Portugal: as contas regionais de 2004
As regiões dos Açores, com 2,2 por cento, Madeira (4,1), Lisboa (2,2) e Centro (1,9), apresentaram em 2004 um crescimento real do Produto Interno Bruto superior à média nacional (1,5 pc), segundo as contas regionais definitivas.O Destaque do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgado, revela que, pelo contrário, as regiões do Norte (0,9 pc), Alentejo (0,4) e do Algarve (zero) apresentaram valores inferiores ao país.A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) nacional (investimento) cresceu em termos nominais 2,7 pc, face a 2003, para o que contribuíram a Região Autónoma da Madeira (RAM), o Alentejo, o Centro e o Norte.A região de Lisboa apresentou o nível de vida mais elevado do país em termos de Rendimento Disponível das Famílias por habitante: 28 pc acima da média nacional, ao contrário do Norte, com o nível mais baixo (apenas 84 pc da média nacional).Os resultados agora publicados substituem as contas regionais, de carácter preliminar, divulgadas em Janeiro.Assim, em 2004 o Produto Interno Bruto (PIB) português foi de 144.128 milhões de euros, o que significa um crescimento nominal de quatro por cento e real de 1,5 por cento, relativamente a 2003.O PIB conjunto das regiões de Lisboa e do Norte corresponde a dois terços do PIB nacional.Em termos nominais, em 2004, a Região da Madeira, Lisboa e o Centro superaram a média nacional (4 por cento), com taxas de crescimento do PIB de sete por cento, 4,5 pc, e 4,1 pc, respectivamente.Já a Região dos Açores (3,7 pc), o Alentejo (3,6), o Norte (3,5) e o Algarve (3,2) surgem com evoluções inferiores à média nacional.No que diz respeito à evolução real, em 2004 as regiões com crescimentos superiores à média nacional foram a Madeira (4,1 pc), os Açores (2,2), Lisboa (2,2) e o Centro (1,9).O Norte (0,9 pc), o Alentejo (0,4 pc) e o Algarve (zero) cresceram menos do que o país.No período 2000 - 2004, em termos nominais, todas as regiões, à excepção do Norte, superaram ou igualaram a taxa de crescimento média nacional (4,2 pc), sendo as regiões autónomas as que evidenciaram maior taxa de crescimento.Naqueles cinco anos, apenas a Madeira registou todos os anos um crescimento real do PIB, que assumiu menor expressão em 2003, ano em que o PIB real nacional diminuiu (variação de -0,8 pc).O Algarve registou igualmente um aumento real do PIB naquele período, à excepção de 2004, em que praticamente estagnou, devido sobretudo às actividades de alojamento e restauração e imobiliárias.O INE salienta que o Norte (2002 e 2003) e a Madeira (2001 e 2003) apresentaram uma diminuição real do PIB em dois anos.Segundo o INE, "realça-se ainda o forte crescimento do PIB real na RAM em 2002 (15,7 pc), relacionado com a actividade desenvolvida na Zona Franca da Madeira, e a diminuição, desde 2002, da região fictícia Extra-Regio" (extra-regiões, ou seja, valores que não é possível a atribuir a qualquer região em particular).No capítulo da concentração e perfil económico regional, Lisboa e o Norte concentram 64,9 pc do Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 61,2 pc do emprego nacional.Enquanto o Norte foi a região que mais contribuiu para o emprego (34,4 pc), Lisboa apresentou maior contributo para o VAB (36,9 pc), seguindo-se o Centro (19,2 pc e 24,1 pc), Alentejo (6,7 pc e 6,2 pc), Algarve (4,1 pc e 4,0 pc), Região Autónoma da Madeira (2,9 pc e 2,4 pc) e Região Autónoma dos Açores (2,0 pc para ambos os indicadores).Em 2004, os serviços dominaram a actividade produtiva nas sete regiões portuguesas, especialmente na Madeira, Lisboa e Algarve: cerca de 80 pc do VAB regional nos três casos.O sector da agricultura, caça e silvicultura, pesca e aquacultura foi o que teve menos importância na geração de riqueza em 2004, excepto nas regiões do Alentejo (13 pc), Algarve (seis por cento) e Açores (13 pc).A indústria, incluindo energia, destacou-se na região Norte como a actividade que mais contribuiu para a formação de VAB regional (26 pc), o que lhe confere a especificidade de ser a única do país em que um ramo do sector secundário exerceu tal preponderância numa análise de seis ramos de actividade.A média nacional do PIB por habitante foi de 13.700 euros, registando-se o valor mais elevado em Lisboa (19.400 euros) e o mais baixo no Norte (10.900).A seguir a Lisboa, surge a Madeira, com 17.100 euros, o Algarve (14.300), o Alentejo (12.700), os Açores (12.000) e o Centro (11.700).
Fonte: agência Lusa de informação (Portugal)

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