EUA-2008: Os jornalistas gostam mais de Obama
Da autoria da jornalista do Publico, Catarina Gomes , li uma entrevista a Michael Schudson, professor de Comunicação na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que "diz que os media favorecem Obama na sua cobertura da campanha eleitoral. Isso acontece porque ele é o recém-chegado inesperado, é jovem e invulgar. Já Hillary Clinton é "demasiado familiar". Autor de vários livros sobre história e sociologia dos media americanos, não vê nada de errado em dizer que "política é entretenimento": já na América do século XIX o era. O professor norte-americano Michael Schudson afirma que o que os media estão a avaliar são as capacidades dos candidatos em campanha, o que pouco diz sobre o que serão como presidentes. Nos tempos que correm considera que um candidato à Presidência americana "seria louco" se não fosse a programas de humor como o de Conan O"Brien ou de John Stewart. Schudson veio esta semana a Portugal dar uma conferência sobre Cidadania e Media na Fundação Luso-Americana e participar em seminários do mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade Católica de Lisboa. Hillary Clinton tem-se queixado que os media gostam mais de Barack Obama do que dela e que isso a tem prejudicado...Obama tem alguma vantagem na cobertura mediática. A verdade é que ninguém o conhecia nem sabia nada sobre ele; Hillary é familiar, talvez demasiado familiar, há cobertura noticiosa sobre ela há duas décadas. Ele permanece um desconhecido, tem uma carreira curta, é uma folha em branco e é o recém-chegado. Junta ainda o facto de ser novo, jovem e invulgar. Os jornalistas procuram novidade e esse factor é muito importante. Se eliminarmos estes factores, em termos de ideias não se distinguem assim com tanta facilidade".
<< Página inicial