relacionados com as preocupações da mudança climática, da estabilidade económica e financeira e das ameaças de conflitos para acesso a recursos críticos.
É PROPOSTO AGORA QUE
1- Seja convocada uma convenção de nações para considerar a questão tendo em vista concertar um Acordo com os seguintes objectivos:
a) evitar a especulação (profiteering) com a escassez, de modo a que os preços do petróleo possam permanecer num relacionamento razoável com o custo de produção;
b) permitir aos países pobres manterem as suas importações;
c) evitar desestabilizar fluxos financeiros decorrentes de preços excessivos de petróleo;
d) encorajar os consumidores a evitarem o desperdício;
e) estimular o desenvolvimento de energias alternativas.
2- Tal Acordo terá disposições com os seguintes contornos:
a) Nenhum país produzirá petróleo acima da sua actual Taxa de Esgotamento, sendo a mesma definida como produção anual como uma porcentagem da quantidade estimada deixada para produzir;
b) Cada país importador reduzirá as suas importações para atingir a actual Taxa Mundial de Esgotamento, deduzindo qualquer produção interna.
3- Disposições pormenorizadas cobrirão a definição das várias categorias de petróleo, isenções e qualificações, e os procedimentos científicos para a estimação da Taxa de Esgotamento.
4- Os países signatários cooperarão proporcionando informação sobre as suas reservas, permitindo auditoria técnica plena, a fim de que a Taxa de Esgotamento possa ser determinada com precisão.
5- Os países signatários terão o direito de recorrer quanto à avaliação da sua Taxa de Esgotamento no caso de alteração de circunstâncias.
Outras fontes de informação:
Sobre o esgotamento petrolífero:
www.globalpublicmedia.com
www.energybulletin.net
www.peakoil.net
www.odac-info.org
Sobre Quotas internas comerciáveis ( Domestic Tradable Quotas , DTQs):
www.dtqs.org
Sobre o Relatório SAIC:
www.cge.uevora.pt/aspo2005/ abscom/Abstract_Lisbon_Hirsch.pdf
www.hilltoplancers.org/stories/hirsch0502.pdf
O original encontra-se aqui e a tradução aqui. Ler tudo aqui.

Noruega estuda rever sistema tributário e assusta as companhias de navegação

"Cuidado com o que você deseja. Esse deveria ser o lema da indústria da marinha mercante da Noruega. Durante anos, os proprietários de navios que usam a bandeira nacional invejaram o tratamento fiscal mais benevolente dado aos seus concorrentes da União Européia (UE). O orçamento de 2008 da Noruega, discutido no parlamento este mês, dá a eles um novo acordo mais próximo do sistema da UE, de um tributo plano fixo na tonelagem. Os lucros com o transporte marítimo de carga ficarão isentos de imposto. Mas o enorme preço único exigido pelo governo de centro-esquerda é o pagamento de 21 bilhões de coroas norueguesas (US$ 3,9 bilhões) em passivo de imposto diferido formado sob o sistema antigo - um fardo que poderá debilitar muitas companhias.
Agora o ar está pesado com as ameaças dos proprietários de navios noruegueses de bandear para bandeiras estrangeiras, incluindo a "red duster" britânica, quando eles quiserem novos navios (o regime tributário do Reino Unido para a marinha mercante é um dos mais brandos da União Européia). A Associação dos Proprietários de Navios da Noruega já disse ao governo que até 45 mil empregos estarão ameaçados se esse êxodo acontecer.
A Wilhem Wilhemsen, uma das tradicionais empresas familiares do setor, já disse que vai registrar novos navios no Reino Unido se o orçamento for aprovado da maneira como está. A Solstad, uma empresa especializada em navios que atendem a indústria offshore de petróleo e gás natural, enfrenta pagamentos retroativos de impostos de até 1 bilhão de coroas norueguesas sob o novo plano. Ela já tem dez navios sendo transferidos para a bandeira britânica e cinco sob a bandeira de Cingapura.
É exatamente isso que o governo quer evitar. Desde 1996 as companhias norueguesas de transporte marítimo de cargas gozam de um regime fiscal elaborado para impedir que elas se baldeiem para os paraísos fiscais oferecidos por países de bandeiras de conveniência como a Libéria e o Panamá. Um pequeno imposto foi cobrado sobre a tonelagem possuída, e impostos comuns sobre lucros corporativos deixaram de ser cobrados - ou assim parecia. Os impostos eram lançados em dividendos, quando os ativos eram vendidos fora do país. Em troca, as companhias tinham que continuar investindo em novos navios, construídos de preferência na Noruega. O novo sistema beneficiaria os proprietários de navios porque seus lucros seriam permanentemente isentos de impostos, mas eles já começaram a ver o acordo antigo como na verdade permanente.
Agora os advogados das companhias de navegação estão tentando provar que a tributação retroativa é inconstitucional. Os proprietários de navios noruegueses também se queixam que, de uma maneira perversa, o novo regime vai beneficiar os colegas que mudaram de bandeira uma década atrás. Eles poderão voltar para casa sob o novo regime fiscal ao estilo da União Européia, sem ter de pagar quaisquer impostos retroativos porque eles optaram por sair do regime que está agora sendo desativado.
A marinha mercante é importante para a economia da Noruega, embora ela tenha vastas reservas de petróleo e gás. O país possui uma frota mercante de cerca de 1,6 mil navios, correspondentes a 5% do total mundial, e cerca de 60% deles ainda usam a bandeira nacional. As receitas da frota respondem por cerca de 11% das exportações da Noruega. Os proprietários de navios já ameaçaram a ir embora antes, mas a maioria acabou ficando em casa depois que acordos como a estrutura de impostos foram firmados em 1996.
Uma curiosidade da Noruega, que decidiu ficar de fora da União Européia em 1994, é que muitas de suas leis, especialmente nas questões econômicas, estão sendo remodeladas estritamente dentro das diretrizes da comunidade européia. Com exceção, ao que parece, no que diz respeito ao transporte marítimo de carga, onde elas apresentam um forte vestígio do socialismo escandinavo".

EUA-2008: "Clinton-Obama, duelo sem tréguas"

Da autoria da jornalista , Rita Siza, do Publico, transcrevemos mais excelente e actual texto: "A candidata à nomeação democrata, Hillary Clinton, não deu um minuto de tréguas na ofensiva contra o seu adversário Barack Obama, em mais um debate televisivo (o 21º) seis dias antes da importante votação da Pensilvânia. Sempre à defesa, Obama teve a sua pior prestação até agora, embora a sua candidatura possa vir a escapar incólume de uma noite para esquecer - ontem, a opinião pública parecia castigar mais Hillary pela dureza dos seus ataques do que Obama pela tibieza das suas respostas. Antes do debate, muito se especulava sobre que postura iria Hillary assumir: na teoria, a senadora de Nova Iorque está mais dependente de uma vitória expressiva na Pensilvânia do que o rival. Logo a abrir a senadora de Nova Iorque provou que estão longe os dias da simpatia e dos elogios: a candidata estava ali para explorar as fragilidades do adversário. Quanto a Obama, "estava desanimado, exausto, abatido, receoso. Parecia esmagado e incapaz de reagir", comentou o jornalista e blogger conservador Andrew Sullivan. A discussão abriu com as últimas controvérsias da campanha, em particular os comentários de Barack Obama sobre a amargura da classe trabalhadora, que perante a falta de soluções económicas se refugia na religião e nas armas (uma polémica que já tem o nome de "Bittergate"). Seguiram-se outras perguntas "difíceis"para o senador do Illinois: porque não usa um pin com a bandeira dos EUA; será que o seu antigo pastor, Jeremiah Wright, ama a América; como justifica a sua amizade com William Ayers, que na juventude esteve envolvido com a célula de esquerda Weather Underground, que reivindicou vários ataques à bomba nos anos 70?".
Hillary Clinton
· "Em várias ocasiões nas últimas semanas disse coisas que não coincidiam com o que eu sabia ser a realidade e que não eram o mesmo que descrevi no meu livro. E claro que me sinto envergonhada por isso. Já pedi desculpa e já reconheci que foi um erro. E espero que seja uma coisa que possa ser esquecida, até porque continuo a sentir-me orgulhosa por ter visitado a Bósnia."
· "Para mim seria intolerável que o meu pastor, logo no primeiro sermão depois do 11 de Setembro, tivesse responsabilizado os Estados Unidos pelo ataque."
· "Não tenho dúvida e sei que o senador Obama é um homem bom e que eu respeito imenso, mas estas são questões que os republicanos seguramente levantarão. E que vão ao encontro das nossas preocupações sobre como vamos correr contra John McCain."
· "Eu tenho muita bagagem, e já toda a gente vasculhou nela durante anos."
· "Acho que é imperativo que o nosso partido cerre fileiras e se una em torno de um candidato. Farei todos os possíveis para que as pessoas que me apoiam mantenham também o apoio ao futuro nomeado. E sei que o Barack também pensa assim."
Barack Obama
· "O que é importante é não ficarmos tão obcecados com gaffes que perdemos de vista que estamos perante um momento decisivo na nossa história. Andarmos obcecados com as gaffes e os enganos é um grande erro. Não é essa a nossa campanha."
· "Esta noção de que a consequência de eu conhecer alguém que esteve envolvido em actos detestáveis há 40 anos, quando eu tinha oito anos, é um reflexo da minha pessoa e dos meus valores não me parece fazer grande sentido."
· "Nunca disse que usaria pins com a bandeira na lapela ou que me recusaria a usar pins com a bandeira. Esse é o tipo de tema fabricado com o qual a nossa vida política anda obcecada e que apenas nos distrai."

El delirio de los políticos

Da jornalista ISABEL F. LANTIGUA e do jornal "El Mundo": "¿Por qué decidió el trío de las Azores –Aznar, Bush y Blair- invadir Irak con toda la ciudadanía e incluso miembros de sus propios gabinetes en contra? ¿Por qué perdieron el contacto con la realidad y no escucharon a la opinión pública? El ex político británico y neurólogo David Owen cree que parte de la culpa fue del 'síndrome Hubris', un trastorno común entre los gobernantes que llevan tiempo en el poder. Neville Chamberlain, Hitler, Margaret Thatcher en sus últimos años, George Bush o Tony Blair son solo algunos de los líderes que han sucumbido al 'Hubris', un problema que no está caracterizado como tal por la medicina, pero que tiene síntomas fácilmente reconocibles, entre los que destacan una exagerada confianza en sí mismos, desprecio por los consejos de quienes les rodean y alejamiento progresivo de la realidad. "Las presiones y la responsabilidad que conlleva el poder termina afectando a la mente", explica al diario 'Daily Telegraph' Lord Owen, que ha recogido en su nuevo libro 'In Sickness and in Power' ('En la enfermedad y en el poder') las conclusiones de seis años de estudio del cerebro de los líderes políticos. "El poder intoxica tanto que termina afectando al juicio de los dirigentes", afirma. Llega un momento en que quienes gobiernan dejan de escuchar, se vuelven imprudentes y toman decisiones por su cuenta, sin consultar, porque piensan que sus ideas son las correctas. Por eso, aunque finalmente se demuestren erróneas, nunca reconocerán la equivocación y seguirán pensando en su buen hacer. El ejemplo más reciente es la guerra de Irak, pero hay muchos en la historia, dice David Owen, que conoce bien la política, ya que fue uno de los fundadores del Partido Social Demócrata Británico (SPD) y Secretario de Exteriores del Reino Unido. En un ensayo publicado en 'Journal of the Royal Society of Medicine', Owen, que reconoce que el poder se le subió un poco a la cabeza aunque nunca llegó a esos extremos, señala que este comportamiento hubrístico, el sentirse llamados por el destino a grandes hazañas, es lo que llevó a Bush y Blair a "no planificar con detalle cómo reemplazarían la autoridad de Sadam Hussein y a no pensar en la respuesta del ejército iraquí. Estaban tan convencidos de que la invasión de Irak era la mejor opción y de que recibirían a las tropas con los brazos abiertos que hicieron caso omiso de las advertencias de los expertos".
¿Con los pies en el suelo?
El síndrome responde más a una denominación sociológica que propiamente médica, aunque los galenos son conscientes de los efectos mentales del poder. El psiquiatra Manuel Franco, jefe de Servicio del Complejo Asistencial de Zamora, explica lo que pasa con los líderes políticos."Una persona más o menos normal se mete en política y de repente alcanza el poder o un cargo importante. Internamente tiene un principio de duda sobre si realmente tiene capacidad para ello. Pero pronto surge la legión de incondicionales que le felicitan y reconocen su valía. Poco a poco, la primera duda sobre su capacidad se transforma y empieza a pensar que está ahí por méritos propios. Todo el mundo quiere saludarle, hablar con él, recibe halagos de belleza, inteligencia… y hasta liga".

EUA-2008: "A febre do merchandising ou as mil e uma maneiras de amar um candidato"

Com este titulo e da autoria da jornalista Maria João Guimarães, publicou o Publico um interessante texto sobre as presidenciais americanas: "Os americanos estão a comprar t-shirts, bonés e crachás como nunca. Há produtos mais controversos: o piaçaba com Hillary Clinton ou as cuecas com Barack Obama. Os americanos nunca tiveram uma eleição assim - e isso vê-se até no merchandising, cujas vendas estão a atingir números sem precedentes. "Este ano, toda a gente quer dizer ao mundo quem apoia", resume Tony Baltes, um empresário do Ohio responsável pelo merchandising de Barack Obama, à AFP. O material à disposição dos apoiantes não se resume aos mais clássicos pins, bonés e t-shirts, e há também quem tenha batido os recordes do mau gosto: um piaçaba com Hillary Clinton (First Cleaning Lady) ou uma t-shirt com Obama com um turbante com a legenda Osama for Obama. Os candidatos democratas, que disputam a nomeação num impasse que não era visto há décadas no partido, são quem tem tido mais saída. Na loja on-line cafepress, um dos sites populares de venda pela Internet, Obama lidera as vendas, sendo responsável por 63 por cento das vendas do site, a rival democrata, Hillary Clinton, por 18 por cento e o republicano John McCain apenas por 6 por cento. No seu site, a campanha de Obama avisa: "Devido ao esmagador número de pedidos, alguns items podem demorar duas a três semanas a ser enviados." Nos vários sites, há produtos para todos os gostos, desde as cuecas I"ve got a Crush on Obama, ou a camisola Barack and Roll, ou a mais séria I have a dream. De seguida vem Hillary Clinton, com escolhas desde a t-shirt dizendo I supported Hillary before it was cool, ou a mais feminista It"s time for a woman on top. Para ter uma ideia, pode-se visitar lojas na Net como 2008tshirts.com ou zazzle.com (a grande excepção era o site de t-shirts feitas por designers gráficos, Threadless.com, onde ainda não havia sinais da febre dos candidatos)".

O desmascaramento final da versão oficial do 11/Set

 25 contradições intoleráveis
 Apreciação do livro de David Ray Griffin
por Elizabeth Woodworth
Finalmente apareceu um livro sobre o 11/Set que os políticos e os jornalistas podem discutir abertamente sem medo de serem rotulados de "teóricos da conspiração". "Contradições do 11/Set" não propõe nenhuma teoria. Apenas apresenta 25 espantosas contradições internas que vão assombrar a versão pública deste acontecimento sem paralelo em toda a história. Até agora, as persistentes e perturbadoras interrogações sobre o dia que mudou o mundo têm confundido e afastado jornalistas e políticos, porque:
1- As questões técnicas relativas ao colapso das torres, ao fracasso dos militares em interceptar os voos e aos relativamente menores danos no Pentágono têm sido consideradas demasiado complexas para serem analisadas pelos meios de comunicação. No entanto, o recente livro de Griffin não exige ao leitor qualquer especialização técnica, porque cada capítulo contempla uma única contradição interna presente na versão pública. "Se fulano diz 'que sim' e sicrano diz 'que não', toda a gente percebe que há qualquer coisa de errado, porque as duas afirmações não podem ser ambas verdadeiras".
2- Muitos dos que puseram em dúvida a versão oficial avançaram com teorias alternativas que foram rejeitadas como "teorias da conspiração" por uma imprensa que compreensivelmente tem em alto apreço a sua credibilidade. No entanto, este livro não propõe quaisquer teorias alternativas para explicar as contradições no seio da versão pública. Limita-se a apresentar as contradições flagrantes que nunca foram investigadas nem pelo Congresso nem pelos meios de comunicação, e a pedir aos membros dessas instituições que encarem a realidade dos factos e se encarreguem duma investigação realmente independente.
3- A questão do 11/Set já tem seis anos, os jornalistas são gente atarefada e o mundo continuou a girar. Embora já se tenham passado seis anos, esta questão está longe de estar encerrada, e as suas cinzas ainda estão mornas. "A história aceite sobre o 11/Set tem sido utilizada para aumentar os gastos militares, para justificar guerras, para restringir as liberdades civis, e para louvar o ramo executivo do governo". Contudo, assinalo eu, a versão pública tem vindo a ser questionada em fóruns estrangeiros (Parlamento japonês, 10/Janeiro/2008, e Parlamento Europeu em Bruxelas, em 26 de Fevereiro de 2008). Os próprios comissários do 11/Set lançaram dúvidas sobre a credibilidade do Relatório da Comissão no seu artigo do New York Times de 02/Janeiro/2008, "Stonewalled by the CIA." (Obstrução da CIA).
(Ref.
http://www.nytimes.com/2008/01/02/opinion/02kean.html )
Passemos agora às contradições. Mas primeiro citemos o Professor Griffin: "Na filosofia da ciência, há dois critérios básicos para distinguir as boas teorias das más teorias. Em primeiro lugar, uma teoria não pode ser inconsistente com qualquer dos factos relevantes. Em segundo lugar, tem que ser consistente em si mesma, sem quaisquer contradições internas. Se uma teoria contém uma contradição interna, é uma teoria inaceitável". Inaceitável, por exemplo, é a seguinte contradição interna, extraída dos sumários dos capítulos que são fornecidos no final do livro, de grande valor para os jornalistas de investigação e membros do Congresso interessados: "No que se refere à identificação do avião detectado sobre a Casa Branca na altura do ataque ao Pentágono: O desmentido das forças armadas de que era um avião militar é contrariado pela sequência da CNN sobre o voo do avião, que mostrou, conforme funcionários militares confirmaram, que se tratava de um E-4B da Força Aérea".
[Nota da comentadora: "O E-4B funciona como Centro de Operações dos Aerotransportes Nacionais para o presidente, secretário da defesa e chefes do estado-maior". Citação duma folha informativa da Força Aérea dos EUA em
http://www.af.mil/factsheets/factsheet.asp?fsID=99 ]. Leia o original aqui ou este texto traduzido, aqui.

Twin Towers

9/11 Remembering the "Jumpers"

9/11 shooter, shooting people jumping from buildings

Collapse Inside the World Trade Center!

9/11 Synthetic Terror

The Future of Banking In a Globalised World

Berlusconi anda "louco" por ela...








Dizem que Berlusconi anda de beiço caído por Carfagna, de 32 anos, que concorreu em 1997 ao concurso Miss Itália, onde foi 6ª, e que agora foi eleita deputada pelo partido do líder italiano... Porque será que o danado do velhote anda atiçado?!

Ministra da Defesa limita acesso de militares à Internet

Segundo a jornalista Cristina Pombo, do "Expresso", Carme Chacón "restringiu o acesso a páginas online desportivas e de ócio. A ministra, que acaba de tomar posse, alega "saturação" na rede durante os horários laborais. 'Marca', 'As' ou 'Ebay' são agora sítios interditos a todos os trabalhadores do Ministério da Defesa espanhol, quartéis generais do Exército, Força Aérea e Marinha. A restrição, justificada pela "saturação" registada na rede durante o horário de trabalho, foi comunicada aos trabalhadores através de uma circular interna. A proibição estende-se a uma série de páginas não especificadas, refere o documento, acrescentando ainda que a sua consulta dependerá de uma autorização expressa. Muitos dos afectados viram também negado o acesso a páginas pessoais e fóruns, estes últimos cada vez mais utilizados por peritos militares e civis para intercâmbio de conhecimentos sobre temas de defesa nacional e internacional.
"Os militares são maiores de idade"
A Associação de Militares Espanhóis (AUME) condena a decisão do Ministério da Defesa espanhol, descrevendo-a como um acto de "censura injustificada". O secretário-geral da AUME, Mariano Casado, diz que este tipo de restrições não acontecem em nenhum outro país, referindo-se directamente a Portugal e a Itália. "Se o acesso à Internet é livre para todos, também o deve ser para os militares. São maiores de idade e não precisam de filtros que lhes indiquem o que podem ou não consultar na Internet", afirmou. Funcionários do Ministério garantiram ao diário 'El Mundo' não terem recebido nenhuma notificação escrita sobre as ditas restrições"

Fraudes na ATM

VIETNAM WAR PICTURES

Publicidade: no WC

The 25 Basic Styles of Blogging

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Muro de Berlim

- Muro de Berlim, aqui e aqui

"10 Ways to a Killer Blog"

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"ABC del blog"

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domingo, 20 de Abril de 2008

"Using blog and wiki for your portfolio"

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sexta-feira, 18 de Abril de 2008

O outro lado da guerra do Vietname através dos diários de uma médica vietnamita

Dang Thuy Tram, médica na Guerra do Vietname, foi morta pelas forças norte-americanas. Os seus diários, editados em 2005, foram guardados por um soldado americano Fred Whitehurst. O diário de Dang Thuy Tram começa a 8 de Abril de 1968, dois meses volvidos sobre a ofensiva do Tet. Aos 25 anos, ela é médica-chefe num hospital de campanha nas montanhas do Vietname central. Embora se trate de um posto clínico para a população civil, Thuy cuida, sobretudo, dos soldados doentes e feridos ali deixados por grandes unidades do Exército Norte-Vietnamita ou pelas forças militarizadas da guerrilha - nessas ocasiões, o hospital de telhado de colmo chega a acolher 80 doentes. Por vezes, galga quilómetros pelas montanhas escarpadas ou desce à planície para tratar dos feridos no campo de batalha. Dang Thuy Tram também forma jovens futuros técnicos de saúde no distrito de Duc Pho, província de Quang Ngai, para onde foi destacada. (....)
29 de Agosto de 1969
É uma mãe muito jovem. Olhando-lhe o rosto no seu todo, a pele bonita e o corpo magro, poucos adivinhariam que tem um filho crescido, que já passou três anos no exército. Não sei quase nada dela. O filho, o Thien, vive perto de mim. Ignoro o que a leva, hoje à noite, a partilhar comigo o que sente em relação a ele. O Thien faz 18 anos este ano. O pai reagrupou-se ao Norte, deixando a jovem esposa a criar sozinha o filho de ambos. O rapazinho cresceu rodeado do amor extremoso da mãe, tão extremoso que fez dele uma criança mimada. Todos os dias, antes de ir para a escola, o Thien lhe exigia dinheiro e um bolo e, quando regressava a casa, reclamava outro bolo. Se uma refeição não tivesse peixe, ficava amuado e ia para a escola sem comer. Muitas vezes ela ainda corria atrás dele, implorando-lhe que comesse, para não ficar de estômago vazio. Aos 15 anos, o Thien decidiu alistar-se. Ela não consentiu, mas como ele era teimoso, acrescentou um ano à idade e lá foi com um soldado para o exército. Ao ver o filho partir, convenceu-se de que, o mais tardar dentro de uma semana, o teria de volta. Como poderia um adolescente que passava o dia sem se alimentar convenientemente e que, desde criança, ignorava o que fosse o trabalho doméstico tornar-se soldado? Mas estava enganada. O Thien sentia-se atraído por uma vida que, embora árdua, era honrosa. Passou por muitas dificuldades, mais do que alguma vez imaginara, cresceu. Aos 17 anos, tornou-se membro do Partido. Em três anos, nunca escreveu à mãe - não sei porquê. Três anos... Imagino que o Thien não tenha noção da dimensão do amor da mãe. Para ela, os três anos longe do filho foram também três anos de grande risco. Numa única investida, o inimigo destruiu-lhe o abrigo - a última casa da família - com uma mina, obrigando-a, durante a monção, a andar de um lado para o outro com a mãe, já idosa, à procura de refúgio.
(...). Leia tudo aqui.
Vietnam War
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Napalm effect

Vietnam War Photos
Platoon Music Video
Platoon
Platoon: Blood Sweat and Fear

Marketing Plan

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War Photos

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The Great War

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The history of blogs

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Países: Croácia

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Publicidade Inteligente

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Google Office in Zurich

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Islam And Violence

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Ria-se...

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A tal extracção do Totoloto

PALHAÇADA NA AR

Tesourinho Político

Democratic Theory & American Political Culture

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Política: federalismo

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EUA-2008: Os jornalistas gostam mais de Obama

Da autoria da jornalista do Publico, Catarina Gomes , li uma entrevista a Michael Schudson, professor de Comunicação na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que "diz que os media favorecem Obama na sua cobertura da campanha eleitoral. Isso acontece porque ele é o recém-chegado inesperado, é jovem e invulgar. Já Hillary Clinton é "demasiado familiar". Autor de vários livros sobre história e sociologia dos media americanos, não vê nada de errado em dizer que "política é entretenimento": já na América do século XIX o era. O professor norte-americano Michael Schudson afirma que o que os media estão a avaliar são as capacidades dos candidatos em campanha, o que pouco diz sobre o que serão como presidentes. Nos tempos que correm considera que um candidato à Presidência americana "seria louco" se não fosse a programas de humor como o de Conan O"Brien ou de John Stewart. Schudson veio esta semana a Portugal dar uma conferência sobre Cidadania e Media na Fundação Luso-Americana e participar em seminários do mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade Católica de Lisboa. Hillary Clinton tem-se queixado que os media gostam mais de Barack Obama do que dela e que isso a tem prejudicado...Obama tem alguma vantagem na cobertura mediática. A verdade é que ninguém o conhecia nem sabia nada sobre ele; Hillary é familiar, talvez demasiado familiar, há cobertura noticiosa sobre ela há duas décadas. Ele permanece um desconhecido, tem uma carreira curta, é uma folha em branco e é o recém-chegado. Junta ainda o facto de ser novo, jovem e invulgar. Os jornalistas procuram novidade e esse factor é muito importante. Se eliminarmos estes factores, em termos de ideias não se distinguem assim com tanta facilidade".

EUA-2008: Explicação de "gaffes" e frente unida contra McCain no tenso debate Obama-Clinton

Com este título, li no Publico que "Hillary Clinton e Barack Obama, os candidatos democratas às presidenciais norte-americanas, enfrentaram-se ontem num debate de 90 minutos na cidade de Filadélfia, a poucos dias das primárias no estado de Pensilvânia, na próxima terça-feira. Boa parte do debate centrou-se nas recentes "gaffes" e "passos em falso" dos dois candidatos e no objectivo comum dos dois: derrotar o candidato republicano John McCain.O debate, apesar de tenso, foi cordial. Houve até tempo para alguns elogios mútuos. Tanto Clinton como Obama concordaram que o seu opositor terá grandes hipóteses de vencer a McCain. "Sim, sim, sim", disse e repetiu Hillary, quando pressionada a responder sobre a possibilidade de Obama vencer. Mas a sua beligerância manifestou-se quando acusou o senador do Illinois de ser "demasiado vulnerável" frente ao opositor republicano, e quando disse, taxativamente, que acha que fará um melhor trabalho. "Obviamente! Por isso é que aqui estou", acrescentou Clinton, rematando com um "acredito que sou uma candidata melhor e mais forte que o senador McCain".Contudo, seja qual for a decisão final sobre o candidato democrata, Clinton assegurou que fará "todo o possível" para que o próximo inquilino da Casa Branca a partir de Janeiro do próximo ano seja um democrata. "Esse é o objectivo absoluto", assinalou a senadora de Nova Iorque.Por seu lado, Obama também disse que Hillary poderá ganhar, afirmando que apoiará a ex-primeira-dama na sua nomeação democrata, se for ela a vencedora da "contenda" entre os dois. "Uma coisa é certa: chegando Agosto, quando estivermos em Denver, a Convenção Democrata falará a uma única voz", afirmou. Nenhum dos dois candidatos quis avançar se escolheria o seu adversário para o posto de vice-Presidente".

Humor: secretárias...

Fotos que fizeram história

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Pensamiento Politico: Historia y actualidad del concepto de Estado

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quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Internet Marketing

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USA Primary Elections

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How to write a business plan

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NORMAS DE ESCRITURA CIENTIFICA

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Valorizar o potencial de desenvolvimento das Regiões Ultraperiféricas

O Tratado exige da União e das suas instituições um especial esforço de adaptação das políticas e acções comunitárias com impacto sobre as Regiões Ultraperiféricas (RUP), em função das suas características e especificidades que o mesmo Tratado define e reconhece no n.º 2 do art. 299.º. O objectivo é garantir a igualdade de oportunidades para aproveitar as vantagens que a integração na União Europeia proporciona. Com efeito, à realidade das RUP – afastamento, insularidade, pequena superfície, relevo e clima difíceis, dependência económica face a um número limitado de produtos – são inerentes constrangimentos em termos de desenvolvimento, os quais obrigam a manter uma atenção permanente nas formas de concretização nestes territórios da intervenção da União. O Tratado de Lisboa reafirma o estatuto especial que estas regiões têm no contexto europeu e mantém esta realidade presente na actuação da União Europeia, independente de opções conjunturais que vão sendo tomadas. Mas a especificidade destes territórios pode, e deve, traduzir-se numa outra perspectiva de valorização das potencialidades para a integração no espaço comunitário. Mais, as suas características próprias têm de ser entendidas como mais-valias da União Europeia em múltiplos domínios e como tal, reconhecidas e assumidas por todos os Estados-membros. Trata-se, no fundo, de reconhecer a riqueza da diversidade e identificar o contributo insubstituível que estas regiões prestam devido a características paradoxalmente associadas a dificuldades. É por isso que se torna tão necessário reforçar a estratégia comunitária para o desenvolvimento destas regiões, num esforço de criação de sinergias e de coerência entre as diversas políticas comunitárias com incidência nas RUP. Uma estratégia que passe sobretudo por potenciar a sua originalidade e aproveitar a sua situação única.
Destaca-se a sua localização, inserida em realidades geo-estratégicas mais afastadas, mas cada vez mais importantes no relacionamento externo da União Europeia. A situação de «posto avançado» da Europa junto de África ou da América, associada ao desenvolvimento de acções de cooperação que fomentem o desenvolvimento integrado destes territórios é fundamental para o seu equilíbrio e para a manutenção de relações de vizinhança de proximidade. Também as questões ligadas ao património natural poderão ser centrais na estratégia de desenvolvimento destas regiões. Pela sua localização, dispõem de condições ambientais próprias, de recursos variados e únicos na União Europeia, que importa proteger, estudar e valorizar. É tendo presente a necessidade de preservação e de valorização destes espaços que deverão ser equacionadas as respostas às questões colocadas pela Comissão Europeia no âmbito da consulta pública lançada com a Comunicação de Setembro de 2007. Os temas seleccionados pela Comissão – alterações climáticas, evolução demográfica e fluxos migratórios, agricultura e política marítima – não são específicos destas regiões, mas têm nestas uma incidência particular. No entanto, mais uma vez, aquilo que poderia parecer à primeira vista uma desvantagem, deverá ser convertido em factor de excelência para a intervenção comunitária nestes territórios, fazendo deles terreno para o desenvolvimento de iniciativas de ponta, com alto teor em inovação. Portugal considera também que a reflexão sobre a futura estratégia europeia para as RUP não se pode circunscrever a estas temáticas. Existem diversas outras áreas que são cruciais para o processo de desenvolvimento destes territórios e que ainda não encontraram resposta na intervenção comunitária (v.g., questões de inserção regional, coesão territorial, política de transportes, política de inovação e de I&D, questões energéticas e ambientais não circunscritas à problemática das alterações climáticas, entre outras). Nesse contexto, sublinhamos a centralidade que os eixos lançados pela Comunicação de 2004 sobre as RUP, a saber, acessibilidades, competitividade e inserção regional, continuam a ter no seu desenvolvimento socio-económico, e a íntima relação que continuam a ter com as prioridades temáticas agora lançadas a debate. Esperamos que as propostas que a Comissão deverá apresentar o mais tardar em Outubro de 2008, conforme o previsto nas conclusões do Conselho Europeu de Dezembro 2007, reflictam de forma eficaz os resultados da consulta pública. A acção da União em prol do desenvolvimento da ultra-periferia europeia tem sido importante, mas, no contexto das mudanças internas e externas que ocorrem no plano europeu e mundial, com os previsíveis impactes nas RUP, é necessária, hoje mais do que nunca, uma estratégia pragmática e diferenciada de facto a favor destas regiões que contemple:
a suficiência de meios;
a unidade de tratamento do conjunto das RUP;
a igualdade de oportunidades;
a valorização das potencialidades;
a coerência entre políticas,
a avaliação ex-ante,
o reforço da parceria institucional.
Há que avançar na programação e adopção de medidas, devidamente articuladas entre si e adequadas à realidade da ultra-periferia.
Manuel Lobo Antunes
Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus
(leia aqui a totalidade do texto)
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Portugueses estão na média em matéria de perguntas sobre a União Europeia

Garante a jornalista do Publico, Sofia Branco, que "a percentagem de portugueses que recorreu ao número verde do serviço Europe Direct, criado para responder a qualquer cidadão em qualquer local da União Europeia, está dentro da média da União Europeia (UE). O que não quer dizer que não seja uma percentagem reduzida: em 2007, apenas 0,03 por cento da população nacional colocou questões sobre a Europa, quer por chamada telefónica, e-mail ou pedido de assistência técnica.Os temas mais abordados pelos portugueses prendem-se com as questões da circulação e mobilidade de pessoas e trabalhadores e, dentro destes, os direitos dos passageiros surgem à cabeça. Aliás, estes são os temas quentes em todos os Estados-membros, representando uma fatia de 22,5 por cento das questões colocadas em 2007.Na ausência de uma estratégia coordenada por parte das instituições europeias, deixando a cada Estado-membro a decisão de organizar as campanhas que entendesse, em Portugal optou-se por uma abordagem interinstitucional - que alia Governo e representações da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu. A parceria entre a Comissão Europeia e o Governo português fixou-se numa verba de 600 mil euros para campanhas de sensibilização e divulgação em seis áreas consideradas prioritárias para o ano de 2008: Tratado de Lisboa; energia e alterações climáticas; Agenda de Lisboa; Ano Europeu para o Diálogo Intercultural; revisão do orçamento da UE; e papel da UE no mundo. Para os debates públicos sobre o Tratado de Lisboa, foi destinada uma fatia de 210 mil euros. Simultaneamente, Governo e instituições europeias decidiram estender a estratégia de informação e divulgação sobre o Tratado de Lisboa para além da sua ratificação, marcada para o próximo 23 de Abril, em sessão plenária da Assembleia da República. "Independentemente da ratificação, o debate é fundamental", afirmou ao PÚBLICO Margarida Marques, chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal".
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Presidente do Irão diz que atentados de 11 de Setembro foram "acontecimento suspeito"

Li no "Publico" que "o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad voltou hoje a pôr em causa a origem terrorista dos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, qualificando-os de "acontecimento suspeito", durante um discurso retransmitido pela televisão pública iraniana."Há quatro ou cinco anos, um acontecimento suspeito ocorreu em Nova Iorque. Um edifício desmoronou-se e eles disseram que 3000 pessoas morreram (...) eles nunca divulgaram os seus nomes, mas sob esse pretexto, atacaram o Afeganistão e o Iraque, e depois um milhão de pessoas morreram", declarou Ahmadinejad, num discurso a partir da cidade sagrada de Qom (no centro do Irão).Esta é a terceira vez em poucos dias que Ahmadinejad fala sobre o tema do 11 de Setembro, depois de, no ano passado, ter dado a entender que o Holocausto judeu nunca existiu, ideia que veio a desmentir mais tarde. Já no passado dia 8 de Abril o Presidente iraniano tinha acusado os Estados Unidos de terem usado os atentados de 11 de Setembro como "pretexto" para as suas intervenções no Afeganistão e no Iraque.Ahmadinejad, eleito em Junho de 2005, é autor frequente de declarações polémicas, a maioria das quais tem como alvo Israel, inimigo histórico do Irão. Ahmadinejad já pediu, numa ocasião anterior, que se "risque Israel do mapa", frase que provocou uma onda de indignação por todo o mundo".
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Países: Catalunha

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Assessoria: Produtos Jornalísticos de uma Assessoria de Imprensa

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História: a Segunda Guerra Mundial

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Blog e Jornalismo On-line

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As Regiões Autónomas e os Ministros da República

1 - O cargo de Ministro da República criado na Constituição de 1976, não resultou de quaisquer antecedentes herdados da história do direito constitucional português, sendo por isso desadequadas as projecções que se intentem ensaiar relativamente a figuras da antiga administração ultramarina e colonial, quer da monarquia constitucional, quer da I República ou do regime suportado na Constituição de 1933. A institucionalização das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira dotadas de um regime político-administrativo próprio, determinou que o poder constituinte originário criasse, na estrutura de um Estado de direito democrático e na arquitectura do sistema regional, um orgão representativo da soberania da República ao qual foi atribuido um acervo de competências de representação e intercomunicabilidade entre os orgãos de soberania e os orgãos de governo próprio das Regiões. No plano constitucional. a matriz originária da autonomia político-administrativa das Regiões encontra-se no articulado dos projectos de constituição apresentados pelos diversos partidos politicos à Assembleia Constituinte, (Diário da Assembleia Constituinte, suplemento ao nº 16, de 24 de Julho de 1975) os quais na parte respeitante a esta específica matéria, a seguir se transcrevem:
a) Partido do Centro Democrático Social (CDS)
Artigo 9º(Unidade do Estado e autonomias regionais)
1. Portugal constitui um Estado unitário, podendo compreender regiões autónomas.
2. Os Açores e a Madeira gozarão de um estatuto de autonomia, incluindo a autonomia legislativa e regulamentar, administrativa e financeira.
b) Movimento Democrático Português (MDP/CDE)
Artigo 2º
O Estado Português é uno e indivisível e o seu território compreende o território continental e as ilhas adjacentes.
c) Partido Comunista Português (PCP)
Artigo 97º(Estrutura e organização)
1.As freguesias, os concelhos e os agrupamentos de concelhos são a base geográfica da administração local e regional.
2.A lei de administração local e regional definirá a organização administrativa do País, o modo de composição, eleição, funcionamento e atribuições dos respectivos órgãos, bem como as formas de controle e de ligação com a administração central do Estado.
3.A administração regional dos Açores e da Madeira terá estatuto próprio que, tendo em conta os problemas específicos criados pela distância geográfica e pelas condições económicas, sociais e políticas deverá contribuir para reforçar a identidade económica de cada arquipélago no quadro da unidade e planificação nacionais.
d) Partido Socialista (PS)
Artigo 99º
Serão conferidas formas especiais de autonomia aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, através de estatutos próprios a elaborar pela Assembleia Legislativa Popular.
e) Partido Popular Democrático (PPD)
Artigo 8º
1. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira constituem regiões autónomas, dotadas de estatutos político-administrativos adequados às suas condições geográficas, económicas e sociais.
2. A autonomia regional não afectará a integridade da soberania do Estado, nem a solidariedade entre as várias parcelas de território português. A República assegurará a integração das regiões no processo de desenvolvimento económico-social do País.
3. A soberania do Estado é especialmente representada, em cada uma destas regiões, por um comissário da República, nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Primeiro-Ministro, ouvida a assembleia regional competente. O comissário, assistido pelo conselho regional, superintende nas funções administrativas exercidas na região pelo Estado e coordena-as com as exercidas pela própria região. Cabe-lhe ainda a coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da região, dispondo para isso de competência ministerial e tendo assento no Conselho de Ministros.
4. A autonomia regional compreende:
a) A existência de uma assembleia regional eleita por sufrágio universal, directo e secreto, e de um conselho regional perante ela responsável;
b) O poder de legislar, com respeito pelas normas constitucionais e pelas leis de alcance geral emanadas dos Órgãos de Soberania, sobre as matérias de interesse exclusivo da respectiva região;
c) Poder executivo próprio;
d) O poder de dispor das receitas nelas cobradas e de as afectar às despesas públicas, de acordo com a autorização votada pelas assembleias regionais, e de administrar o seu património;
e) O poder de tutela sobre as autarquias locais e os institutos públicos com actividades exclusivas na região;
f) O direito de serem consultadas pelos Órgãos de Soberania relativamente às questões da competência destes respeitantes às regiões.
5. A elaboração dos estatutos político-administrativos próprios destas regiões compete à Câmara dos Deputados, sob proposta das respectivas assembleias regionais.
f) Projecto da União Democrática Popular (UDP)
Artigo 11º(Descentralização político-administrativa)
A República Portuguesa aplicará o princípio justo da descentralização política, administrativa e financeira, tendo em conta as aspirações da população de cada província e região, de modo a progressiva, mas aceleradamente, diminuir as diferenças entre a cidade e o campo, entre as grandes cidades e as pequenas cidades, entre o litoral e o interior, entre a capital e a província. E, nos termos da sistematização constitucional depois aprovada, a 8ª Comissão da Assembleia Constituinte, presidida pelo Deputado Jaime Gama, incumbida de se pronunciar sobre os projectos relativos ao título "Das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira" emitiu um parecer, que relativamente às atribuições e competências do Ministro da República, dispunha assim:
Artigo 7º
1 - A soberania da República é especialmente representada, em cada uma das regiões autónomas, por um Ministro da República, nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Primeiro-Ministro.
2 - Nas suas ausências e impedimentos, o Ministro da República é substituído, na região, pelo presidente da assembleia regional.
Artigo 8º
1 - O Ministro da República promulga os diplomas emanados dos órgãos regionais, no prazo de quinze dias a seguir à sua aprovação, e nomeia, conforme indicação da assembleia regional, o presidente do governo regional e, sob proposta deste, os restantes membros que o compõem.
2 - Quando entenda que um diploma aprovado pelos órgãos regionais excede a competência da região, o Ministro da República devolve-o à assembleia. No caso de esta o aprovar de novo, por maioria de dois terços dos seus membros, o Ministro pode, nos quinze dias seguintes, suscitar a questão da inconstitucionalidade.
Artigo 9º
1 - Compete ao Ministro da República a coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da região, dispondo para isso de competência ministerial e tendo assento em Conselho de Ministros nas reuniões que tratarem de assuntos de interesse para a respectiva região.
2 - O Ministro da República superintende nas funções administrativas exercidas pelo Estado na região e coordena-as com as exercidas pela própria região.
(Diário da Assembleia Constituinte nº 122, de 19 de Março de 1976, pp. 4050 a 4057).
No essencial, o regime assim definido transitou para os artigos 232.º, 233.º, nºs 4 e 5, 234.º, n.º 4 e 235.º da versão originária da Constituição, aprovados por unanimidade, (Diário da Assembleia Constituinte, nº 122, de 26 de Março, de 1976, pp. 4176 a 4182) artigos estes a que foi dada a seguinte redacção:
Artigo 232º(Representação da soberania da República)
1. A soberania da República é especialmente representada, em cada uma das regiões autónomas, por um Ministro da República, nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Primeiro-Ministro, ouvido o Conselho da Revolução.
2.Compete ao Ministro da República a coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da região, dispondo para isso de competência ministerial e tendo assento em Conselho de Ministros nas reuniões que tratem de assuntos de interesse para a respectiva região.
3. O Ministro da República superintende nas funções administrativas exercidas pelo Estado na região e coordena-as com as exercidas pela própria região.
4. Nas suas ausências e impedimentos, o Ministro da República é substituído na região pelo presidente da assembleia regional.
Artigo 233º(Órgãos de governo próprio das regiões)
..................................................................................................................
4. O governo regional é politicamente responsável perante a assembleia regional e o seu presidente é nomeado pelo Ministro da República, tendo em conta os resultados eleitorais.
5. O Ministro da República nomeia e exonera os restantes membros do governo regional, sob proposta do respectivo presidente.
Artigo 234º(Dissolução e suspensão dos órgãos regionais)
..................................................................................................................
4. Em caso de dissolução ou suspensão dos órgãos regionais, o governo da região será assegurado pelo Ministro da República.
Artigo 235º(Decretos regionais)
1.Os decretos regionais, bem como os regulamentos das leis gerais da República, são enviados ao Ministro da República para serem assinados e publicados.
2.No prazo de quinze dias, contados da recepção de qualquer dos diplomas previstos no número anterior, o Ministro da República pode, em mensagem fundamentada, exercer o direito de veto, solicitando nova apreciação do diploma.
3.Se a assembleia regional confirmar o voto por maioria absoluta dos seus membros em efectividade de funções, a assinatura não poderá ser recusada.
4. Se, porém, entender que o diploma é inconstitucional, o Ministro da República poderá suscitar a questão da inconstitucionalidade perante o Conselho da Revolução, nos termos e para os efeitos dos artigos 277º e 278º, com as devidas adaptações.
O cargo de Ministro da República foi assim concebido e estruturado como um órgão do Estado, - órgão constitucional autónomo - a que foram concedidas, por um lado, faculdades de representação da soberania da República, de constituição dos órgãos de governo regional, de integração de eficácia e de fiscalização de actos deste órgão e de substituição de órgãos regionais, e por outro lado, faculdades de coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da Região, dispondo para isso de competência ministerial e de assento no Conselho de Ministros nas reuniões onde fossem tratados assuntos de interesse para a respectiva região e de superintendência nas funções administrativas exercidas pelo Estado na Região, coordenando-as com as exercidas pela própria região.
2 - Do cotejo do actual quadro estatutário com aquele que foi originariamente definido é fácil divisar algumas significativas alterações que entretanto foram introduzidas nas revisões constitucionais de 1982, 1989, 1992 e 1997 (Leis Constitucionais nºs 1/82, de 30 de Setembro, 1/89, de 8 de Julho, 1/92, de 25 de Novembro e 1/97, de 20 de Setembro), particularmente nesta última, aquela em que o sentido reformador mais se acentuou. O estatuto constitucional do Ministro da República sofreu, na revisão de 1997, cinco alterações essenciais: (a) De representante especial da soberania da República passou a representante do Estado; (b) A duração do mandato até então não fixada passou, salvo o caso de exoneração, a ter a duração do mandato do Presidente da República; (c) Deixou de lhe pertencer competência de coordenação da actividade dos serviços centrais do Estado no tocante aos interesses da região; (d) Concomitantemente, deixou de dispor de assento em Conselho de Ministros nas reuniões em que fossem tratados assuntos de interesse para a região; (e) Deixou de superintender nas funções administrativas exercidas pelo Estado na região coordenando-as com as exercidas pela própria região. Por decorrência destas alterações, hoje em dia, o Ministro da República conserva, no essencial, as funções de cariz presidencial que, porventura terão estado na génese da instituição do cargo (nomeação do governo regional, regulação do sistema legislativo regional e exercício do governo no caso de dissolução dos órgãos regionais) cabendo-lhe ainda a possibilidade, a convite do Primeiro-Ministro, de tomar parte nas reuniões do Conselho de Ministros quando nelas se tratar de assuntos da região, como na realidade tem vindo a suceder com o actual titular do cargo, para além de poder exercer competências de superintendência nos serviços do Estado na região mediante delegação do Governo, como também sucedeu nos anos de 1998, 1999 e no ano em curso. A tudo isto acresce que a Constiuição enuncia como primeira competência do Ministro da República a representação do Estado na região, nada impedindo que o legislador ordinário a possa concretizar e densificar, sabendo-se como a doutrina tem assinalado, que quanto mais genéricos forem "os fins ou incumbências que justificam o reconhecimento de poderes funcionais, maior será o âmbito potencial dos poderes implícitos e mais provável a necessidade da sua invocação".
A aglutinação no cargo de Ministro da República de poderes de tipo presidencial e de poderes próprios do governo tem vindo assim a ser sucessivamente alterada em termos de estes últimos assumirem na actualidade uma relevância muito pouco significativa.
3 - O sistema português da representação do Estado nas regiões afastou-se progressivamente de alguns pontos de identidade que detinha com o modelo assumido pelo constitucionalismo italiano no qual, as seis regiões de autonomia especial (Sicilia, Sardenha, Trentino - Alto Adige, Friuli - Venécia Juliana e Vale de Aosta ) e as dezasseis regiões de autonomia comum dispõem, nos termos do artigo 124º da Constituição de 1947, de um comissário do Governo, residente na capital da região, que superintende nas funções administrativas exercidas pelo Estado, coordenando-as com as funções exercidas pela região. Nas regiões de autonomia especial os órgãos comissariais cuja denominação nem sempre é idêntica, achando-se na disponibilidade dos respectivos Estatutos (Comissário do Governo nas Regiões de Friuli - Venécia Juliana e Trentino - Alto Adije; Comissário do Estado na Sicília; Representante do Governo na Sardenha e Representante do Ministério do Interior no Vale de Aosta), detendo embora em maior ou menor grau uma competência acrescida relativamente aos comissários das regiões de autonomia comum, apresentam-se também, na sua essencialidade, como agentes do Governo e coordenadores ou superintendentes dos serviços periféricos do Estado. Por seu turno, no sistema das comunidades autónomas espanholas (dezassete na sua totalidade) existe, nos termos do artigo 154º da Constituição de 1978, em cada comunidade um delegado nomeado pelo Governo que dirige a administração do Estado no território de cada comunidade coordenando-a, quando seja caso disso, com a administração da comunidade autónoma. Talqualmente os comissários italianos os delegados do Governo não representam a soberania do Estado nas comunidades, funcionando antes como agentes do Governo no exercício de competências de coordenação administrativa. A actual configuração do sistema autonómico da região, não obstante haver sido publicada ainda recentemente a lei que procedeu à revisão do Estatuto aprovado em 1991, vem sendo objecto de algumas críticas por parte de certos partidos políticos que reclamam um acréscimo dos poderes autonómicos, nomeadamente no que toca ao tipo de representação do Estado na região e ao âmbito das competências legislativas do parlamento regional.
(fonte: Representante da República para a Madeira)

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Nada é impossivel no mundo

Zapatero forja su nuevo poder en Madrid sin guardar la cuota canaria

Escreve o jornalista do "La Provincia", JOAQUÍN ANASTASIO que "habrá ministros canarios" en el Gobierno central a la plena liquidación de la influencia isleña en el entorno del presidente del Gobierno central, José Luis Rodríguez Zapatero, han transcurrido justo cuatro años. De aquella promesa del entonces candidato en la campaña de las elecciones de 2004, que se concretó luego con el nombramiento de Juan Fernando López Aguilar como ministro de Justicia, se ha pasado tras las últimas elecciones a la ausencia total de representantes canarios en el nuevo organigrama político e institucional del recién constituido núcleo duro del zapaterismo en Madrid. La influencia del socialismo canario en la capital queda pues bajo mínimos.El PSC es, a fecha de hoy, una de las pocas organizaciones territoriales que no colocan a nadie ni en el Consejo de Ministros ni en los puestos clave de la legislatura (ayer mismo el Consejo de Ministros designó al balear Joan Mesquida nuevo secretario de Estado de Turismo, una cartera estratégica para Canarias). Tras la constatación de que la repesca de López Aguilar para entrar en el Gobierno no entraba en los planes de Zapatero, pese a la insistencia de las quinielas previas, se confirma también que los excelentes resultados electorales del PSC tanto en las locales y autonómicas de 2007 como en las generales de marzo no tendrán recompensa a modo de cuota canaria en Madrid.Pese a que desde todos los ámbitos socialistas se asegura que Zapatero ha confeccionado un Ejecutivo a su medida sin contemplar cuotas territoriales, lo cierto es que su nuevo gabinete respeta el peso tradicional que en este ámbito han tenido las organizaciones de Andalucía y Cataluña, y mantiene la influencia de otras como las del País Vasco, Valencia y Madrid".

Economia: conceitos fundamentais

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Países: Galícia

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Países: China

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Uso de la bandera de España

El uso de la bandera de España y el de otras banderas y enseñas está regulado pela LEY 39/1981, de 28 de octubre, por la que se regula el uso de la Bandera de España y el de otras banderas y enseñas.
Artículo primero.
La bandera de España simboliza la nación; es signo de la soberanía, independencia, unidad e integridad de la patria y representa los valores superiores expresados en la Constitución.
Artículo segundo.
Uno. La bandera de España, de acuerdo con lo preceptuado en el artículo cuarto de la Constitución española, está formada por tres franjas horizontales, roja, amarilla y roja, siendo la amarilla de doble anchura que cada una de las rojas.
Dos. En la franja amarilla se podrá incorporar, en la forma que reglamentariamente se señale, el escudo de España. El escudo de España figurará, en todo caso, en las banderas a que se refieren los apartados uno, dos, tres y cuatro del artículo siguiente.
Tres. El tratamiento y honores que deben ser prestados a la bandera de España se regirán por lo que reglamentariamente se disponga y en el caso de las Fuerzas Armadas por sus disposiciones específicas.
Artículo tercero.
Uno. La bandera de España deberá ondear en el exterior y ocupar el lugar preferente en el interior de todos los edificios y Establecimientos de la Administración central institucional, autonómica, provincial o insular y municipal del Estado.
Dos. La bandera de España será la única que ondee y se exhiba en las sedes de los órganos constitucionales del Estado y en la de los órganos centrales de la Administración del Estado.
Tres. La bandera de España será la única que ondee en el asta de los edificios públicos militares y en los acuartelamientos, buques, aeronaves y cualesquiera otros Establecimientos de las Fuerzas Armadas y de las Fuerzas de Seguridad del Estado.
Cuatro. La bandera de España, así como el escudo de España, se colocará en los locales de las misiones diplomáticas y de las oficinas consulares, en las residencias de sus Jefes y, en su caso, en sus medios de transporte oficial.
Cinco. La bandera de España se enarbolará como pabellón en los buques, embarcaciones y artefactos flotantes españoles, cualquiera que sea su tipo, clase o actividad, con arreglo a lo que establezcan las disposiciones y usos que rigen la navegación.
Artículo cuarto.
En las Comunidades Autónomas, cuyos estatutos reconozcan una bandera propia, ésta se utilizará juntamente con la bandera de España en todos los edificios públicos civiles del ámbito territorial de aquélla, en los términos de lo dispuesto en el artículo sexto de la presente Ley.
Artículo quinto.
Cuando los Ayuntamientos y Diputaciones o cualesquiera otras Corporaciones públicas utilicen sus propias banderas, lo harán junto a la bandera de España en los términos de lo establecido en el artículo siguiente.
Artículo sexto.
Uno. Cuando se utilice la bandera de España ocupará siempre lugar destacado, visible y de honor.
Dos. Si junto a ella se utilizan otras banderas, la bandera de España ocupará lugar preeminente y de máximo honor y las restantes no podrán tener mayor tamaño. Se entenderá como lugar preeminente y de máximo honor:
a) Cuando el número de banderas que ondeen juntas sea impar, la posición central.
b) Si el número de banderas que ondeen juntas es par, de las dos posiciones que ocupan el centro, la de la derecha de la presidencia, si la hubiere, o la izquierda del observador.
Artículo séptimo.
Cuando la bandera de España deba ondear junto a la de otros Estados o naciones lo hará de acuerdo con las normas y usos. internacionales que rigen esta materia en las relaciones entre Estado, así como con las disposiciones y reglamentos internos de las organizaciones intergubernamentales y las conferencias internacionales.
Artículo octavo.
Se prohibe la utilización en la bandera de España de cualesquiera símbolos o siglas de partidos políticos, sindicatos, asociaciones o entidades privadas.
Artículo noveno.
Las Autoridades corregirán en el acto las infracciones de esta Ley, restableciendo la legalidad que haya sido conculcada.
Artículo décimo.
Uno. Los ultrajes y ofensas a la bandera de España y a las contempladas en el artículo cuarto del presente texto se castigarán conforme a lo dispuesto en las Leyes.
Dos. Nulo.(*)
Tres. Nulo.(**)
Cuatro. Sin perjuicio de la responsabilidad en que incurran los autores de las infracciones de lo dispuesto en esta Ley, lo establecido en el artículo ciento veintitrés del Código Penal o trescientos dieciséis del Código de Justicia Militar, en los casos de personas y lugares previstos en este último, será asimismo de aplicación a los Presidentes, Directores o titulares de organismos, instituciones, centros o dependencias y a los representantes legales de partidos políticos, sindicatos, asociaciones o entidades privadas de toda índole que, tras ser requeridos para el cumplimiento de esta Ley por la Autoridad gubernativa, incumplan lo preceptuado en los artículos anteriores.
(*) Por sentencia del Tribunal Constitucional núm. 119/1992 de 18.09.1992, suplemento al BOE. 247 (22888), se declara inconstitucional y, por tanto, nulo el Art. 10, párrafo segundo, de esta Ley.
(**) Por sentencia del Tribunal Constitucional núm. 118/1992 de 16.09.1992, suplemento al BOE. 247 (22887), se declara inconstitucional y, por tanto, nulo el Art. 10, párrafo tercero, de esta Ley.
DISPOSICION DEROGATORIA
Quedan derogados el Real Decreto dos mil setecientos cuarenta y nueve/mil novecientos setenta y ocho, de veinticuatro de noviembre, sobre utilización de la bandera nacional, y cuantas otras disposiciones se opongan a lo establecido en la presente Ley.
DISPOSICION ADICIONAL
Se faculta al Gobierno para dictar las disposiciones que requiere el cumplimiento de la presente Ley, la cual entrará en vigor el día siguiente al de su publicación en el "Boletín Oficial del Estado".
ANV retira las banderas de España y la UE

EUA-2008: "Clinton e Mc Cain tiram partido de lapso de linguagem de Obama"

Segundo o jornalista Manuel Ricardo Ferreira, do DN de Lisboa, "Bitter: amargo, doloroso, triste, penoso, diz-nos o dicionário, entre outras traduções que a palavra inglesa pode ter. Bitter é a palavra que, de repente, fez descarrilar a campanha de Barack Obama e deu novo fôlego à de Hillary Clinton para a nomeação democrata às presidenciais de Novembro.Esta história começou no domingo 6 de Abril, quando na Califórnia, numa sessão de angariação de fundos à porta fechada, sem jornalistas, Obama disse perceber porque alguns eleitores trabalhadores ficam frustrados com a situação económica em que se encontram e votam com base numa única questão: "Não é surpreendente que então fiquem amargurados (bitter), que se agarrem (a questões) de armas ou religião, ou antipatia para com pessoas que não se parecem com eles, ou ao sentimento anti-imigrante, ou ao sentimento anti-comércio livre como forma de explicarem as suas frustrações". O ter sido dito à porta fechada não impediu que aparecesse transcrito no blogue de Barbara Huffington. Depois apareceu uma gravação audio - e fala-se na existência de uma gravação vídeo.A informação 24/7 exige ser alimentada continuamente, e o bitter deu para reviver durante a última semana o comentário político radiofónico e televisivo que anda sem falta de assunto em período chocho das campanhas e em que a administração Bush é cada vez menos relevante em política interna.E foi uma inesperada bóia de salvação para Hillary Clinton, numa altura em que precisava de fazer esquecer as últimas gaffes (a história da Bósnia, as contradições sobre porte de arma, etc). O novo mote: Obama é arrogante, elitista e está desligado da realidade da classe trabalhadora.A senadora por Nova Iorque desconstruiu a frase de Obama e utilizou cada um dos pontos para lançar a corda ao cobiçado voto trabalhador. Num comício para operários em Indianapolis, afirmou que "as pessoas de fé que conheço não se 'agarram' à religião por estarem amarguradas. As pessoas abraçam a fé não porque sejam materialmente pobres, mas por serem espiritualmente ricas. Estou também em desacordo com a afirmação do senador Obama de que as pessoas deste país se 'agarram às armas' e têm certas atitudes sobre imigração ou comércio live simplemente por estarem frustradas. As pessoas não precisam de um presidente que olhe para elas de alto. Precisam de um presidente que as defenda".

Alemanha: conheça os Estados federados

A República Federal da Alemanha é constituída por 16 Estados Federados: Baden-Württemberg, Baixa Saxônia, Baviera, Berlim, Brandemburgo, Bremen, Hamburgo, Hessen, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado, Sarre, Saxônia, Saxônia-Anhalt, Schleswig-Holstein e Turíngia. Antes da unificação, em 1990, a República Federal da Alemanha era formada por 11 estados – Baden-Württemberg, Baixa Saxônia, Baviera, Berlim, Bremen, Hamburgo, Hessen, Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado, Sarre e Schleswig-Holstein – que correspondiam aos territórios de ocupação das potências ocidentais, após a Segunda Guerra Mundial. Com o fim da RDA, a unificação da Alemanha se deu através da adesão dos cinco novos estados do Leste – Brandemburgo, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Saxônia, Saxônia-Anhalt e Turíngia – à República Federal da Alemanha. Berlim voltou a ser a capital do país.
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DW-WORLD: Turíngia
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· DW-WORLD: Baden-Württemberg (aqui)

Religião: "Muçulmanos ultrapassaram número de católicos mas não de cristãos"

O jornalista , António Marujo escreve no Publico, com este título, que "os números foram divulgados pelo próprio Vaticano, mas admitindo que não há coincidência na forma de os apurar: pela primeira vez na história, o número de muçulmanos ultrapassou o de católicos. Monsenhor Vittorio Formenti, responsável do gabinete de estatísticas da Santa Sé, disse numa entrevista ao L"Osservatore Romano, que os católicos representam agora (dados de 2006) 17,4 por cento da população mundial, contra 19,2 por cento de muçulmanos. A diferença está na forma de recolha dos números, que, não sendo idêntica, não permite uma comparação rigorosa: "Os dados provenientes do mundo islâmico baseiam-se em estimativas que têm em conta sobretudo o crescimento da população muçulmana", afirmou Formenti ao jornal oficial do Vaticano. Os elementos sobre o catolicismo são recolhidos através de inquéritos enviados para todo o mundo.Na mesma entrevista, o responsável do Vaticano diz que, somados todos os cristãos - católicos, ortodoxos, protestantes, anglicanos e outros - estes chegam aos 33 por cento da população mundial. Ou seja, os católicos são agora 1131 milhões, os muçulmanos serão 1300 milhões, enquanto os cristãos são, na totalidade, 2000 milhões em todo o mundo".

Política: "O espaço da vida privada encolheu para os políticos"

Com este título publicou a jornalista Clara Viana no Publico um interessante texto segundo o qual "há quem diga que com a Internet a privacidade morreu. Para já, o casamento de conveniência entre media e políticos poderá estar a pôr em causa o que era uma condição da civilização. Potenciada pelo desenvolvimento da tecnologia e pelo novo espírito dos tempos que a acompanha, a exposição crescente da vida privada e íntima das figuras públicas poderá estar a subverter um contrato social que tem permitido, aos homens, a vida em comunidade. De modo a evitar conflitos frequentemente inúteis, os seres humanos não só aprenderam a calar muito do que está dentro deles, como também a ignorar voluntariamente uma parte substancial daquilo que são os outros. Esta "dissimulação" é uma "condição da civilização", recordava, há uma dezena de anos, o filósofo norte-americano Thomas Nagel. Neste intervalo de tempo aconteceu o que até então era inimaginável: um Presidente dos EUA depôs perante a nação sobre um episódio de sexo oral. Já tinha havido antes outros escândalos sexuais. Em 1988, por exemplo, o candidato democrata à Casa Branca, Gary Hart, afastou-se da corrida depois de a imprensa ter divulgado fotos suas com outras mulheres, e dele próprio ter confessado, na sequência destas revelações, que tinha mantido uma relação extraconjugal. Mas nunca como com o caso Clinton-Lewinsky se falara tanto de sexo em público e ainda para mais do sexo praticado por aqueles que nos representam. A dimensão pública que o caso ganhou marcou o início de uma era. Esta em que hoje estamos".

Países: Salamanca

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Comunicação social: "Imprensa regional seduz investidores espanhóis"

Diz o jornalista João Fonseca, do DN de Lisboa, e com este título, que "a imprensa regional é o sector da comunicação social em Portugal com maior margem de progressão e é, por isso - devido ao seu "potencial de crescimento" -, a "área mais interessante", designadamente, na perspectiva de investimento, considera Miguel Gil, administrador da Media Capital, grupo que detém a TVI. Tais investimentos poderão mesmo surgir de Espanha, acredita o gestor natural de Madrid (mas que vive em Portugal há vários anos e se sente "tão português quanto espanhol"). Tanto mais que, diz ao DN, as diferenças culturais e de língua não são grande obstáculo."O principal entrave" ao investimento espanhol nos media em Portugal resulta, essencialmente, das "dificuldades da economia portuguesa", que se tem repercutido no mercado, "particularmente de jornais e revistas", acrescenta Miguel Gil, recordando que o mercado publicitário "não regista praticamente crescimento desde 2000". Reflexo dessa diferença, e não resultante apenas do fraco crescimento da economia portuguesa, são, por exemplo, os números respeitantes aos volumes de negócios, em publicidade, dos media portugueses e espanhóis. Em 2007, recorda Miguel Gil - que falava numa das sessões do VI Seminário Luso-Espanhol de Jornalistas, que ontem terminou nas Termas de Monfortinho - os meios de comunicação social em Portugal atingiram, no seu conjunto, um volume de negócios da ordem dos 800 milhões de euros, que representam cerca de 75% do total da facturação atingida, no mesmo ano, só pela Tele 5 - canal de televisão do país vizinho, actualmente com as maiores audiências (o seu share ronda os 20%, o que significa qualquer coisa como cinco a seis milhões de telespectadores)".

Cuba se asoma al vértigo del consumo

Escreve o jornalista MAURICIO VICENT do "El País" que "la política sin economía no sirve, y eso Raúl lo sabe", dice Jorge, un jubilado de 75 años. Ha visto "los 49 capítulos de la revolución", y se declara "moderadamente optimista" ante las primeras medidas adoptadas por el nuevo presidente cubano, aunque a él -admite- éstas no le "benefician". En el extremo opuesto, Javier, 30 años de edad y uno de los 150.000 cuentapropistas que existen en el país, se reconoce "escéptico absolutamente", pese a ser un privilegiado. "Hasta ahora sólo se han tomado medidas para gastar, ninguna para ganar. Mientras eso no ocurra, y no creo que vaya a ocurrir con este sistema, soy pesimista". A grandes rasgos, entre Jorge y Javier se mueve el sentir de Cuba: unos creen que ahora sí empieza a moverse la rueda del cambio, y que lo que vemos son sólo los primeros pasos; para otros, y no son pocos, este movimiento les pilla descreídos y cansados, lejos de todo. En los 50 días que Raúl Castro lleva al mando, la isla ha asistido al fin de algunas prohibiciones que laceraban a los cubanos y que han sorprendido al mundo. La venta de computadoras, DVD y teléfonos móviles se ha liberado, y también ha caído el veto -vigente por 15 años- que impedía a los cubanos alojarse en hoteles y alquilar coches de turismo. Pero todos estos bienes y servicios han de abonarse en pesos convertibles (CUC), la divisa local, cuyo valor es 24 veces superior al del peso cubano".

População do mundo

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Military Motivational Posters

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Países: a incrível India

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Marketing Pessoal: principios para o sucesso

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Publicidade: o "Torpedo"

Canárias: Los partidos retoman la renovación de los órganos institucionales

Segundo o "El Dia", "PSC-PSOE, CC y PP mantendrán hoy un nuevo contacto para terminar con la situación de interinidad del Consejo Consultivo, el Diputado del Común, la Audiencia de Cuentas y Radiotelevisión Canaria. Los grupos políticos representados en el Parlamento de Canarias -PSC-PSOE, Coalición Canaria y Partido Popular- volverán a sentarse hoy para buscar una solución a la situación anómala que viven los órganos dependientes de la Cámara: Consejo Consultivo, Diputado del Común, Audiencia de Cuentas y Radiotelevisión Canaria, ninguno de los cuales se ha renovado tras la celebración de las elecciones autonómicas, hace ya más de diez meses. De esta manera, las fuerzas políticas del Archipiélago retoman las negociaciones que interrumpieron en noviembre. Entonces, las diferencias respecto a la composición del Consejo de Administración de la radiotelevisión pú-blica frustraron los acuerdos alcanzados para el resto de los organismos. Especial interés se han tomado en este asunto los socialistas, que denuncian que los órganos responden aún a la representatividad derivada de los comicios autonómicos del año 2003 y no de las últimas elecciones. Por ello, la formación opositora ha anunciado que presentará una proposición de ley para forzar la renovación de estas entidades y, además, ha propuesto que la reforma del Estatuto de Autonomía de Canarias incluya esta cuestión. En esta ocasión, el PSC-PSOE reclama "sentido común" y "vo-luntad política" para tratar de desbloquear la negociación. Así lo ha indicado a este periódico el portavoz parlamentario del partido, Blas Trujillo, quien no reveló si el diálogo podría plantearse de forma individual y no como un bloque. Esta opción, que permitiría cerrar acuerdos sobre unos órganos aunque no se alcancen en otros, no parece muy del agrado de Coalición Canaria, cuyo portavoz, José Miguel Barragán, recordaba recientemente que cuando se iniciaron las conversaciones se decidió "precisamente a propuesta del Partido Socialista, no cerrarla has-ta aprobar todos los aspectos".

Vozes na guerra: Umas chegaram logo, outras 40 anos depois

Com este título publicou o jornalista Nuno Pacheco no Publico um interessante texto que antecedeu a emissão de um programa de televisão: "Nos anos 1966/67 uma mulher percorreu Angola a levar mensagens gravadas pelas famílias aos soldados em guerra. Fez o mesmo para a Guiné mas nunca lá foi. Os destinatários ouviram as mensagens 40 anos depois. O documentário A Voz da Saudade mostra como. Para Manuel Baptista Traquina, furriel miliciano, vai falar a Maria de Fátima, sua noiva. "Querido noivo: desejo sinceramente que passes um Natal cheio de felicidades"." A primeira imagem é a de um gravador antigo, de fita, corpulento como uma torradeira, e de um dedo a pressionar o botão. O que se houve é uma voz de mulher, gravada há quarenta anos por outra mulher. A primeira tinha o noivo a combater em África, em Angola, e a voz denota ansiedade, comoção, medo. "Aguardo ansiosa o teu regresso que espero seja muito em breve. Um grande abraço da tua Fátima." Depois, um pesado silêncio. A segunda mulher, de seu nome Maria Estefânia Anachoreta, embora nascida em Lisboa vivia no mesmo distrito de Maria de Fátima, Santarém, e dera a si própria uma missão: gravar mensagens de mães, pais, noivas, namoradas, e levá-las ela mesma até ao teatro de guerra, dando-as a ouvir aos destinatários. Aos soldados que eram filhos, noivos, namorados ou simples parentes das vozes gravadas nas missivas. Estava-se em 1966.A missão teve êxito e muitos anos mais tarde, em 2003, o jornalista João Pombeiro contou-a na revista Grande Reportagem, entrevistando os protagonistas. Mas hoje à noite a história chega à televisão com novos pormenores e uma revelação: houve mensagens gravadas que ficaram inéditas e só agora foram dadas a ouvir aos antigos soldados a que se destinavam".

O expansionismo islamita

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O islamismo e o marketing

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O islamismo

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Publicidade comercial com humor

Carro bomba...

EUA: o novo avião de combate FA-22




sábado, 12 de Abril de 2008

El nacionalismo escocés

La Liga Nacional Escocesa (Scots National League), formada en 1921, fue un grupo inicialmente establecido en Londres que luchaba por la independencia de Escocia, altamente influenciado por el Sinn Féin irlandés. Creó el periódico Scots Independent en 1926 y en 1928 colaboraron con la Asociación Nacionalista Escocesa de la Universidad de Glasgow (Glasgow University Scottish Nationalist Association) a crear el Partido Nacional de Escocia (National Party of Scotland), favorable a un estado independiente escocés. Uno de los fundadores fue Hugh MacDiarmid, un poeta que había comenzado la promover a literatura escocesa, junto a otros relacionados con el Partido Laborista. Cooperaron con el Partido Escocés (Scottish Party), una organización autonomista formada en 1932 por antiguos miembros del Partido Conservador, y en 1934 se unieron para formar el Partido Nacional Escocés (Scottish National Party), el cual, aunque inicialmente era autonomista, posteriormente pasó a apoyar la independencia. El partido sufrió un descenso de apoyo en la década de 1930 cuando la palabra nacionalismo comenzó a estar asociado con el del nacionalsocialismo alemán, pero consiguieron su primer diputado una elección parcial en 1945, aunque lo perdieron en las elecciones generales tres meses después. El Partido Nacionalista Escocés tuvo un notable éxito electoral en la década de 1960, y cuando se encontró petróleo en el Mar del Norte en 1970, pudo contrarrestar los temores acerca de la viabilidad económica de una posible independencia con el lema "Es petróleo de Escocia". Argumentaron que los beneficios de dicho petróleo, recaudados por la hacienda británica, habían beneficiado poco a Escocia, en comparación con otras partes del Reino Unido (cómo Inglaterra).

El renacimiento de la década de 1970


En las elecciones generales del Reino Unido de febrero de 1974, los votantes escoceses eligieron siete miembros del Partido Nacionalista Escocés, que aumentaron la once en las elecciones octubre de 1974. Esto dio poder al movimiento independentista con propuestas más avanzadas en la Cámara de los Comunes donde el Partido Laborista que formó un gobierno minoritario con el apoyo del Partido Liberal. Como habían prometido, los laboristas hicieron propuestas para un Parlamento Escocés como una asamblea escocesa semiautónoma con poderes para controlar algunos aspectos de política interna. Pero mientras que la medida tenía el apoyo del Partido Laborista Escocés, algunos miembros (mayoritariamente ingleses) se opusieron a un cambio constitucional sin un mandato claro y el parlamento decidió celebrar un referéndum, requiriendo un 40% o más del electorado a favor en vez de requerir una simple mayoría de los votos en el referéndum. Efectuado el referéndum, un 33% votó a favor y un 31% en contra, con una abstención del 36%, por lo que la propuesta no vio la luz. Los progresos del independentismo se vieron frenados cuando el Partido Nacional Escocés apoyó una moción de censura contra el gobierno y forzó unas elecciones generales en 1979 que dieron la victoria a la gran adversaria de la independencia, Margaret Thatcher.


Devolución


Los partidarios de la independencia escocesa continuaban teniendo opiniones contrapuestas sobre la autonomía, un movimiento que incluía a muchos partidarios de continuar con la unión, si bien en un marco de descentralización dentro del Reino Unido. Dentro del campo independentista, algunos vieron al autonomismo como un paso hacia la independencia, mientras que otros deseaban llegar inmediatamente a la separación. En los años de gobierno conservador tuvo lugar la Campaña por una Asamblea Escocesa, que desembocó en la convocatoria en 1989 de la Convención Constitucional Escocesa, la cual consiguió cierto consenso en torno a unas bases creadas por varios partidos para la devolución de poder político a Escocia, a pesar de que el Partido Conservador rechazó cooperar y el Partido Nacional Escocés se retiró del debate cuando se vio claro que la convención no estaba dispuesta a negociar la independencia de Escocia como una opción constitucional. El Partido Laborista ganó en 1997 las elecciones generales y Donald Dewar, como Secretario de Estado para Escocia ejecutó las promesas de su partido en torno a la creación de un Parlamento escocés, convocando un referéndum en septiembre de dicho año que en el que un 75% de los votantes se pronunció a favor de la devolución de poderes. El parlamento entonces aprobó la Ley de Escocia para crear un Parlamento escocés elegido directamente por los escoceses con poderes sobre la mayoría de las políticas regionales. En mayo de 1999 Escocia tuvo sus primeras elecciones para el parlamento devuelto y en julio el Parlamento escocés celebró su primera sesión, por vez primera desde que el parlamento previo había sido disuelto en 1707. El parlamento escocés tenía ciento treinta y nueve miembros elegidos por un sistema de representación proporcional. Donald Dewar se convirtió en el Primer Ministro de Escocia con el gobierno de coalición entre el Partido Laborista Escocés y el Partido Liberal Demócrata, mientras que el Partido Nacional Escocés se convirtió en el primer partido de la oposición.
Con la aprobación de todos los partidos, la canción de letra igualitaria de
Robert Burns A Man's A Man for A' That fue cantada por la activista Sheena Wellington en la inauguración del parlamento escocés. Esta canción fue adoptada como el himno no oficial moderno del movimiento independentista escocés. De una manera similar, la inauguración de la reina Isabel II del nuevo edificio del parlamento escocés fue acompañada de la canción de Aaron Copland Fanfare for the Common Man. Sin embargo, aunque los escoceses consiguieron la devolución y consiguieron competencias sobre la mayoría de sus asuntos, los nacionalistas continúan reclamando la independencia total.


Independencia en Europa


Uno de los temores de muchos escoceses no convencidos por los argumentos independentistas es que una Escocia independiente sería económica y políticamente débil. En respuesta a esto, los independentistas citan asiduamente el éxito de otros pequeños países del norte de Europa como Irlanda, Noruega, Dinamarca, Islandia, Suecia, Finlandia o los Países Bajos. Con la llegada del nuevo milenio, el Partido Nacional Escocés (abandonando su posición anterior contraria a la integración europea) ha empleado el eslogan "Independencia en Europa" sugiriendo que la Unión Europea es el entorno ideal para el florecimiento de los pequeños estados. (fonte)

OS NACIONALISMO NA EUROPA ACTUAL

Frequentemente a Europa nos é apresentada como uma região de grande estabilidade política a um passo da integração supranacional. Os conflitos territoriais e étnicos da ex-União soviética e da ex-Iugoslávia, seriam, por si sós, suficientes para desmistificar a tese de que as reivindicações separatistas e irredentistas estão circunscritas à região do chamado Terceiro Mundo. Mas não é somente nestas ex-repúblicas que ocorrem manifestações independentistas. Na sua parte ocidental, não são poucas as nações que, sem dispor de um Estado constituído, enveredam pelo caminho da luta pelo direito à autodeterminação e à independência. O projeto da União Européia(UE), bloco internacional de poder contraposto aos seus concorrentes da América do Norte e da Ásia, vem esbarrando cada vez mais com a revitalização de antigas reivindicações autonomistas e independentistas, a par da emergência de novos movimentos nacionalistas. Apesar dos esforços estatais em direção a uma futura união política da Europa (Euronação), subsequentemente a união econômica e monetária em curso, ressurgem, com vigor, movimentos nacionais em defesa da identidade social e cultural de diferentes povos e nações. Orientada pelo modelo neoliberal, a formação da UE se dá através de um processo vertical e hierarquizado, que não leva em conta as aspirações das nações e das sociedades envolvidas, mas somente os interesses dos Estados que respondem, por sua vez, aos ditames das grandes corporações transnacionais. Por meio de uma uniformização artificial, o modelo neoliberal hoje dominante, subordina os aspectos nacionais, sociais e políticos à lógica estritamente econômica imposta pelo mercado mundial controlado por um número cada vez mais reduzido de megaoligopólios apátridas. No interesse do grande capital financeiro, as nações que não dispõem de Estado, são marginalizadas e excluídas. Natural, pois, que haja uma reação de várias nacionalidades que tentam resguardar suas identidades culturais ameaçadas, entre as quais, a defesa do idioma parece como um dos pontos mais importantes. Para a Europa comunitária, os únicos interlocutores válidos são os governos dos Estados membros. Povos e nações sem Estado não tem reconhecimento algum e não são consultados sobre nenhuma decisão a respeito da UE. Fica, assim, e desde já, fraturada qualquer base democrática de convivência futura entre os povos europeus. São inúmeros os movimentos nacionalistas que surgiram (ou ressurgiram) na Europa nos últimos anos. A sua maioria está sustentada por pressupostos ideológicos progressistas, mas não estão excluídas pequenas formações de corte fascista e xenófobo. Felizmente, esta tendência é minoritária e praticamente nula nos principais movimentos nacionalistas e independentistas. Vejamos alguns deles.
ESCÓCIA - Com 80 mil quilômetros quadrados e uma população de 5 milhões de habitantes, a Escócia foi absorvida pela Inglaterra em 1707. A independência é defendida pelo Partido Nacional Escocês (SNP ou Scotish National Party) que tem registrado um surpreendente crescimento eleitoral nos últimos anos. O SNP foi fundado em 1934, mas foi só a partir dos anos 80, quando sua ala esquerda assumiu a liderança, que o ideal nacionalista tomou fôlego. O inglês é a língua majoritária na Escócia. Apenas 80 mil pessoas falam o gaélico, língua celta que veio da Irlanda. Existe também o Dórico ou escocês, ainda menos falado.
BRETANHA - A Bretanha, com seus 27.184 Km2, está situada na península noroeste do Estado francês. Os bretões habitam esta região desde o século V. Atualmente sua população é de 2,5 milhões de habitantes, mas somente uma 600 mil falam o breizh ou bretão, língua de origem céltica. A União Democrática Bretã (UDB) é uma das principais organizações nacionalistas. Nos anos 60 e 70 chegaram a atuar algumas organizações armadas, como a Frente de Libertação da Bretanha e o Exército Revolucionário Bretão.
FLANDRES - O nacionalismo flamenco tem sua expressão política no Vlaamse Volksbeweging (Movimento Popular Flamenco), movimento extraparlamentar que tem desenvolvido um trabalho de revalorização da sociedade flamenca. No parlamento atua o Volksunie (Unidade Popular). A Flandria ou Flandes está situada na parte norte da Bélgica. A parte sul é constituída pela Valônia. O antagonismo entre estas duas comunidades ocasionou a federalização do Estado belga em 1992. A Região Autônoma de Bruxelas, capital da Bélgica e da Flandria, foi transformada numa espécie de mini-estado, onde funcionam diversas instituições da União Européia. Os nacionalistas reclamam a reintegração da capital à região flamenca. Na Flandria fala-se o neerlandês, enquanto na Valônia, menos desenvolvida, fala-se o francês.
OCCITÂNIA - Várias organizações políticas nacionalistas se fundiram para formar a Corrente Revolucionária Occitânia (CRÒC), numa tentativa de reforçar a luta pela autonomia política desta região do sul da França, como primeiro passo para o exercício do Direito de Autodeterminação.
JURA - O Estado jurasiano foi autônomo até a Revolução Francesa, quando foi incorporado à França, mas pelos acordos do Congresso de Viena, de 1815, Jura é entregue ao cantão germânico de Berna. Os jurasianos acusavam o governo de Berna de exercer uma opressão religiosa e cultural na região. A Suíça é majoritariamente protestante, mas em Jura os católicos são maioria. Em 1974, através de um plebiscito, é aprovada a formação do Cantão de Jura, dentro da Confederação Helvética. Ainda que a Suíça tenha um sistema político bastante descentralizado, o movimento formado pela Assembléia Jurasiana e Unidade Jurasiana (RJ-UJ), reclama a autonomia total de Jura meridional.
GALÍCIA E CATALUNHA - O Estado espanhol abriga, além dos bascos, outros povos que reclamam o seu direito à autodeterminação. São os casos dos gallegos (noroeste) e dos catalãos (leste e sudeste). Na Galícia, o Bloco Nacionalista Gallego (BNG) tem conseguido aumentar sua expressão eleitoral. Até bem pouco tempo atuava clandestinamente o Exército Guerrilheiro do Povo Gallego Livre, responsável por vários atentados a bomba.
Além destes, poderíamos incluir outros, como o Movimento pela Independência da Sicília, atuando na ilha da Sicília situada ao sul da Itália; o Partido Sardo Independentista, operando na Sardenha; a União do Sul do Tirol, região do norte da Itália de língua alemã e que já pertenceu à Áustria, entre vários outros. Estes movimentos atuam sob com variados graus de organização política e diferentes níveis de reivindicações, que vão desde uma maior autonomia frente aos governos centrais até a completa independência. Pode-se imaginar o trabalho que terá a União Européia, com seu projeto autoritário e vertical, em sufocar toda essa multiplicidade nacional e cultural.
O LESTE EUROPEU - O desaparecimento do chamado Bloco Socialista do Leste Europeu propiciou o surgimento de vários conflitos separatistas e irredentistas na Rússia e na Moldova, o mesmo acontecendo na ex-iugoslávia, cujo ponto de maior dramaticidade esteve por conta da brutal guerra na Bósnia-Herzegovina. A exceção ficou por conta da ex-Tchecoslováquia, que através de um processo pacífico decidiu se separar formando a República Tcheca e a Eslováquia.
CÁUCASO - Em várias ex-repúblicas soviéticas do cáucaso, estão presentes elementos de instabilidade motivados por litígios territoriais, disputas étnicas e religiosas e reivindicações separatistas. Os casos mais dramáticos são os da Chechênia, que luta pela separação da Federação Russa, e da Abkházia, que reivindica o mesmo objetivo na Geórgia. A Chechênia proclamou sua independência em 1991, e desde então uma guerra violenta contra as tropas russas tem deixado um terrificante rasto de morte e destruição. Moscou teme que o exemplo checheno se espalhe por outras regiões autônomas do Cáucaso. Em 1996, foi estabelecido um acordo provisório entre o governo russo e os rebeldes chechenos, mas o desfecho final do conflito (fonte)

O que Ângelo queria ter dito e não disse para poupar Menezes

Escreve o jornalista do DN Lisboa, Francisco Almeida Leite, que "os desabafos que Ângelo Correia fez esta semana são, para muitos no PSD, um indício de que estará a descolar lentamente de Luís Filipe Menezes. Nos sectores oposicionistas há quem já esteja a prever uma jogada estratégica, onde Ângelo troca Menezes por Pedro Passos Coelho, a meio do caminho. Estas teses podem ter um fundo de verdade, embora Ângelo Correia tenha admitido ao DN que está de corpo e alma com Menezes. "É natural que esteja insatisfeito, vim para aqui para ajudar o partido a pensar e a ter ideias", disse o presidente da mesa do congresso, ao mesmo tempo que admitiu que "a culpa não é do dr. Luís Filipe Menezes, ele é uma vítima desta situação". A situação é, para o antigo ministro da Administração Interna, de autêntica "paralisia". E o DN falou com fontes do inner circle de Menezes para perceber o alcance das palavras deste último.Na lista de preocupações do "senador" do PSD estão problemas de ordem variada, desde o funcionamento da secretaria-geral até a alguns projectos que ficaram em banho-maria. É o caso dos porta-vozes. Segundo fontes ouvidas pelo DN, Ângelo acha que a maior parte dos porta-vozes nem sequer é conhecida da opinião pública. "Nem aparecem, à excepção do Martins da Cruz", dizem estas fontes. Para além disto, outra das propostas que Ângelo Correia gostava de ver posta em prática é a ideia do "partido-empresa", que Menezes terá deixado entretanto para segundas núpcias, sobretudo depois de anunciada a multa do Tribunal Constitucional ao PSD por financiamento ilegal (durante a campanha de 2002, com Durão Barroso). Ângelo considerava essencial que houvesse um "gestor profissional" à frente do partido que tomasse medidas como a alienação da sede nacional na São Caetano à Lapa, dizem estas fontes".

O que fazer quando o seu chefe viajar...

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Deputados queixam-se da violação de ‘e-mails’

Segundo o Diário Económico num texto da jornalista Rita Tavares, "existem e-mails que chegam abertos e outros que não chegam”. Ao Diário Económico, o vice-presidente da bancada socialista, António Galamba, garante que não é o único deputado que já usa um disco rígido portátil onde trabalha os documentos mais importantes, já que tem “dúvidas sobre a segurança do sistema informático” no Parlamento, admitindo o “impacto político” da situação.Esta é uma das muitas queixas de deputados de todos os grupos parlamentares sobre o serviço de internet na Assembleia da República. Na última reunião da Comissão de Ética, foi unânime (incluindo o presidente da Comissão, Luís Marques Guedes) o sentimento de “insegurança” na utilização do sistema, com os deputados a levantarem suspeitas sobre o acesso indevido a informação privada no Parlamento. O presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, José Lello, garantiu ao Diário Económico que “não há falhas” da informática e que as situações detectadas se devem antes ao controlo apertado do sistema.Mas o que é certo é que a situação já teve consequências no trabalho parlamentar. Perante o atraso na resposta de um especialista, contactado por e-mail pelo grupo parlamentar da maioria socialista, para dar o seu contributo na revisão de leis eleitorais, o PS foi apurar responsabilidades. O e-mail de resposta tinha sido enviado de imediato, mas ficou um mês retido no servidor e longe do seu destino. “Só um mês depois pudemos ponderar se avançávamos ou não com a iniciativa”, diz António Galamba um deputado que tem defendido uma maior transparência do trabalho dos políticos. Recentemente pediu ao Tribunal Constitucional que divulgasse a lista de políticos que pediram a este órgão segredo sobre os seus rendimentos.Na reunião de quarta-feira, o social-democrata Agostinho Branquinho acrescentou dúvidas sobre outro ponto: os serviços têm o descritivo dos movimentos da sua caixa do correio electrónico, com os assuntos dos e-mails também registados. “Ter aqui um Big Brother instalado era a última coisa que me passaria pela cabeça”, dramatizou o deputado do PSD.Ao Diário Económico, José Lello assegurou que este acesso é apenas permitido a um técnico de informática e mediante requerimento do próprio deputado. O presidente do Conselho de Administração assegura que “o sistema é isento e transparente e não tem qualquer falha a destacar”. Aliás, Lello não estava na reunião, mas já foi informado da preocupação dos deputados e vai levar o presidente da comissão aos serviços para “verificar que estão a ser cumpridos os preceitos da lei”.

Política: a região

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Madeira: Homens de meia idade dominam as Juntas

Num texto do jornalista Miguel Fernandes Luis, publicou o DN do Funchal a seguinte reportagem: "Homem, de meia idade, funcionário público e militante do PSD. Em duas linhas, eis o perfil tipo do presidente de junta de freguesia da Madeira. Contudo, nem todas estas características serão dominantes entre os 1.100 participantes no Congresso da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), que tem início amanhã, no Tecnópolo. Isto porque a realidade regional destoa em alguns aspectos da nacional. As diferenças verificam-se desde logo nas cores políticas. A nível nacional há um equilíbrio entre PSD e PS, e até a CDU está à frente de várias juntas de freguesia. Na Madeira, das 54 juntas de freguesia 50 estão na mão dos social-democratas. Nas eleições de 2005, o PS apenas conquistou três juntas de freguesia. Hoje, Avelino da Conceição preside em Água de Pena, Miguel Lucas nas Achadas da Cruz (interino, por morte do presidente) e Nazário Coelho em Gaula. Acontece que este último anunciou recentemente a passagem a independente. Há ainda o caso da Junta dos Prazeres, que Paulo Ferreira ganhou para o CDS/PP.
Mais velho tem 87 mais novo 26
A hegemonia masculina é também mais notória no panorama regional. Há apenas duas mulheres a presidir a juntas: Sandra Teixeira na Madalena do Mar e Maria de Fátima Camacho no Arco de S. Jorge. Podemos ainda considerar que o autarca tipo, na Madeira, é de meia-idade. A média etária dos 54 presidentes assume um número redondo: 50 anos. O decano dos autarcas madeirenses é simultaneamente o decano nacional. Trata-se de António dos Ramos Rodrigues, presidente da Junta da Tabua, que tem 87 anos de idade e cerca de 60 de vida autárquica. Este comerciante é também o único presidente de junta na Madeira que foi eleito nas nove eleições autárquicas realizadas desde 1976. Longe, bem longe, surgem Alcino Ferreira (Sé) e João Caldeira de Jesus (Ponta Delgada), que somam cinco mandatos no cargo. Em termos médios, o autarca de freguesia da Madeira está no poder há dez anos, o equivalente a dois mandatos e meio. O benjamim dos presidentes de junta é Martinho Gouveia (Santo António da Serra/Santa Cruz), agora com 26 anos de idade. A nível profissional, os funcionários públicos são o grupo melhor representado na presidência de juntas (16, sendo 6 professores), seguindo-se 7 empresários, 5 aposentados, 5 comerciantes, 4 agricultores e 4 motoristas.
Receio e preconceito
A presidente da Junta de Freguesia da Madalena do Mar explica a fraca representatividade das mulheres e dos jovens nas autarquias locais com o receio destes grupos sociais em se envolverem na actividade política. "Eu própria tenho incentivado alguns jovens da Madalena do Mar em participarem. Noto que há algum receio, principalmente das mulheres, de enfrentarem certas situações num mundo onde prevalece a opinião dos homens", descreve Sandra Teixeira, que vai estar presente no Congresso da ANAFRE. A jovem, nascida na África do Sul e que assumiu a presidência da Junta em 2005, confessa que as pessoas estranharam-na nos primeiros tempos, mas que "hoje aceitam muito melhor". Diz-se realizada no papel de autarca, o qual é quase uma extensão natural da sua profissão - assistente social".

História: O Teatro na Grécia

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O Papel de um Novo Líder

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Estratégia

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