POLITICA, COMUNICAÇÃO & ELEIÇÕES

terça-feira, 6 de maio de 2008

Publicidade: Os acidentes acontecem

Mais cinco milhões de desempregados em 2008

As turbulências da economia internacional, motivadas pela crise no mercado do crédito e pelo aumento do preço do petróleo, poderão aumentar em 5 milhões o número de desempregados em 2008, segundo a Organização Internacional do Trabalho. De acordo com o relatório as Tendências Mundiais do Emprego 2008 da OIT, esta quarta-feira divulgado, o impacto da crise do mercado de crédito nas economias industrializadas e na União Europeia resultará na redução de 240.000 empregos. No entanto, numa perspectiva global esta tendência será «compensada pelo resto do mundo», especialmente devido ao forte crescimento da economia e do emprego na Ásia. As projecções para 2008 contrastam com a situação verificada em 2007, quando um sólido crescimento económico superior a 5 por cento gerou uma «estabilização dos mercados laborais». Mais pessoas empregadas, um aumento líquido de 45 milhões de postos de trabalho e apenas uma ligeira subida no número de desempregados (189,9 milhões em todo o mundo) caracterizaram o mercado laboral em 2007. A Ásia Meridional liderou o aumento dos empregos no ano passado, contribuindo com 28 por cento para os 45 milhões de postos de trabalho criados em todo o mundo no ano passado.
Mas, ao mesmo tempo, a região tem a maior quantidade de emprego vulnerável, o que é revelador dos empregos de baixa qualidade. Sete em cada 10 pessoas trabalham por conta própria ou com familiares, o que implica estarem mais desprotegidos, sem protecção e sem segurança social. A nível mundial, o relatório da OIT refere que, apesar do crescimento económico e do emprego, há um «enorme» défice de trabalho digno no mundo, sendo que quatro em cada 10 pessoas tem empregos vulneráveis.
Europa mais positiva
Na Europa, o estudo conclui que houve uma evolução positiva na maioria dos indicadores laborais, incluindo uma redução do emprego vulnerável, assim como um ligeiro aumento da relação emprego-população, o que revela um maior potencial produtivo da população em idade de trabalhar. O relatório da OIT ressalva que o crescimento económico de 5,2 por cento em 2007 gerou cerca de 54 milhões de empregos no ano passado, mas não teve um impacto significativo sobre o desemprego. No ano passado, 61,7 por cento da população mundial em idade de trabalhar estava empregada, mas a taxa de desemprego manteve-se praticamente inalterada nos seis por cento, tendo o número de desempregados aumentado para os 189,9 milhões. A Organização Internacional do Trabalho estima que cerca de 487 milhões de trabalhadores (16,4 por cento do total) não ganham o suficiente para superar, juntamente com a sua família, a linha de pobreza de um dólar diário por pessoa.

Chacón permite acesso ao Ebay e à Interviú

Escreve a jornalista do DN de Lisboa, Patricia Veigas, que "a nova ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, colocou um ponto final à censura que desde a semana passada afectava os computadores dos quartéis das Forças Armadas e do seu próprio Ministério. A partir de agora, os funcionários, tanto os civis como os militares, podem voltar a aceder a sites como o do Ebay, da Marca ou da Interviú. O primeiro é um endereço de leilões on-line, o segundo um diário desportivo, a terceira uma revista de actualidade que esta semana traz na capa a alegada namorada de Ronaldo, nua. O acesso à Internet tinha sido limitado devido a uma sobrecarga na rede ministerial e isso originou protestos por parte de algumas associações de militares que, dizem, se recusam a ser "cidadãos de segunda". A restrição foi, no entanto, imposta por pessoal técnico, segundo um porta-voz do departamento de Chacón, citado pelas agências, depois de se constatar que, a dada hora do dia, a rede do Ministério colapsava. Agora, um aumento de capacidade, veio ontem devolver aos funcionários da Defesa o livre acesso à Net. No mesmo dia a ministra visitou os militares espanhóis no Líbano. E, por que talvez seja mais fácil fazer queixas a uma mulher, que ainda por cima está grávida de sete meses, o general García Sanchez aproveitou para lembrar que os veículos de que dispõem "têm já muitos anos" e estão no final da sua vida útil. A mensagem subliminar é a de que é preciso comprar material novo. Os militares ofereceram ainda à ministra algumas prendas para o seu bebé".

JORNADAS ABERTAS 2008: «Regiões e cidades num mundo de desafios»

«Regiões e cidades num mundo de desafios» é o tema das JORNADAS ABERTAS 2008, anunciado por Danuta Hübner, Comissária para a Política Regional, e Luc Van den Brande, Presidente do Comité das Regiões da UE. A sexta edição das JORNADAS ABERTAS, a Semana Europeia das Regiões e Cidades, realiza-se em Bruxelas de 6 a 9 de Outubro. Esta edição conta com 217 regiões e cidades de 32 países como parceiros e esperam-se participantes de muitos outros países. Realizar-se-ão 120 eventos em Bruxelas e cerca de 250 eventos locais em toda a Europa durante as JORNADAS ABERTAS, que se transformaram na mais importante reunião anual de responsáveis políticos ao nível regional e da UE, de peritos e representantes da banca, do mundo dos negócios e de grupos da sociedade civil. A Comissária Hübner declarou: «Estamos num período de reflexão e de discussão sobre as prioridades futuras da política de coesão: seu âmbito, impacto e ainda a melhor maneira de a adaptar a novos desafios. Aguardo com interesse as JORNADAS ABERTAS deste ano, que serão uma boa oportunidade de envolver as regiões e cidades mais intimamente neste processo, à medida que as nossas ideias começam a tomar forma. O trabalho desenvolvido deverá ser reunido num documento que publicaremos na Primavera de 2009 e que apresentará as primeiras ideias concretas para a política de coesão após 2013.».
O Presidente do Comité das Regiões, Luc Van den Brande, afirmou: «As JORNADAS ABERTAS estão já solidamente estabelecidas no calendário da UE como o evento que reúne os actores públicos e privados da arena política regional. É uma oportunidade para que as regiões e as cidades partilhem histórias e ideias de êxito, sublinhem o seu empenho em proporcionar empregos e crescimento sustentáveis, e a sua vontade de enfrentar em conjunto desafios importantes, como as alterações climáticas, entre outros. Não obteremos todas as respostas neste espaço de 2 km² em Bruxelas – temos de construir a Europa em parceria. Muito me apraz que, no âmbito das JORNADAS ABERTAS, as regiões e as cidades organizem cerca de 250 eventos nos Estados-Membros e ajudem esta mensagem a chegar ao nível nacional.».
O evento permitirá aos participantes partilhar as primeiras experiências obtidas com a aplicação local e regional dos 345 programas da política de coesão em 2007-2013 beneficiando de um investimento de 500 mil milhões de euros, aproximadamente, da UE e dos fundos nacionais. O debate sobre o futuro desta política após 2013 continua a decorrer, esperando-se que a Comissão adopte um importante Livro Verde sobre a coesão territorial pouco antes das JORNADAS ABERTAS.
Os seminários e debates das JORNADAS ABERTAS 2008 centrar-se-ão em quatro temas:
- Regiões inovadoras: promover a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação;
- Desenvolvimento sustentável: respostas regionais às alterações climáticas;
- Cooperação e trabalho em rede: intercâmbio das melhores práticas de desenvolvimento regional;
- Preparar o amanhã: uma política de coesão europeia para o futuro.

As JORNADAS ABERTAS 2008, organizadas conjuntamente pela Direcção-Geral da Política Regional da Comissão Europeia e pelo Comité das Regiões, deverão atrair cerca de 5 000 peritos regionais e locais a Bruxelas. Estarão representadas regiões e cidades parceiras de 26 Estados-Membros, bem como outras da Turquia, Croácia, Noruega, Suíça e – pela primeira vez – da Bósnia-Herzegovina e Islândia. A França registou o número mais elevado de parceiros (22), seguida por Itália e Espanha (19), pelo Reino Unido (18) e pela Polónia (17). Além destes, espera-se ainda que contribuam para o evento representantes de outros países, incluindo a China, a Rússia, o Brasil e a Sérvia, e de organizações internacionais. As JORNADAS ABERTAS serão igualmente uma oportunidade para que as empresas privadas, as instituições financeiras e as organizações da sociedade civil se reúnam com os intervenientes regionais. O Banco Europeu de Investimento, a Businesseurope, a organização patronal europeia, a Siemens, a General Electric, a Philips, a Veolia e o Serviço de Acção dos Cidadãos Europeus estarão entre as organizações representadas na área de exposição e de reunião do evento, designada «Investors Café».

Verdade na política...

Powerpoint Presentation Templates

Uno de cada tres niños canarios vive por debajo del umbral de la pobreza

Segundo o jornal "La Provincia" em texto da jornalista Carmen Santana, "uno de cada tres niños (alrededor del 33% de la población infantil) viven en Canarias por debajo del umbral de la pobreza, lo que sitúa a esta comunidad autónoma por encima de la media del Estado, en el que poco más de un millón y medio de menores padecen escasez de recursos.Así, elArchipiélago encabeza junto a Andalucía yExtremadura el ranking nacional de pobreza infantil, frente a la media estatal que estipula que uno de cada cuatro niños son pobres. Buena parte de esos infantes están en situación de pobreza tipificada como moderada, mientras un 3% del total sobrevive en la pobreza extrema.Hogares con familias numerosas, otros en los que el cabeza de familia está desempleado, o monoparentales (sobre todo los formados por mujeres), constituyen el prototipo de estructura familiar en el que viven más menores en situación de pobreza.Estos son algunos de los datos extraídos del estudio Familia, Infancia y Privación Social, obra de Luis Ayala Cañón, profesor de Economía Aplicada de la Universidad Juan Carlos I, que presentó esta semana en el Club Prensa Canaria en un debate promovido por Cáritas Diocesana de Canarias. El estudio, del que son coautoras Rosa Martínez López y Mercedes Sastre García, también profesoras de la misma materia, señala como conclusiones más relevantes que la pobreza afecta cada vez más a los colectivos situados fuera del mercado laboral, y que la infantilización de la pobreza es una característica que se extiende, cada vez más, en España y en el ámbito internacional.El mayor porcentaje de niños pobres en Canarias frente a la media del Estado, en el que uno de cada cuatro vive por debajo del umbral de pobreza, se corresponde con el mayor nivel de indigencia general que se registra en el Archipiélago. Al respecto, Cáritas recuerda que la tasa de pobreza se sitúa en Canarias en el 28,5%, mientras que la que afecta a los niños se coloca en un 33%".

Global Warming

Países: Suiça no Inverno

Paises: Islândia

Os números do islão

o 3 vezes maior - A taxa de natalidade entre os muçulmanos na Europa é três vezes superior à dos não-muçulmanos europeus;
o 20 milhões - Dos 450 milhões de cidadãos da Europa, cerca de 20 milhões são muçulmanos. Se a Turquia entrar na União Europeia, este número subirá para cerca de 70 milhões;
o 4% - A população muçulmana duplicou nos últimos três anos para representar 4 por cento da população da União Europeia;
o Metade dos alemães - O Islam Archive Central Institute, um think tank governamental germânico, prevê que os muçulmanos serão a população dominante na Alemanha até ao final deste século;
o 4000 templos - No último século, foram construídas mais mesquitas do que igrejas em França, onde a segunda maior população muçulmana da Europa tem agora ao seu dispor cerca de 4000 templos, segundo a revista espanhola Alba;
o 4000 igrejas fechadas - No Reino Unido, segundo o think tank Christian Research, cerca de 4000 igrejas irão fechar nos próximos 15 anos (algumas já foram transformadas em mesquitas, restaurantes, cafés, galerias de arte e até numa escola para acrobatas de circo);
o Mais muçulmanos - Dentro de 35 anos, haverá na Grã-Bretanha duas vezes mais muçulmanos a rezar nas mesquitas à sexta-feira do que cristãos nas igrejas ao domingo - a participação destes na oração semanal já é actualmente de apenas 6,3 por cento, contra 51 por cento de muçulmanos que dizem rezar todos os dias;
o 1 milhão - Cerca de 1 milhão de novos imigrantes muçulmanos, sobretudo provenientes do Norte de África, chegam todos os anos à Europa Ocidental;
o Um em cada cinco - Até 2050, prevê-se que um em cada cinco europeus será muçulmano;
o Islamistas - Menos de 10 por cento dos muçulmanos da Europa apoiam activamente causas islamistas radicais, segundo o académico francês Olivier Roy, autor de Globalized Islam: The Search for a New Ummah.
Fontes: Council on Foreign Relations e Cybercast News Service (Publico)

Números de Portugal

· 5.587.300, era o total da população activa, no final de 2007, segundo o INE;
· 1.186.800, eram os trabalhadores por conta própria no final de 2007, segundo o INE;
· 898.000, era o número de trabalhadores por conta própria isolados, em Fevereiro passado, segundo o INE (destes, de acordo com os especialistas, cerca de metade serão "falsos recibos verdes");
· 684.800, era o número de trabalhadores com contrato de trabalho com termo em 2007, segundo o INE;
· 28% da população activa serão trabalhadores individuais por conta própria (vulgo "recibos verdes") e trabalhadores a contrato com termo;
· 21% da população activa é o valor estimado de "falsos recibos verdes" (cerca de 500 mil) mais os contratados com termo.

Comissão Europeia propõe melhorar o acesso do público aos documentos das instituições europeias

Segundo a Comissão Europeia, foram adoptadas "alterações às regras de acesso aos documentos das instituições da UE. Estas alterações reafirmam o compromisso da Comissão com a transparência, actualizam as regras, de modo a reflectir a jurisprudência recente, e têm como objectivo melhorar a eficácia da resposta das instituições aos pedidos dos cidadãos. O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, declarou: «No início do meu mandato, sublinhei a necessidade de reforçar a transparência do nosso trabalho. As regras de acesso aos documentos estão a ser aplicadas correctamente. Estas alterações pretendem dar resposta à evolução da jurisprudência do Tribunal e melhorar o acesso dos cidadãos europeus aos documentos». Segundo afirmou Margot Wallström, Vice-Presidente da Comissão e responsável pelas Relações Institucionais e Estratégia de Comunicação: «O nosso objectivo é aumentar a transparência, o acesso, o alcance e a compreensão. O direito dos cidadãos à informação é fundamental em qualquer sistema democrático. O acesso aos documentos constitui um instrumento essencial para a democracia e estamos firmemente empenhados em melhorá-lo.A proposta da Comissão, sob a forma de um novo texto consolidado, privilegia a difusão activa da informação e alinha o regulamento com as disposições relativas ao acesso à informação ambiental da convenção de Aarhus. Clarifica, além disso, a definição de «documento», incluindo, por exemplo, o conteúdo das bases de dados electrónicas, sempre que seja possível extrair informação através de uma impressão em papel ou em formato electrónico".

Câmaras PSD são as piores a pagar

Segundo o DN de Lisboa, num texto do jornalista Rudolfo Rebelo, "há câmaras com atrasos de dois anos para com fornecedores, e existe mesmo um caso curioso: a Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, que demora quatro anos a "saldar" contas. Pelo menos 17 autarquias mantêm vivas dívidas a mais de um ano, afectando as tesourarias e balanços de milhares de empresas.Das dez autarquias que demoram mais tempo a pagar, oito são geridas pelo PSD e apenas duas pelo PS. A Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro, necessita de 629 dias para regularizar as facturas dos fornecedores, estando em segundo lugar no top ten da lista elaborada pelas Finanças, atrás de Oliveira de Azeméis, outra autarquia social-democrata.Na administração do Estado, em matéria de prazos de pagamento, há contrastes: a Madeira, governada por Alberto João Jardim e que "espreita" a oportunidade de ser primeiro-ministro (poderá ser candidato a líder do PSD), demora 284 dias a pagar aos fornecedores. Os Açores, apenas dois dias. No cômputo geral, o prazo médio de pagamento dos municípios chega aos 136 dias, isto sem incluir as câmaras de Lisboa e Porto (esta última com as Finanças a confirmarem os dados fornecidos pelo social-democrata Rui Rio).Os prazos de pagamento das empresas públicas estão além dos 90 dias. Em média, demoram 113 dias e figuram empresas como a RTP, Metro do Porto ou a CP. O Governo, ao abrigo do programa "Pagar a Tempo e Horas", impõe para 2008 a redução em 15% o prazo de pagamentos a fornecedores, responsabilizando os dirigentes públicos pelo cumprimento das metas".

Maio de 68: "E não se pode repeti-lo?"

Com este título e da autoria do jornalista do Publico, Miguel Gaspar, escreve o jornal: "Maio foi a história das mulheres e dos homens que há 40 anos se encontraram nas ruas de Paris partilhando um desejo de liberdade sem precedente e desafiaram os poderes e os costumes exigindo o impossível - e exigindo-o já. Sede de um eterno presente, Maio, se tivesse uma banda sonora, poderia ser La valse a mille temps de Brel, na qual Paris qui marque la mesure/ laisse enfin exploser sa joie ("Paris que marca o tempo/ deixa enfim explodir a sua alegria"). A Paris que marca o tempo (no sentido musical) torna-se também a Paris que marca o tempo histórico. E é a valsa de todos os tempos possiveís.A canção é citada pelo antigo soixante huitard André Glucksmann em Mai 68 Expliqué à Nicolas Sarkozy (o livro que assina com o filho, Raphaël, e onde tenta justificar um controverso apoio eleitoral ao Presidente francês), como se Paris em 68 tivesse sido esse momento - eventualmente irrepetível? - em que uma cidade se teria libertado da História, como uma valsa que já não estivesse confinada a um compasso de três tempos. Talvez seja por isso que o Maio em que se decretou que dois e dois já não eram necessariamente quatro seja uma história de mil tempos, mas também mil vezes contada. 2008, já passaram 40 anos, a memória regressa. Em parte porque nunca saberemos se o próprio Maio irá voltar. O sociólogo Jean-Pierre Le Goff fazia essa pergunta em Mai 68: L"Héritage Impossible, escrito na penúltima estação em que o comboio da memória de 68 parou (1998): "Quando os conflitos sociais ganham dimensão, a referência regressa sempre: iremos conhecer um novo Maio de 68?"Maio, a "divina surpresa" (segundo Le Goff) que ninguém antecipava na França de 1968 que "se aborrecia", como se escreveu num editorial que ficaria célebre; Maio, a cidade das barricadas, da greve geral, dos slogans escritos não se sabe por quem, da revolta inspirada na crítica do quotidiano do movimento situacionista de Guy Débord e na afirmação da ideia de emancipação e de autonomia dos indivíduos de Cornelius Castoriadis e do grupo Socialismo ou Barbárie, Maio que deixou uma marca no tempo que porventura ultrapassa um mês de festa e de revolta espontânea, encerrado no fim do mês com a enorme manifestação a favor de De Gaulle e a posterior e esmagadora vitória da direita nas legislativas antecipadas".

Maio de 68: 60% não sabem, mas calma

Da autoria dos jornalistas Inês Santinhos Gonçalves e Bruno Nunes, o Publico recordou o aniversário do Maio de 68: "Quem não sabe, não sabe, concluímos depois de falar com 300 estudantes universitários em Lisboa sobre o Maio de 68. Sabem o que foi? Cinquenta por cento disseram logo que não. Depois, quando perguntámos exactamente o que era o Maio de 68 aos que tinham dito que sabiam, 21 por cento deu, afinal, uma resposta errada. No total, 60 por cento dos estudantes não reconheciam o acontecimento.Entre as respostas sobre o que, supostamente, foi o Maio de 68, ouvimos coisas como "foi a revolta estudantil em Coimbra", foi a "tentativa de golpe militar falhado que deu azo ao de 1974" e "foi o primeiro ano em que se comemorou o 1º de Maio".Calma, sugere Fernando Rosas, historiador e professor Catedrático da Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e dirigente do Bloco de Esquerda. "Se fossem perguntar aos estudantes da minha geração o que tinha sido o Ultimato ou o Regicídio, também havia muitos que não sabiam. As coisas têm que ser relativizadas."O P2 entrevistou 309 estudantes de seis faculdades lisboetas, de áreas de estudo distintas. A maioria dos estudantes abordados aceitou participar e os resultados não podiam ser mais díspares: 70 por cento dos entrevistados que frequentam cursos de áreas científicas (Faculdade de Ciências, Faculdade de Economia e Instituto Superior Técnico), nunca tinham ouvido falar do Maio de 68. Para alguns a pergunta pareceu até bastante despropositada: "Em 68 ainda não tinha nascido, como é que querem que eu saiba?", disse ao P2 uma aluna do IST.Na área das humanidades (Faculdade de Letras, Faculdade de Direito e Faculdade de Belas-Artes), os resultados foram opostos, com 75 por cento dos alunos a responderem "sim". À pergunta "sabe o que foi o Maio de 68?", a área de estudo revelou-se um indicador decisivo. Já o género foi indiferente, com quase os mesmos "sins" e "nãos" em homens e mulheres. A idade ou o ano que frequentavam também não revelaram diferenças.Caetano esteve lá?Perante o resultado do nosso inquérito não científico, Fernando Rosas defende que os estudantes saberiam mais sobre o Maio de 68 "se houvesse um movimento associativo estudantil mais politizado, mais activo, mais interveniente, onde esse património provavelmente circularia de forma mais presente".

Las dietas de los 106 altos cargos del Gobierno de Canarias suben un 15% en seis años

Segundo o "La Provincia", num texto do jornalista R. Costa, "las dietas y los gastos por desplazamiento de los altos cargos de la Comunidad Autónoma de Canarias se han incrementado un 15% desde el año 2002 sólo en el apartado correspondiente a las comisiones de servicio en territorio nacional, pasando de 134,5 a 155,9 euros diarios, cantidad en la que se incluyen la manutención (53,34 euros diarios) y el alojamiento (102,56 euros). Sin embargo, la maraña administrativa que caracteriza a la Comunidad Autónoma también es trasladable a la percepción de dietas, gastos y pluses por parte de los responsables públicos autonómicos en el ejercicio de sus funciones por traslados entre islas para actos oficiales, los desplazamientos habituales entre las sedes del departamento (si la sede oficial está en una isla diferente a la de residencia del cargo), asistencia a las comisiones y plenos del Parlamento y otros conceptos que se añaden a las retribuciones estipuladas por la ley de Presupuestos.El actual Gobierno de Canarias cuenta con 106 altos cargos entre consejeros, viceconsejeros, directores generales y asimilados. Para ellos está estipulado que, además de la retribución de su cargo, percibirán las dietas o indemnizaciones por las actividades compatibles en concepto de transporte (que lo paga directamente la Administración en acuerdo con las compañías de transporte), alojamiento y manutención, a excepción de la asistencia a las sesiones de órganos colegiados de la Administración o consejos de administración de las empresas públicas.Las dietas de los altos cargos de la Comunidad Autónoma de Canarias se regulan a partir del Decreto 251/1997 de 30 de septiembre que recoge el reglamento de indemnizaciones por razón del servicio. En aquel momento, la cuantía aprobada fue de 22.400 pesetas para los altos cargos, cantidad que se ha ido actualizando en las leyes anuales de los presupuestos de la Comunidad Autónoma".

Política: cidadão exemplar...

Política: o nascimento de uma estrela socialista...

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Madeira: Partidos não prestam contas do dinheiro que recebem

Segundo o jornalista Tolentino Nóbrega do Publico, "os grupos parlamentares, deputados únicos e independentes não apresentaram ao Tribunal de Contas (TC) documentação justificativa da utilização dada às subvenções recebidas da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) para assessoria e apoio aos deputados, seus contactos com os eleitores e demais actividade parlamentar. Os auditores do TC concluíram que a documentação de suporte existente na ALM relativa às transferências efectuadas em 2006, no montante global de 5,6 milhões de euros, é insuficiente para justificar a sua utilização para as finalidades legalmente previstas. Dois terços desta verba (3,6 milhões) foram transferidos para a conta bancária do PSD, que recusou prestar contas quanto à parte desse montante que terá sido usada em campanhas eleitorais e acção partidária. O PS também utilizou os 1,3 milhões de euros recebidos em "despesas que se afiguram contrárias à consignação legal das subvenções atribuídas pela ALM, visto não se destinarem a financiar encargos relacionadas com a actividade parlamentar". O mesmo aconteceu com os 174 mil euros transferidos para o CDS-PP e os 194 mil atribuídos ao PCP.A representação parlamentar do BE "atribuiu donativos ao partido e realizou despesas com refeições em 2006 no montante global de 26,2 mil euros", que "extravasam o âmbito da actividade parlamentar". Também os deputados independentes João Isidoro e Ismael Fernandes, que tinham sido eleitos pelo PS, utilizaram, respectivamente, 36,7 e 35,7 mil euros em pagamentos ao arrepio dos fins legalmente previstos". Leia ainda, sobre este tema, no mesmo jornal, Apoios sem paralelo e Deputados usam verbas da assembleia para fins particulares.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Fantastic Pictures


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Beautiful Nature

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FORTE DESEMPENHO DO INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO

Li aqui que a "África tem vindo a assistir a um forte crescimento do investimento directo estrangeiro (IDE) nos últimos anos, tendo as entradas de IDE atingido 36 mil milhões de dólares americanos em 2006, em comparação com 2,4 mil milhões de dólares em 1985, e prevê-se que, em 2007, se mantenha a um nível de aproximadamente 36 mil milhões de dólares. Estes valores são apresentados em pormenor no relatório World Investment Directory: Africa, divulgado hoje pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), por ocasião da abertura do Fórum Mundial do Investimento, realizado no âmbito da UNCTAD XII, em Acra, no Gana.As entradas de IDE em países africanos, em 2006, equivaleram a um quinto da formação bruta de capital fixo na região (Figura 1). Em muitos países, o IDE aumentou nos sectores primário e dos serviços, em parte devido à exploração dos vastos recursos naturais de África e a uma série de projectos nacionais de privatização. Assim, o stock de IDE entrado na região aumentou para 315 mil milhões de dólares americanos em 2006, prosseguindo a sua longa tendência ascendente desde 1985, ano em que se situava em 42 mil milhões de dólares.
O recente aumento das entradas de IDE na região de África, especialmente durante o período de 2001-2007, deveu-se ao efeito de duas forças: uma subida em espiral dos preços dos produtos de base e um ambiente de investimento mais positivo. Estas mudanças foram apoiadas por reformas dos quadros de políticas relativas ao IDE, que incluíram, entre outras medidas, alterações aos regulamentos em matéria de exploração de recursos naturais. Vários países africanos também receberam da comunidade internacional promessas de um aumento da ajuda. Além disso, os doadores internacionais ofereceram-se para apoiar iniciativas de desenvolvimento regional, impulsionar o desenvolvimento de infra-estruturas e conceder mais acesso aos mercados, tudo factores que contribuem para o IDE. No entanto, o aumento recente das entradas de IDE não conduziu a um aumento da parcela de IDE mundial detida por África, que, essencialmente, corresponde à parcela do produto interno bruto (PIB) e do comércio mundiais detida pelo continente africano. Entre 2000 e 2006, as entradas de IDE em África mantiveram-se inalteradas, situando-se em cerca de 2-3% (2,7% em 2006). A expansão das entradas de IDE na região foi também assimétrica. Em 2006, a sub-região do Norte de África e alguns dos maiores produtores de recursos naturais da região, tais como Angola, a Nigéria e a África do Sul, absorveram a maior parte do IDE total".

Censura na Internet

Mesmo grávida visitou as tropas no Afeganistão

A ministra espanhola da Defesa visitou as tropas espanholas no Afeganistão. A gravidez de 7 meses não a impediu de fazer a longa viagem de 10 horas (veja aqui o video da notícia da RTP).

"Também queremos ficar nesta fotografia"

Com este titulo, e num trabalho da jornalista Inês Nadais, publicou o jornal Publico um trabalho, interessante e actual, para o qual chamamos a atenção: "Temos de fazer esta pergunta retórica: onde é que Portugal estava, quando Zapatero nomeou nove ministras para acabar de vez com a Espanha como nós a conhecíamos? Estava aqui, dizem ao P2 observadores e participantes da vida política portuguesa: numa galáxia muito distante. Sabemos que vamos ter um governo paritário - só não sabemos quando. Também temos fotografias históricas, nós. São dos anos 70: Maria de Lourdes Pintasilgo a tomar posse como primeira-ministra do V Governo Constitucional, em Julho de 1979 (e é incrível como nós, que adoramos recordes do Guinness, não nos orgulhamos disto: Thatcher, a primeira mulher a governar um país europeu, chegou lá antes, mas só dois meses antes), e depois, 30 anos depois, duas mulheres num governo que também tem fotografias modernas, mas de um homem a fazer jogging na Praça Vermelha.José Sócrates quis ser moderno assim. Zapatero quis ser moderno com um governo que acabou de vez com a Espanha como nós a conhecíamos - um governo absolutamente paritário (se o quisermos contabilizar a ele) ou até mais do que paritário (sem Zapatero, a proporção é de nove ministras para oito ministros) - e com esta fotografia de Carme Chacón, 37 anos, grávida de sete meses, na cadeia de comando de um mundo de homens. Já houve outras ministras da Defesa - em países que nos habituámos a olhar de baixo para cima, como o Japão, o Canadá e a Finlândia, e em países que nos habituámos a olhar de cima para baixo, como o Equador e o Cazaquistão -, mas nunca houve uma ministra da Defesa que nos obrigasse a achar que podíamos ser nós ali na fotografia. Agora estamos a 600 quilómetros disso - mas numa galáxia ainda muito distante. Foi o que disseram ao P2 alguns observadores e participantes da vida política portuguesa. Outros disseram que uma viagem de 600 quilómetros é coisa que se faz numas horas (mesmo sem o TGV)".

Bush no seu melhor - tudo o que faltava ver...

Gaffes dos Políticos

As melhores frases e gafes de 2007 (política)

(SIC)

Santana Lopes pede perdão a Marques Mendes

Debate aceso no Parlamento

Sócrates "versus" Santana

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Governo cubano anuncia aumento de reformas e salários

Li aqui que "o Governo cubano anunciou hoje que, em Maio, vai aumentar o valor das reformas e pensões da população. Segundo o jornal oficial Juventud Rebelde, o reajuste beneficiará 99% dos aposentados, que actualmente recebem até 400 pesos cubanos (cerca de 17 dólares) por mês. O valor da reforma mínima mensal aumentará 20%, de 164 para 200 pesos cubanos (de 6,80 para 8,30 dólares). As famílias que beneficiem de subsídios da segurança social receberão um aumento de 25 pesos cubanos (1 dólar) cada um, o que fará a pensão mínima desse sector crescer de 122 para 147 pesos cubanos. O aumento das reformas e pensões beneficiará 2,15 milhões de pessoas - Cuba tem 11 milhões de habitantes - e, ao todo, farão os gastos da Previdência aumentar em 810 milhões de pesos cubanos ao ano (mais de 32 milhões de dólares). Ainda de acordo com o Juventud Rebelde, mais de nove mil funcionários do Supremo Tribunal e da Procuradoria Geral receberão, a partir de Maio, um aumento médio de 211 pesos cubanos (8 dólares). Para juízes e procuradores, o aumento será de 425 pesos cubanos (aproximadamente 17 dólares). O custo anual dos aumentos salariais no sistema judicial será de 27 milhões de pesos cubanos (pouco mais de 1 milhão de dólares), e o salário médio crescerá de 360 para 559 pesos cubanos (55%). O Juventud Rebelde afirma que o objectivo é «reduzir as desigualdades sociais e conseguir que cada cidadão viva do seu trabalho e da sua pensão». A publicação acrescenta que «os aumentos salariais serão aplicados por sectores e prioridades, sempre a partir de uma rigorosa avaliação das condições económicas e financeiras como premissa para executá-los». «Actualmente, não é possível aplicar o aumento salarial a todos os sectores, já que o país não dispõe, neste momento, dos recursos necessários», explica o jornal oficial".

Assessoria política: entrevista com António Cunha Vaz

Num trabalho dos jornalistas Paulo Moura (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotos), do Publico, chamo a atenção para a entrevista publicada por este jornal com Cunha Vaz: "Se Menezes se recandidatasse contra Manuela Ferreira Leite, ganhava. A política é um circo. Ser agente de comunicação, em simultâneo, de vários bancos concorrentes, de políticos e de um clube de futebol pode ser bom para todos. Exercer influência não é crime. Excerto de uma conversa com António Cunha Vaz, um homem farto de estar na sombra. António Cunha Vaz é desde 2003 dono de uma agência de comunicação que, nos primeiros três anos, se tornou na mais importante do país. Foi funcionário da Assembleia da República, quando ainda estudava, trabalhou na Comissão Europeia, foi assessor da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, director de comunicação do BCP, departamento que criou em 1996, consultor de diversas instituições, administrador da ONI e de outras empresas. Os colegas de profissão odeiam-no. Dizem que subiu à custa de amigos poderosos e de métodos pouco ortodoxos. Os jornalistas temem-no, os comentadores falam dele como se se tratasse do demónio em pessoa. Entretanto, Cunha Vaz, um homem de 44 anos com um metro e meio de altura, num ramo de negócio onde a amizade é fundamental, não pára de crescer. Nesta entrevista fala-nos dos bastidores da campanha de Luís Filipe Menezes, o seu último fracasso".

Como integrar ficheiros numa apresentação Powerpoint

How to make effective presentation

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Sobre o 25 de Abril

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Presidente da República, lançou alerta aos partidos no dia da Liberdade
Cavaco Silva está preocupado com o desinteresse dos jovens pela política e afirmou que isto acontece por incapacidade dos políticos. a mensagem chave do discurso do 25 de Abril no Parlamento, onde Cavaco pediu ainda aos partidos para não serem nem autistas nem pessimistas (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Para muitos o 25 de Abril é pouco mais do que um simples dia feriado
Ainda esta semana uma equipa da RTP assistiu a uma aula de história, do 9º ano, precisamente sobre o 25 de Abril. E o que se verifica? Os alunos são pouco intervenientes e a grande maioria desconhece os factos que originaram a mudança de regime (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Estudo revela forte ignorância dos jovens portugueses
Foram colocadas três questoes: quem foi o primeiro presidente da república português eleito após o 25 de Abril; se o PS tem actualmente maioria parlamentar; e quantos são os países da União Europeia. Metade dos jovens entre os 15 e os 17 anos não soube responder a nenhuma das questões (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Primeiro-ministro em sintonia com Presidente da República
José Sócrates diz partilhar a mesma preocupação do Presidente da República, sobre o distanciamento dos jovens. O Primeiro Ministro acrescenta que o país nunca deu tantas condições aos adolescentes para prepararem o futuro (
veja aqui o vídeo da RTP)
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Lembrando Sá Carneiro

(...)"Ainda mal se arrumara a casa e já se estava a partir para outra: as eleições presidenciais. Lá chegaremos, em breve, e ao dramatismo que as antecedeu. A pausa que fazemos é para introduzir dois excertos de uma entrevista de Proença de Carvalho a Maria João Avillez 27 que poderão ajudar a compreender os seus pontos de vista. O primeiro é sobre o critério que defendia para uma política de Informação televisiva. À pergunta da jornalista, Proença concedeu: “Terei de lhe responder em síntese. E assim direi que deve visar uma Informação rigorosa, isenta, pluralista, independente de todos os poderes, acessível ao grande público, interessante ao nível do espectáculo, propiciadora dos valores nacionais, da democracia pluralista e da pessoa humana.” O segundo diz respeito à já então próxima eleição do Presidente da República. Maria João Avillez, depois de ter ouvido de Proença de Carvalho que no anterior acto eleitoral a exclusão do PCP dos “face a face” que a RTP realizou tinha resultado de “uma sóbria análise que o Executivo só poderia alternar entre a AD e a FRS”, provocou-o com a pergunta: “Foi esse também o raciocínio que usou em relação aos candidatos à Presidência da República? Simplesmente aqui, parece que correu pior... Estou-me a lembrar de Pires Veloso...28 ”Resposta de Proença: “Sim. Durante a campanha eleitoral, a RTP cumprirá escrupulosamente a lei, concedendo a todos os candidatos uma rigorosa igualdade de oportunidades. Antes dessa fase e sendo à RTP que compete decidir sobre a sua programação, tendo em conta os objectivos da sua existência, deve fazê-lo de modo a procurar esclarecer o melhor possível os portugueses sobre as várias hipóteses possíveis e viáveis. E nessa medida considera errado escamotear a realidade que é a do peso relativo dos diversos candidatos em função das forças politicamente organizadas que os apoiam, da própria representatividade pessoal na vida pública nacional, etc.”
Sobre as vésperas do acto eleitoral reapareceu a Informação/2, assim falhando as previsões dos que a davam como morta. Carlos Pinto Coelho, Amaral Marques e Miguel Sousa Tavares assumiram as responsabilidades da edição. Eram, curiosamente, os mesmos que as detinham quando Proença de Carvalho chegou à RTP e se propôs reestruturar os blocos noticiosos do 2º Canal, para o que contou com as diligências de Duarte Figueiredo, a suspensão da actividade por um mês e a colocação noutras funções de alguns dos seus jornalistas.29 Parecia conseguida uma certa estabilidade para os desempenhos profissionais que se avizinhavam, exigidos por um País confiante na abertura informativa que a RTP iria dedicar à eleição do Presidente da República, a 7 de Dezembro. Mas o desastre aéreo que, 3 dias antes, vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, quando o avião em que viajavam para o Porto ainda mal descolara da Portela, eram 20 h. 17 m. 02 s., veio exigir um esforço suplementar aos jornalistas da RTP que, pouco depois, estavam no local, registando imagens que, guardando embora o valor histórico que evidentemente as exornam,sempre se mostraram insuficientes para o cabal esclarecimento da catástrofe, de que não houve, como se sabe, sobreviventes. Mas não se pense que foi empresa fácil a recolha dessas imagens. Não foi, porque as autoridades presentes em Camarate, no local do acidente, dificultaram quanto lhes foi possível, inexplicavelmente, o trabalho dos jornalistas, podendo mesmo alguns deles queixar-se de danos provocados nos equipamentos de registo de imagens e sons.
Ao Ministro da Administração Interna, Eurico de Melo, coube confirmar, oficialmente o acidente. Logo depois a RTP interrompia o curso normal da emissão e, pela voz, naturalmente emocionada, de Raul Durão, informava: “Francisco Sá Carneiro, Primeiro-Ministro de Portugal, faleceu há pouco mais de uma hora, num desastre de aviação. Na avioneta em que viajava Sá Carneiro seguia também sua mulher Snu Abecassis; Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, e mulher; António Patrício Gouveia, chefe de gabinete do Primeiro-Ministro; e os dois pilotos.”
Foi uma noite vivida com emoção em todo o País, sendo que os estúdios do Lumiar foram um dos centros nervosos para onde convergiram, desde logo, não apenas dirigentes da RTP, ao mais alto nível, mas também algumas dezenas de funcionários que, mesmo não estando de serviço, se disponibilizaram para eventuais tarefas que, com efeito, viriam a ser programadas e entre as quais são de referir, por imediatas, as coordenadas pelas Relações Internacionais e que levaram à rede da Eurovisão as primeiras imagens da tragédia. Pela noite dentro a emissão foi cortada por intervenções do Presidente da República, Ramalho Eanes, e do Vice-Primeiro-Ministro, Freitas do Amaral, que dirigiram aos portugueses mensagens sinalizadas pela consternação e também pelo desejo de honrar a memória dos desaparecidos como, por certo, eles mais desejariam – pela consolidação de grandes objectivos da vida nacional e da instituição democrática.
Proença de Carvalho começou, nessa mesma noite, a dinamizar um pequeno grupo de trabalho (de que, entre outros, fizeram parte, o realizador Luís Andrade e o assessor Nuno Cintra Torres, 30 com vista à cobertura das cerimónias fúnebres que se iriam realizar nas próximas horas. Foram mobilizados todos os meios técnicos (alguns deslocados do Porto) e planificou-se o trabalho de modo a que a reportagem de rua fosse total, com câmaras e comentadores postados nos locais mais emblemáticos da cidade, também eles propiciadores de melhor moldura humana. Sábado, 6 de Dezembro, teve uma tarde de luto, levada de Lisboa para todo o País pela transmissão contínua da RTP, lamentavelmente ferida por circunstâncias várias de aproveitamento político, por vezes despudorado, e que, ainda hoje, tantos anos passados, permanecem ligadas a um acontecimento que mais não devia ter sido do que pungente para todos os portugueses. 31
Eanes venceu as eleições realizadas no dia seguinte, não havendo pois necessidade de uma segunda volta. A RTP, saída de enorme esforço de produção de reportagem, recarregou energias, concentrou novas atenções e deu à cobertura do acto eleitoral o número de horas de emissão que se justificava – elevado, naturalmente, como vinha sendo hábito em actos idênticos. Noite e madrugada, emissões diferentes em cada canal, mas um propósito único de levar ao espectador um produto informativo de qualidade. Na RTP-1, José Eduardo Moniz foi o responsável pelo noticiário eleitoral (com Fernando Balsinha e Adriano Cerqueira também nas apresentações) e não faltaram, uma vez mais, intermédios musicais (portugueses) para cobrir os chamados pontos-mortos. Houve as habituais intervenções do estúdio do Lumiar (central de comando) e fixaram-se equipas na Gulbenkian e nas sedes das candidaturas dos generais Ramalho Eanes e Soares Carneiro, enquanto que os outros candidatos foram assistidos por equipas móveis. Na RTP-2 a responsabilidade da emissão esteve com Carlos Pinto Coelho, auxiliado por Amaral Marques. Deu-se entrada frequente à RTP-Porto e a presença da equipa de Serras Gago foi determinante, até porque reincidiu nas boas previsões. Para aligeirar, música estrangeira, da melhor, como em Outubro
. (fonte: RTP)

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27 Expresso, 15.11.1980.
28 Margarida Marante e Pedro Oliveira já tinham a emissão “no ar” e Pires Veloso no estúdio quando este se recusou a ser entrevistado. O que fez foi ler um comunicado dando conta das suas razões face ao tratamento, que considerou discriminatório, que a RTP estava a dar aos vários
Ver maiscandidatos às eleições presidenciais. Voltar a fechar
Também o candidato Ramalho Eanes teve uma intervenção na RTP para se manifestar contra os critérios da estação que, entendia, discriminavam direitos ao tempo de antena dos demais candidatos.
29 António Mega Ferreira, que trabalhava na RTP com o estatuto de “requisitado” à agência noticiosa ANOP, viu-se na contingência de aí regressar, após a RTP ter “revisto” a sua situação profissional. Terá tido alguma importância nessa decisão o facto de ter participado num tempo de antena da recandidatura de
Ver maisEanes? Certo é que nada lhe valeu ter sido uma figura carismática do melhor período da Informação/2 nem de o considerarem a revelação televisiva de 1978. Voltar a fechar
30 No seu livro Televisão Política (edição Círculo de Leitores, Lisboa 1996), Nuno Cintra Torres escreve: “No Verão de 1995, Mário Mesquita entrevistou-me para um livro em preparação sobre a cobertura televisiva da cerimónia fúnebre de Sá Carneiro, que constitui a sua tese de doutoramento pela Universidade de Lovaina. Contei-lhe Ver maisas peripécias por que passei para, conforme pretendia Proença de Carvalho, ajudar a organizar e depois manter no ar a emissão de Televisão sobre o cortejo fúnebre e enterro de Sá Carneiro, o tempo que fosse necessário, contra a vontade dos comunistas, que naquela época ainda infestavam a RTP. Estava-se em véspera de eleições presidenciais – Ramalho Eanes v. Soares Carneiro – e a decisão de Proença de Carvalho, que eu transmiti à régie de emissão e que fiz cumprir, de que a emissão só acabaria quando acabasse o enterro, suscitou a maior controvérsia e oposição. O Partido Comunista, que apoiava Ramalho Eanes em conjunto com uma ala do Partido Socialista, de que fazia parte Mário Mesquita e tinha a oposição de Mário Soares, tentou por todos os meios impedir a emissão. Sabíamos intimamente que a eleição estava perdida para o candidato de Sá Carneiro e que a emissão, com toda a probabilidade, não iria mudar o sentido de voto de ninguém. Mas quisemos prestar aquela homenagem a Sá Carneiro e aos seus acompanhantes. Foram 7 horas que ficaram célebres e que valem um livro.” Voltar a fechar
Anos mais tarde (2000), ao leccionar a primeira aula da licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Mário Mesquita (citado no Diário de Notícias, edição de 14.11.2000, por Elsa Costa e Silva) lembrava que “na longa espera em que se transformou a cerimónia, a RTP1 optou Ver maispor uma gestão de transmissão em rede, com a palavra a passar pelos vários locais, sem que aí houvesse qualquer manifestação do cortejo – apenas pessoas à espera. ‘Foi o triunfo do não-acontecimento’.” Mesquita, que revelava parte da jarra ferida tese de doutoramento, considerou, ainda, que enquanto espectáculo televisivo, o funeral de Sá Carneiro, foi a “consagração do primeiro herói de centro e direita na era pós-25 de Abril”. Voltar a fechar
31 Proença de Carvalho, alvo de inúmeras contestações, dentro e fora da empresa (é ler a imprensa da época que, na generalidade, espelha essa situação), reconsiderou um pedido de demissão apresentado ao Primeiro-Ministro, então em exercício, Freitas do Amaral, e que surgiu na sequência do desaparecimento de quem lhe dera aval Ver mais

Organização do Estado espanhol

Internet

Madeirense Inglês

Ciencia Politca

Eles davam se bem

Paises: Bora Bora

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Imagens da Organização de Gareth Morgan

COMMUNICATION POWERPOINT

sábado, 26 de abril de 2008

Thousand Islands

Países: Marrocos

USA: Voting and Elections

Think Before You Speak

Conteúdos e Géneros Jornalísticos

Notas Sobre o Terrritório do Jornalismo

Milton Friedman e a Escola de Chicago II: Uma voz discordante

"Publicada em 1936, com o mundo vivendo ainda as agruras da Grande Depressão, A teoria geral do emprego, do juro e da moeda, de John M. Keynes, logo se transformou na obra mais respeitada entre os economistas, reverenciada como a nova - e adequada - forma de explicar a realidade econômica em curso. As idéias de Keynes tornaram-se predominantes no mundo acadêmico, e, no mundo real, proliferaram, entre os países desenvolvidos, políticas econômicas de inspiração keynesiana. Alguns poucos economistas de destaque da época, entre os quais, Joseph A. Schumpeter, ousaram chamar a atenção para o fato de que a Teoria geral não era tão geral quanto se supunha, mas sim uma política adequada para um momento específico vivido por determinadas economias - economias desenvolvidas passando por um momento de acentuada recessão. Além de Schumpeter, Hayek e Friedman se notabilizaram pela manutenção da defesa das idéias liberais, sem se impressionar com o sucesso - para eles temporário - das teses intervencionistas de Keynes.
Friedman desafiou todas as teorias dominantes a respeito das causas da Grande Depressão, afirmando que foi o excesso e não a falta de intervenção governamental a responsável pela maior crise até então vivida pelo sistema capitalista. A Grande Depressão nos Estados Unidos, longe de ser um sinal da instabilidade inerente do sistema de empresa privada, constitui testemunho de quanto mal pode ser feito por erros de um pequeno grupo de homens - quando dispõem de poderes vastos sobre o sistema monetário de um país. Em sua crítica generalizada ao intervencionismo governamental, a representada pelo Federal Reserve System (que, no caso dos Estados Unidos corresponde ao Banco Central) foi seu alvo principal:
"É possível que estes erros [cometidos pelo Federal Reserve System no período da Grande Depressão] possam ser desculpados na base do conhecimento disponível naquela ocasião - embora eu ache que não. Mas, este não é realmente o ponto. Qualquer sistema que dê tanto poder a um grupo de homens cujos erros - compreensíveis ou não - podem ter efeitos tão severos e amplos é um mau sistema. É um mau sistema para os que acreditam na liberdade justamente porque dá a poucos homens um poder tão grande sem que seja exercido nenhum controle efetivo pelo corpo político - este é o argumento-chave político contra um banco central "independente". Mas é um mau sistema, mesmo para os que põem a segurança acima da liberdade. Erros, compreensíveis ou não, não podem ser evitados em sistemas que dispersam a responsabilidade, mas dão poderes amplos a um pequeno grupo de homens e, portanto, tornam ações políticas importantes altamente dependentes de acidentes de personalidade. É este o argumento-chave técnico contra a existência de um banco central "independente". Parafraseando Clemenceau, dinheiro é coisa importante demais pra ser deixado aos bancos centrais." O nome de Milton Friedman está fortemente vinculado ao da Universidade de Chicago, instituição em que cursou o mestrado em Economia, concluído em 1933, e à qual retornou em 1946 para lá permanecer por longo tempo. Além da forte influência inicial recebida de Frank Knight, vale destacar a convivência com destacados expoentes do pensamento liberal, tais como George Stigler e Gary Becker, ambos também agraciados com o Prêmio Nobel de Economia. Graças á presença marcante de Friedman nos debates econômicos, sempre defendendo os princípios do liberalismo clássico e as teses monetaristas, surgiu a expressão Escola de Chicago, umbilicalmente ligada a essas idéias".
Leia aqui todo o artigo da autoria de Luiz Alberto Machado, economista, formado pela Universidade Mackenzie em 1977. É Vice-Diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP, na qual é Professor Titular das disciplinas de História do Pensamento Económico e História Económica Geral.

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Periodismo MANUAL DE ESTILO DEL DIARIO EL PAIS (España)

L'affaire de Suez en 1956 a-t-elle été la première crise financière du XXe siècle?

Publicidade

Publicidade: afinal fugir de quem?

Licenciados desempregados em Portugal

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Doutores & Desempregados

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Gabrielli, de activista político a superexecutivo

Li no DN de Lisboa um texto do jornalista Sérgio Barreto Mota sobre o Presidente da Petrobrás: "Quem vê o presidente da petrolífera Petrobrás - a maior empresa do Brasil - Sérgio Gabrielli, a fazer negócios pelo mundo fora, ninguém imagina que já foi um importante militante político de esquerda. Mesmo sem ter pegado em armas contra o governo militar brasileiro, que durou de 1964 a 1986, Gabrielli foi preso e afirma ter sofrido castigos físicos. Foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, com a qual a gestão militar brasileira punia as pessoas consideradas perigosas. Mas isso faz parte do passado.Hoje, Gabrielli mal tem tempo para a família, composta por mulher e um casal de filhos, um rapaz de 26 anos e uma rapariga de 18. Vive entre a elite brasileira e, nas suas viagens pelo mundo, convive com presidentes de empresas de petróleo, ministros e xeques. José Sérgio Gabrielli de Azevedo e, como no Brasil se dá preferência ao nome paterno, a assinatura é feita com José Sérgio Azevedo - embora seja mundialmente conhecido como Gabrielli. Nascido em 1949, portanto com 58 anos, Gabrielli tem descendência materna de italianos, da cidade de Lucca, na Toscana. Formou-se em economia numa região conhecida pela música e a excessiva informalidade, a Baía".

Não há campanha eleitoral no condado amish

Um interessante texto da jornalista do Publico, Rita Siza, emitido de Filadélfia, Pensilvânia, quando acompanhava as eleições americanas: "Amber tem umas longas unhas pintadas de cor-de-rosa choque, um piercing na sobrancelha direita e umas calças de ganga justas por baixo de um avental negro. Pela longa mesa de madeira, vai distribuindo travessas: pão com manteiga de maçã, frango frito, puré de batatas com molho, lombo fatiado, cenoura cozida, salsicha assada, pickles de sabor adocicado. Depois diz aos convivas que acidentalmente partilham a refeição: "Sirvam-se e rodem os pratos. É assim que fazem os amish."Os Amish são a razão de ser do restaurante (e complexo comercial) da Plain and Fancy Farm, uma centena de metros antes dos limites oficiais da povoação de Intercourse (originalmente chamada Cross Keys), em pleno condado de Lancaster, onde aquele grupo religioso anabaptista forma uma comunidade de cerca de 40 mil pessoas. Quem viaja até lá cruza-se na estrada com as pequenas carruagens negras onde viajam as famílias amish, e apercebe-se do seu quotidiano rural ao ver as suas quintas e terras de cultivo, alinhadas pelas vedações brancas.Mas só muito dificilmente se consegue conviver com os amish, que levam uma vida separada da do resto dos "ingleses" - que é a forma como se referem à restante população. "Alguns trabalham aqui. A família que explora os passeios de carroça é amish, por exemplo, e há muitos carpinteiros e outros artesãos que trabalham nos ateliers para turistas", explica Amber. "Quer dizer, eles estão aqui por todo o lado", corrige, fazendo um amplo gesto circular com o braço. "Não é difícil vê-los. Mas falar com eles? Boa sorte", deseja a jovem.Aos fins-de-semana, quando as estradas se enchem de minivans familiares que "vêm para ver os amish", o condado parece um parque temático em miniatura, com a população que segue a tradição suíça menonista importada para os Estados Unidos no final do século XVII a fazer o papel de figurante. Pela berma da estrada sucedem-se os estabelecimentos comerciais com a palavra "Amish" pintada na montra: restaurantes, antiquários, lojas de colchas, cestos e velas, motéis e bed and breakfasts - todos eles repletos de "ingleses": os locais que lá trabalham e os turistas que os visitam. "Estamos aqui por causa das eleições", explicamos depois de trocar umas frases de circunstância com um pequeno grupo de homens e mulheres vestidos com os trajes tradicionais dos amish. "Eleições?", repetem, não com surpresa, mas talvez com indiferença. Não, não, abanam a cabeça. Não têm nada para dizer sobre isso, dizem. Mas porquê, não lhes interessa?, provoca um dos repórteres. Não, continuam a abanar a cabeça, sem ser claro se o gesto é a resposta à pergunta ou apenas a confirmação de que não querem falar sobre o assunto.Os amish de Lancaster, que seguem a "Velha Ordem", não usam electricidade e por isso não assistem aos debates políticos na televisão; não têm telefones e assim são imunes às chamadas constantes das campanhas eleitorais e não frequentam os lugares dos "ingleses", pejados de cartazes com os nomes dos candidatos presidenciais. Isso não quer dizer que não estejam informados sobre a disputa eleitoral que amanhã se decide no seu estado: afinal, a campanha ocupa diariamente metade dos jornais, a sua única fonte de informação.Mas os amish, que não se registam como beneficiários da Segurança Social nem aceitam qualquer subsídio ou forma de assistência do Governo, não são a audiência mais sensível aos temas repetidos pelos democratas na Pensilvânia: a perda de empregos por causa da globalização, a crise do mercado imobiliário ou a subida do preço do petróleo, a necessidade de garantir seguros de saúde para toda a população ou facilitar os empréstimos para estudantes universitários... "Não, a campanha eleitoral não passa por aqui", constatam".

Cuba: Raúl Castro destituiu ministro de Educação

Segundo o "El Pais", "el Consejo de Estado de Cuba ha destituido al ministro de Educación, Luis Ignacio Gómez, y ha nombrado en su lugar a Ana Elsa Velázquez. Se trata del primer cambio en el Gobierno en la isla desde que el general Raúl Castro reemplazó a su hermano Fidel en la presidencia. Un comunicado divulgado el martes por medios oficiales indica que el relevo se ha producido “a propuesta del Buró Político del Comité Central” del Partido Comunista, el único permitido en la isla, del que sigue siendo primer secretario Fidel Castro, de 81 años (Raúl, de 76, es segundo secretario). La nota no da razones para el cambio, pero destaca los 30 años de experiencia de Velázquez en instituciones educativas, la última como rectora del Instituto Superior Pedagógico Frank País, de la ciudad oriental de Santiago de Cuba. Durante los 19 meses en los que Raúl Castro fue presidente interino, por la enfermedad intestinal que postró a su hermano mayor en julio de 2006, hubo cambios en cuatro ministerios: Informática y Comunicaciones, Transportes, Justicia y Recursos Hidráulicos. Además, al asumir la presidencia, el general Castro, hasta entonces ministro de las Fuerzas Armadas, dejó en ese cargo a Julio Casas Regueiro".

Chile: as últimas horas de Allende no cinema

Li no "El Pais" que "las últimas horas de Salvador Allende en La Moneda, antes de morir, y un pormenorizado relato de su relación con su secretaria, podrán apreciar los chilenos a partir de junio próximo, cuando en Santiago se estrene la película 1973 Revoluciones por minuto. La cinta aborda la intimidad del presidente chileno en los últimos momentos antes de morir durante el Golpe de Estado del general Augusto Pinochet en 1973. La cinta, inspirada en la obra teatral La muerte de un presidente, del argentino Rodolfo Queblen, llega a Chile premiada en 2007 en el Festival de Cine de Saturno, que se realiza en Roma, según publica hoy el diario La Tercera. El filme, en inglés, igual que la pieza teatral que se presentó durante un año en Nueva York, recuerda en varios pasajes la relación del mandatario socialista con su ecretaria, Miria Contreras, conocida como La Payita.
Con material de archivo da la familia
El productor del filme, Eduardo Larraín, explica que la cinta intercala material de archivo, perteneciente en gran parte a la propia familia del mandatario socialista. También destacó que "ellos apoyaron totalmente la película, pese a que hay muchas referencias a la relación de él con Payita". Con confesiones íntimas intercaladas en la historia, la cinta narra los últimos momentos de Allende, ante que los militares golpistas bombardearan el Palacio de La Moneda, en el golpe militar que puso en el poder al fallecido dictador Augusto Pinochet".
Las últimas horas de Salvador Allende
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La última decisión de Salvador Allende

Aviones Hawker Hunter atacando El Palacio de la Moneda
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Empresa Jornalística

George W. Bush é o mais impopular de sempre

Segundo a SIC, "quase 70% dos norte-americanos estão contra gestão do Presidente George W. Bush é o presidente mais impopular da história dos Estados Unidos, com níveis de desaprovação que quase chegam aos 70%, revela uma sondagem divulgada hoje. A sondagem, elaborada pelo Instituto Gallup e publicada pelo diário USA Today, indica que só 28% dos norte-americanos aprova a gestão de Bush, enquanto 69% a condena. Estas taxas de aprovação são as mais baixas do mandato do Presidente Geroge W. Bush e superam as do ex-presidente Harry Truman, até agora o mais impopular, com 68% de opiniões negativas durante a guerra da Coreia. Acresce que 63% dos norte-americanos julgam que a invasão do Iraque foi um erro, o que bate uma nova marca. A sondagem aponta que entre os democratas, a má opinião sobre Bush é praticamente universal, com 91% a desaprovar a sua gestão. Entre os republicanos, só 32% o condena, enquanto 66% está satisfeito com ele. Entre os que se declaram independentes, 23% tem opinião favorável, enquanto 72% se declara descontente com o presidente. A má opinião sobre o presidente cresceu à medida que o clima económico se deteriorou nos Estados Unidos. O porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, assegurou que "o Presidente entende que a guerra e a desaceleração da economia pese na opinião pública mas a situação no Iraque está a melhorar e a economia está a ponto de receber um impulso" graças às devoluções fiscais aprovadas pelo Governo. Bush já foi também o presidente mais popular da História. Depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001, a sua popularidade atingia os 90% nas sondagens do Instituto Gallup".

La ONU concluye que la independencia del Sáhara es ''irrealizable''

Li no digital "Canarias Ahora" que "el enviado especial del secretario general de Naciones Unidas en el conflicto del Sahara Occidental, el holandés Peter Van Walsum, indicó la noche de este lunes que la solución de la independencia es irrealista, lo que ha revuelto al Frente Polisario y provocado los aplausos por parte de Rabat. A pocos días de que el Consejo de Seguridad de la ONU aborde el asunto del Sahara Occidental para aprobar una nueva resolución, Peter Van Walsum planteó en su informe dirigido a este consejo , que una solución basada sobre la independencia es “irrealizable e irrealista”, insinuando a cambio que la autonomía es realizable o la mejor solución. El informe de Peter Van Walsum ha sorprendido al Frente Polisario que lo ha denunciado hoy martes con fuerza, el representante de este movimiento en París, Omar Mansour considera en declaraciones a la agencia saharaui de noticias que el informe es una opinión de Walsum y en clara alineación con la tesis de Marruecos. El presidente del Consejo de Seguridad, el embajador de Sur África Dumisani Kumalo cree por su parte que el informe es una opinión personal de Walsum y que hay que seguir con el principio de la autodeterminación. Por otra parte, Marruecos aplaude el contenido del informe y lo considera objetivo y refleja la realidad política del conflicto del Sahara, una fuente diplomática subraya a ACN Press que “en el pasado otros responsables de la ONU han dicho lo mismo, sólo hay que leer las memorias del ex secretario general de la ONU, Pérez De Cuellar, que dijo que en el “Sahara no se puede aceptar un nuevo estado”. El embajador de los EE.UU en el Consejo de Seguridad, Zalmay Jalil Zad, cree que hay que tener en cuenta la propuesta de Peter Van Walsum, en un gesto de apoyo a Marruecos, Francia también se expresó en términos a favor de Rabat. El Consejo de Seguridad se reunirá el próximo martes para aprobar una nueva decisión, el secretario general de la ONU, Ban Ki-moon ya pidió a los miembros del consejo de adoptar una resolución presionando a Marruecos y el Polisario para que avancen en las negociaciones. Las cuatro rondas de negociaciones mantenidas en Manhaset en Nueva York durante los meses de junio, agosto, enero y marzo pasados no registró ninguna avance, Marruecos insiste en la autonomía y el Polisario en la celebración del referéndum".
Videos ineditos da guerra no Sahara
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Conhece os seus deputados?

"São eleitos em nome de um povo que raramente os conhece. O Parlamento Global ajudará os portugueses a familiarizarem-se com os deputados à Assembleia da República (AR). O primeiro site de informação parlamentar feito em conjunto por três órgãos de informação – Renascença, SIC e Expresso – vai apresentar os deputados, pela sua própria voz.Em curtas declarações, os eleitos pelos diversos círculos eleitorais apresentar-se-ão, dizendo quem são, porque vieram para a política, como se relacionam com a terra dos seus constituintes e o que fazem quando não estão na Assembleia da República.Assim podemos descobrir que Manuel Alegre, por exemplo, nasceu com a política no sangue.“Um tio-trisavô foi decapitado, um trisavô teve que exilar-se na altura, da parte da minha mãe, republicana, o meu avô que também se chamava Manuel Alegre foi deputado constituinte.”Paulo Portas foi eleito pelo círculo de Aveiro. Apesar de ter poucas ligações à cidade, fez questão de a tornar sua ao longo dos anos. “As pessoas tratam-me por tu, conheço bem as fábricas, as instituições, as misericórdias, os clubes. Conheço o distrito de Norte a Sul e faço um esforço, todas as quinzenas, para estar presente no meu círculo.”Jerónimo de Sousa nasceu, cresceu e continua a viver no mesmo bairro lisboeta, Pirescoxe, sendo por isso natural o facto de representar os eleitores dessa cidade. Para além de deputado, este lisboeta de gema é afinador de máquinas por formação.Professor universitário, é essa a ocupação de Francisco Louçã quando não se encontra ocupado na AR. “A minha ocupação profissional é ser professor universitário, publico, escrevo, dou aulas, estou agora a corrigir os testes dos alunos”.E se o deputado do BE dá aulas, Santana Lopes, do PSD recebe-as, mais especificamente, aulas de piano. Mas esse não é o único passatempo do deputado laranja: “Sou o chamado cibernauta, viajo muito na internet, escrevo o que posso, tenho o meu blog, leio muito, estudo e toco piano". Leia aqui