POLITICA, COMUNICAÇÃO & ELEIÇÕES

sábado, 12 de abril de 2008

O que Ângelo queria ter dito e não disse para poupar Menezes

Escreve o jornalista do DN Lisboa, Francisco Almeida Leite, que "os desabafos que Ângelo Correia fez esta semana são, para muitos no PSD, um indício de que estará a descolar lentamente de Luís Filipe Menezes. Nos sectores oposicionistas há quem já esteja a prever uma jogada estratégica, onde Ângelo troca Menezes por Pedro Passos Coelho, a meio do caminho. Estas teses podem ter um fundo de verdade, embora Ângelo Correia tenha admitido ao DN que está de corpo e alma com Menezes. "É natural que esteja insatisfeito, vim para aqui para ajudar o partido a pensar e a ter ideias", disse o presidente da mesa do congresso, ao mesmo tempo que admitiu que "a culpa não é do dr. Luís Filipe Menezes, ele é uma vítima desta situação". A situação é, para o antigo ministro da Administração Interna, de autêntica "paralisia". E o DN falou com fontes do inner circle de Menezes para perceber o alcance das palavras deste último.Na lista de preocupações do "senador" do PSD estão problemas de ordem variada, desde o funcionamento da secretaria-geral até a alguns projectos que ficaram em banho-maria. É o caso dos porta-vozes. Segundo fontes ouvidas pelo DN, Ângelo acha que a maior parte dos porta-vozes nem sequer é conhecida da opinião pública. "Nem aparecem, à excepção do Martins da Cruz", dizem estas fontes. Para além disto, outra das propostas que Ângelo Correia gostava de ver posta em prática é a ideia do "partido-empresa", que Menezes terá deixado entretanto para segundas núpcias, sobretudo depois de anunciada a multa do Tribunal Constitucional ao PSD por financiamento ilegal (durante a campanha de 2002, com Durão Barroso). Ângelo considerava essencial que houvesse um "gestor profissional" à frente do partido que tomasse medidas como a alienação da sede nacional na São Caetano à Lapa, dizem estas fontes".