POLITICA, COMUNICAÇÃO & ELEIÇÕES

sexta-feira, 25 de abril de 2008

EUA-2008: "A febre do merchandising ou as mil e uma maneiras de amar um candidato"

Com este titulo e da autoria da jornalista Maria João Guimarães, publicou o Publico um interessante texto sobre as presidenciais americanas: "Os americanos estão a comprar t-shirts, bonés e crachás como nunca. Há produtos mais controversos: o piaçaba com Hillary Clinton ou as cuecas com Barack Obama. Os americanos nunca tiveram uma eleição assim - e isso vê-se até no merchandising, cujas vendas estão a atingir números sem precedentes. "Este ano, toda a gente quer dizer ao mundo quem apoia", resume Tony Baltes, um empresário do Ohio responsável pelo merchandising de Barack Obama, à AFP. O material à disposição dos apoiantes não se resume aos mais clássicos pins, bonés e t-shirts, e há também quem tenha batido os recordes do mau gosto: um piaçaba com Hillary Clinton (First Cleaning Lady) ou uma t-shirt com Obama com um turbante com a legenda Osama for Obama. Os candidatos democratas, que disputam a nomeação num impasse que não era visto há décadas no partido, são quem tem tido mais saída. Na loja on-line cafepress, um dos sites populares de venda pela Internet, Obama lidera as vendas, sendo responsável por 63 por cento das vendas do site, a rival democrata, Hillary Clinton, por 18 por cento e o republicano John McCain apenas por 6 por cento. No seu site, a campanha de Obama avisa: "Devido ao esmagador número de pedidos, alguns items podem demorar duas a três semanas a ser enviados." Nos vários sites, há produtos para todos os gostos, desde as cuecas I"ve got a Crush on Obama, ou a camisola Barack and Roll, ou a mais séria I have a dream. De seguida vem Hillary Clinton, com escolhas desde a t-shirt dizendo I supported Hillary before it was cool, ou a mais feminista It"s time for a woman on top. Para ter uma ideia, pode-se visitar lojas na Net como 2008tshirts.com ou zazzle.com (a grande excepção era o site de t-shirts feitas por designers gráficos, Threadless.com, onde ainda não havia sinais da febre dos candidatos)".